curry-o-que-e-para-que-serveSaúde

Curry – O que é e para que serve?

José Augusto Sathler, meu primo, engenheiro aposentado da IBM, (filho de Margarida Amaral Sathler, atualmente com 102 anos, lúcida e com saúde, sendo neto de João Amaral Franco, que deu o nome da avenida central de Manhuaçu), residente no Rio de Janeiro, com chácara em Friburgo onde já explorou a pecuária leiteira com vacas de 15 a 20 litros diários, construiu linda residência em Alto Jequitibá ao lado da casa de sua mãe, aonde vem frequentemente dar-lhe assistência.

Possui filho nos EU, indo anualmente visitá-lo, pois gosta daquele país progressista; é leitor de bons livros, estudioso de assuntos econômicos e relativos a saúde e alimentação. Em dezembro de 2007, regressando dos Estados Unidos, trouxe interessante artigo relatando pesquisa divulgada em revista científica, especializada em assuntos de relevância internacional.

Trata-se do mal de Alzheimer (doença degenerativa do cérebro, com perda de memória, comum nas pessoas idosas) e os resultados positivos no seu tratamento com o uso do Curry do Açafrão da Cúrcuma longa ou C. doméstica. Trouxe também o curry, que nos ofertou uma amostra para experimentar, junto com o xérox do referido artigo.

O assunto me despertou para o estudo e pesquisa do CURRY. Mandamos traduzir o texto para o português, corrigido e ratificado a tradução pelo atual chefe da cozinha do Caparaó Parque Hotel, com longa experiência no ramo da cozinha europeia, com mais de 10 anos trabalhando em vários restaurantes e hotéis da Holanda (Eliacir Fernandes Bezerra).

Este afirmou ser grande o consumo do condimento Curry Indiano (da cúrcuma), nos importantes restaurantes da Europa e também pela população em geral.

Buscando informações sobre “o que é o Curry?”, nos dicionários, em livros de culinária, e na internet, somente encontramos receitas de curry. Não encontramos definição para o curry.

Então, formulamos a conclusão que o curry é um tipo variado de misturas de temperos e condimentos em pó.

Pode ter o curry exclusivamente das raízes do vegetal açafrão, com nome científico de Cúrcuma domestica, família Zingiberaceae (açafrão-da-índia, açafrão-da-terra, falso-açafrão, cúrcuma), da mesma família do nosso conhecido e afamado gengibre, condimento muito usado no Brasil e que a cada dia cresce na exportação pela produção de São Paulo e do Espírito Santo.

Na literatura, encontramos a citação de três tipos de AÇAFRÃO, de espécies diferentes:

  • O açafrão verdadeiro (Crocus sativus, C. officinalis, C. verus), Família: Iridáceas, planta herbácea, bulbosa, folhas compridas, arroxeadas, flor amarela ou vermelha. É da família do alho e cebola, e muito semelhante a estes nossos conhecidos e úteis temperos cultivados nas hortas domesticas. Os estigmas (órgão feminino das flores) dessecados fornecem o “açafrão” conhecido no comercio, e que é uma matéria amarela usada como corante e condimento. Segundo a literatura, precisa 60.000 flores para dar um quilo do corante e m grama deste corante tem o poder de colorir de amarelo 500 litros de água, portanto 1 kg tem capacidade de colorir 500 mil litros de água;
  • O açafrão da Índia ou cúrcuma, ou falso açafrão, já referido acima;
  • Urucum (Bixa orellana), família das Bixáceas, comum em quase todos os sítios do Brasil, também usado na arborização das cidades: arbusto que cresce até 5 metros, dando o afamado colorau; alguns livros o denominam também de açafrão. Todos os três são usados na composição do curry, isoladamente ou em conjunto.

Outros componentes do curry: gengibre; vários tipos de pimenta, que após secagem e triturada em pó se denomina páprica; alho e cebola em pó; e outros vários condimentos e temperos, todos secos e pulverizados.

Numa receita de curry encontramos a indicação de 11 produtos diferentes, e não citava quanto usar de cada componente. Naturalmente deixando a critério do interessado fazer a mistura mais pratica, que mais lhe agradasse.

