Cafeicultura

Café – A Volta do Poder Político

Em início de outubro vimos duas notícias sobre café, em jornal de São Paulo que muito nos alegrou:

1) Uma informando que o presidente Fernando Henrique Cardoso recomendou a seus ministros da área econômica que dessem o máximo de atenção e assistência ao setor do café;

2) Outra que em reunião dos cafeicultores do Estado de S.Paulo foi lançado o nome de Manoel Bertone, líder da cafeicultura naquele Estado, para concorrer a Deputado Federal como representante da cafeicultura.

Graças a Deus, Mina já conta com bons defensores de nosso café na Câmara Federal, como por exemplo: os deputados Carlos Meles, Silas Brasileiros e João Magalhães; o E. Santo possui também o deputado federal Adelmo Salvador, engenheiro agrônomo e ex-secretário da Agricultura capixaba que sabemos, têm defendido política e economicamente o nosso produto café.

Necessário se faz formar uma corrente de deputados e senadores dos estados cafeeiros, para atuarem ordenada e intransigentemente em defesa do café em todos os seus vários e importantes setores: da produção, comercialização, industrialização e exportação.

Com o intenso plantio dos últimos anos, e a grande produtividade com a tecnologia atual, somente com uma inteligente e sabia política cafeeira não haverá grave crise no setor, advindo da superprodução que será inevitável dentro de poucos anos.

Em debates por ocasião do 23º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras ocorrido entre 28 a 31/10/ 97, em Manhuaçu-MG, em nome do Núcleo Regional da Sociedade Mineira de Engenheiros Agrônomos sugerimos uma intensa propaganda do café, visando expandir rapidamente seu consumo mundial, utilizando uma frase de impacto: “O HÁBITO DO CONSUMO DO CAFÉ EVITA E COMBATE O VÍCIO DAS DROGAS”, o que deve ser feito até mesmo pelo Internet.

Quando os governos de todos os países do mundo se conscientizarem desta verdade, certificando de que com o hábito de uma bebida gostosa e benéfica como o café, pode trazer grande economia de gastos, evitando o tratamento para recuperação dos viciados nos vários tipos de drogas, e das doenças correlatas, e menos despesas com repressão ao tráfico do comércio ilegal destes produtos tóxicos, e de todos estes fatores que têm trazido pânico, medo, pavor em todas as nações, na atualidade, certamente haverá um grande aumento do consumo internacional do café.

Com apoio do atual CDPC (Conselho Deliberativo da Política Cafeeira) e dos nossos representantes mais ligados à cafeicultura, assim como de todos os setores ligados ao café um boa e intensa propaganda externa das virtudes do produto em defesa da saúde do seu consumidor poderá contribuir para um aumento rápido do consumo mundial, evitando uma superprodução que fatalmente aviltará os preços e provocará novamente quebradeira no setor cafeeiro.

(29/11/1997) Ruy Gripp

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