Daí a nossa conclusão: não existe receita fixa para o curry. O curry é uma formulação da mistura de condimentos, corantes e temperos em pó, possibilitando uma alimentação com vários nutrientes funcionais, benéficos para a saúde.

Não sabemos ainda se pode ter componentes de origem animal, como leite em pó ou de minerais como cloreto de sódio (sal de cozinha), este um condimento e tempero de ação conservadora, mas que já é consumido em exagero, até mesmo prejudicial à saúde pelo seu excesso nos alimentos já preparados industrialmente.

No livro “Alimentos Funcionais- Benefícios para a Saúde” de Neusa Maria Brunoro Costa e Carla de Oliveira Barbosa Rosa e outros, da UFV, encontramos no Capitulo I – Propriedades Funcionais do Feijão. No Capitulo V – Corantes Naturais, em cujo Subtítulo da página 127, temos:

Cúrcuma e Curcumina

curcuma-tempero

Historicamente, os rizomas da cúrcuma (Cúrcuma longa) têm sido usados pelas suas propriedades terapêuticas, anti-inflamatórias e antissépticas, assim como uma especiaria para a alimentação humana. O principal componente extraído da cúrcuma é a curcumina, que também é responsável por suas ações bioativas.

A curcumina é um potente antioxidante que protege contra danos oxidativos a componentes celulares e o câncer, principalmente o de pele e o de mama. Tem sido relatada sua ação na inibição, promoção e progressão de cânceres, uma vez que inibe a peroxidação lipídica. A curcumina do curry indiano foi capaz de inibir a angiogênese induzida pelo fator de crescimento de fibroblastos.

Em relação às suas características, a curcumina é um pigmento não solúvel, altamente sensível, uma vez solubilizado e na presença de água, e apresenta tom de cor amarelo-limão brilhante.

É usada com sucesso nos produtos de padaria, bolos, tortas, empadões, picles, mostarda, bebidas, molhos (curry), cereais e cobertura de doces.” Do livro citado. Pretendemos continuar com o assunto Curry de Açafrão, pois a historia é longa, interessante e importante para a saúde da humanidade.

O Poder do Curry, por Patric Barry. Continuando com o assunto do Curry do Açafrão, vamos reproduzir o texto da revista que José Augusto Sathler trouxe dos Estados Unidos, com a tradução revisada por Eliacir Fernandes Bezerra:

“A lista de efeitos (do curcumim) vão sem parar, e eles são tudo em seu favor” Aggarwarl.

Imagine que você está vivendo há 3000 anos em um vilarejo no sul que agora é a Índia. Quando você fica doente ou ferido, você visita o curandeiro, que provavelmente é um praticante da medicina chamada ayurvedica. Para qualquer incômodo, você provavelmente vai receber um tratamento que inclui um pouco de brilho, pó amarelo laranja, as especiarias turmeric.

Se você tem arranhão (corte, machucado), o curandeiro irá colocar turmeric sobre ele. Indigestão? Turmeric. Bactéria? Turmeric. Fraquezas nervosas? Isso mesmo, turmeric.

O pó provém de uma planta de folha larga e longa que floresce na época do calor, no clima chuvoso do sul da Ásia. Sua estrutura (hastes, folhas) em forma de caules de cor branca, e flores rosas e amarelas de cheiro de manga, bem como suas raízes bulbosas assemelham-se ao do gengibre.

Abrindo uma raiz com corte no seu maior comprimento, você irá achar uma raiz interior, que é amarelo-laranja vivo.

As pessoas da região descobriram que a ebulição (fervura), secagem e trituração destas raízes, fornece um pó com fragrância (aroma, perfume, cheiro, odor) e ligeiro sabor amargo.

As pessoas atribuem propriedades especiais ao pó, para doenças que envolvem inflamação. Entretanto a substância começou a difundir em dietas regionais pelo componente que dá cor amarela aos currys. A utilização generalizada do turmeric (açafrão-da-índia, gengibre-dourada, batatinha- amarela) continua hoje tanto na cozinha indiana como na medicina ayurvedica (m. natural, com plantas, pelas ervas).

Médicos ocidentais são frequentemente céticos (descrentes) sobre o tratamento e a cura pelas ervas. No caso do turmeric, no entanto, com o aumento das investigações cientificas nos últimos anos, tem aprovado os benefícios do ingrediente ativo do açafrão -da- índia, um composto chamado curcumin.

Esse estudo tem demonstrado que o curcumin – disponível comercialmente como extrato, atua tanto como um poderoso antioxidante e um agente anti-inflamatório.

Foram essas propriedades anti-inflamatórias que levaram na Universidade da Califórnia, Los Angeles- os investigadores Greg Cole e Sally Frautschy – para perguntar em meados da década de 1990 se o curcumin poderia ser eficaz contra uma condição que o praticante ayurdi, talvez não tenham considerado a questão da doença de Alzheimer.

Estima-se que 24 milhões de pessoas no mundo têm a doença de Alzheimer. Os E.U. Food and Drugs Adm. aprovaram 5 drogas para alterar os sintomas, mas o FDA não aprovou drogas existentes para combater as causas da doença.

A doença de Alzheimer envolve constante deterioração das células nervosa do cérebro, levando a demência. Uma teoria líder sustenta que a doença surge quando uma pequena proteína no cérebro e reúne um grupo de placas.

Neste cenário, essas placas matam células do cérebro, uma parte pelo desencadeamento da inflamação, um estado de maior atividade do sistema imune que pode danificar o corpo da própria célula. As placas também produzem radicais livres que causam dano oxidativo às células nervosas”.

Até as raízes – Se curcumim realmente combate contra as placas que conduzem a Alzheimer, populações nas quais pessoas comem muito curry contendo turmerik não deveriam ter uma incidência mais baixo das doenças?

Na realidade, estudo na Índia pareça mostrar uma taxa bem mais baixa da doença de Alzheimer do que existe nos países industriais Ocidentais. Por exemplo, uma comparação de populações, em 2001, em amostra de pessoas de 65 anos a mais em Ballabgarth, Índia, no Vale de Monongaela, mostrou que, somente 4 a 7 casos provável da doença de Alzheimer foram diagnosticados por anos entre 1.000 pessoas na Índia, enquanto a taxa comparável na amostra de Pensilvânia (USA) era de 17,5 casos – quase quatro vezes mais alta.

Os investigadores, conduzidos por Vijay Chandra da universidade de Pittsburgh, Diplomado pela Escola de Saúde Pública, escreveram que alguma evidência sugere que uma dieta rica em curry amarelo possa realmente fazer a diferença.

Em 2003, Tze-Pin Ng da Universidade Nacional de Singapura e os colegas dele testaram o desempenho mental de 1.010 Singapurianos entre as idades de 60 a 93 anos “nenhum deles tinham sido diagnosticados com qualquer forma de demência”

Os investigadores também investigaram os voluntários sobre seus hábitos alimentares e descobriram que aqueles que informaram comer curry ocasionalmente, frequentemente e muito frequentemente, mostraram significativamente melhores desempenhos cognitivos (percepção, conhecimento) do que as pessoas que informaram comer curry raramente.

O grupo de Ng informou pelo Nov. 1.2006 Diário Americano de Epidemiologia (SN: 11/11/06, pág. 316. Os investigadores notaram que o curry tipicamente usado em Singapura é o curry amarelo que é rico em curcumin – contendo turmeric – melhor que o curry verde ou vermelho”. Da tradução citada.

“Nós olhamos o curcumim e dissemos: você sabe, isso parece algo que é anti-inflamatório” diz Cole. “Quando nós olhamos o curumim era também um ótimo antioxidante, tanto como vitamina E, nos dissemos “Essa coisa tem todas as propriedades que parecem boas, por isso vamos testá-las contra a doença de Alzheimer”.

Essas experiências e trabalhos posteriores por outros cientistas têm mostrado que além das propriedades anti-inflamatórias e antioxidante, o curcumim tem vários efeitos que podem trabalhar em conjunto para proteger o cérebro de placa em outras maneiras.

“Se o curumim tivesse uma única molécula alvo, ele provavelmente não seria tão bom como droga (medicamento)” disse Bharat Aggarwal, que estuda o curumim em MDA Anderson Coscu Center em Rouston “porque tem vários objetivos é muito atraente”.

No final dos anos 90 a equipe Cole rastreou o curcumim e outros compostos que tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Os cientistas testaram as substancias em ratos que tinham Alzheimer como condição criada por infusão de placas formadas de proteína clonada de Beta amiloide dentro do cérebro dos camundongos.

Os resultados foram surpreendentes, Cole disse: “Beta amiloide foi reduzido pelo curumim, mas não pelos outros compostos”. Comparando com os ratos que foram alimentados com dietas normais, os animais tratados com curcumim tinham até 80% menos placas.

As razões para essa diminuição das placas de beta amiloide começou a surgir em 2002, quando a equipe de Cole mostrou que, e, ratos de laboratório, o curcumim inibe as proteínas de beta amiloide se que se aglomeram em placa.

Dois anos mais tarde, a equipe de pesquisadores no Japão, liderados por Kenjiro Ono da Kanazawa University Graduati Shovel of Medicina Science descobriu que curcumim não somente bloqueou a formação de placa como também enfraqueceu placas existentes em laboratório e aciona sua desintegração. O grupo de Ono não conseguiu o mecanismo físico pelo qual o curumim rompeu as placas.

Um indício é de que o mecanismo veio de uma fonte inesperada. Foi descoberto que curcumim se assemelha a moléculas que os cientistas tem usado em imagens para tornar mais visíveis as placas ao escanear o cérebro.

Devido a semelhança estrutural o curumim que também tem uma forte afinidade para ligação beta amiloide.

Usando ratos projetados para ter mutação no gene humano conhecido por causar placa, o grupo de Cole demonstrou em 2005 que curumim liga diretamente a proteína beta amiloide e isso conta (é o motivo) para a capacidade química de interferir na formação da placa na degradação de placas inexistentes.

A ingestão do curumim pode reduzir o colesterol de uma pessoa. Estudos realizados por investigadores de Amala Cancer Hospital e Research Center em Amalanagar, na Índia, pessoas que tomam 500mg de curumim diariamente, por 7 dias tiveram 29% de aumento na concentração de HDL benéfico, comparado ao que ao que eles apresentaram inicialmente. E a concentração de colesterol total no sangue teve 11% mais baixo.

Diversos estudos durante os anos 90 descobriram que pessoas com perfil alto de colesterol tinham um maior risco de desenvolver Alzheimer comparados ás pessoas com nível de colesterol normal.

Uma equipe liderada por Takashi Morido Saitoma Medical University no Japão descobriu que o colesterol acumulado dentro das placas pode ajudar a proteína beta amiloide.

O que sugere que reduziu o colesterol pode também inibir a formação das placas no cérebro.

Recentemente, alguns cientistas sugeriram que o sistema imunológico de uma pessoa também pode estar envolvido na doença de Alzheimer “Todo mundo sempre produz beta amiloide, mas nem todos desenvolvem a doença”, afirma Milon Fiala do Grester Los Angeles Veteran´s. A verdade é que as celular do sistema imune chamadas macrófagos normalmente patrulham o cérebro.

Fiala suspeita que em pessoas que desenvolvem a doença de Alzheimer em seus macrófagos não tem o desempenho de limpar corretamente.

Isso é inutilmente o que ele encontrou quando ele testou macrófagos de pacientes com Alzheimer. Quando estão em pratos (discos) de laboratórios com placas beta amiloides, essas células tiveram quase nenhuma habilidade de devorar placas, em grande parte devido a reduzida atividade de gene chamado MGAT3.

Adicionando curcumim ao prato e restaurando a placa, claramente a proeza de cerca da metade desses macrófagos retomaram a sua atividade normal, Fiala e seus companheiros reportaram em 31 de julho?

“A lista dos efeitos do curumim prolonga-se, e eles estão todos a seu favor” diz Aggarwal.

Se o curcumim realmente briga com as placas que levam a doença de Alzheimer. Populações na qual pessoas comem muito turmeric contendo curry podem ter uma menos incidência da doença?

De fato, os estudos da Índia parecem mostrar uma tona muito menos da doença de Alzheimer que existe no Ocidente, os países industrializados. Por exemplo, uma comparação de 2001, uma amostra de uma pessoa de 65 anos e pessoas idosas em Ballobgarl, na Índia, e em Monongohela Valley, demonstrou que apenas 4,7 casos da provável doença.

1) Açafrão: Cúrcuma doméstica Valeton – Plantas Ornamentais no Brasil, Harri Lorenzi e Hermes Moreira de Souza, 2º Ed. 1999, p. 1.076. Açafrão-da-índia, açafrão-da-terra, falso- açafrão, cúrcuma. Herbácea ereta, rizomatosa, entouceirada, aromática, de 40-80 cm de altura, originária da Índia. Folhas decíduas em tufo, de superfície marcada por nervuras, com pecíolo envolvendo as hastes.

Inflorescência afixada na base da haste, em espiga cilíndrica, com muitas brácteas branco-esverdeadas, de cujas axilas surgem as flores, formadas o verão.

Cultivadas como ornamental em maciços isolados e como flor de corte. Também cultivada como especiaria. Dos rizomas tuberosos amarelos, é obtido corante para culinária e ouros fins, razão dos nomes populares e do internacional turmeric. São extraídos no período de repouso vegetativo da planta durante a estação do inverno. Multiplica-se pelos rizomas extraídos durante a fase de repouso.

2) Açafrão Cúrcuma – Produção e utilização como ingrediente e aditivo na indústria de alimentos. Dulcinéias Rossini Milán, Extraído da Revista Brasileira de Corantes Naturais, Ed. UFV, 1992, P 248.

Cúrcuma, turmeric, yellow root ou açafrão da Índia são alguns dos nomes pelos quais é conhecida a Cúrcuma longa, planta nativa do sudeste da Ásia, disseminada a partir do sul da Índia para outras regiões do planeta. É uma erva rizomatoza, da família zingiberaceae. Das dezenas de espécies existentes, a Cúrcuma longa é a que apresenta maior interesse comercial por seu poder corante.

Produção – A cúrcuma é cultivada com bons resultados em regiões tropicais em altitudes que vão desde o nível do mar até 1.500 m, à temperatura de 20 a 30 º C, sob chuvas acima de 1.500 mm/ano ou sob irrigação., e preferencialmente sob solo argiloso ou aluvial; sua maturidade é indicada pela secagem das folhas. Durante a colheita normalmente são separados os bulbos (rizoma-mãe) para replantio e os dedos (rizomas laterais que partem dos bulbos) seguem para processamento.

O processamento baseia-se em duas etapas: cocção e secagem. A secagem é facilitada pela prévia cocção dos rizomas, o que ajuda a obter um produto de cor uniforme. O processo mais usado para secagem é a exposição ao sol, levando de 5 a 10 dias para a obtenção de um produto com níveis de umidade de aproximadamente 10%. Nas regiões de menor disponibilidade desse recurso a secagem é feita mecanicamente.

A cúrcuma seca na forma de flocos é uma alternativa quando se deseja como produto final a cúrcuma em pó, pois o tempo de secagem final diminui significativamente. Após a secagem, o rizoma adquire uma superfície externa rugosa. Esta aparência é melhorada com o polimento, que implica uma perda de 8 a 10% de material. Alguns países importadores, principalmente os orientais, dão preferência para a forma polida.

Os produtos industrializados provenientes da secagem dos rizomas são: o- cúrcuma em pó; o – extrato de cúrcuma; o – extrato purificado. A cúrcuma em pó é obtida da moagem dos rizomas na forma de flocos ou dedos. Os extratos de cúrcuma são obtidos pela extração com solventes, sendo mais comumente usados álcool e acetona. A oleorresina obtida desta extração apresenta rendimento entre 5 e 12%, e consiste num produto viscoso, laranja-amarronzado, com elevado teor de curcumina e óleo volátil. A esse produto são incorporados diluentes ou emulsificantes, resultando extratos de curcumina hidrossolúveis ou lipossolúveis.

Entretanto, em algumas aplicações, o aroma é incompatível e a remoção dos óleos voláteis torna-se necessária. Por cristalização, é possível isolar a curcumina, obtendo-se um produto com elevado teor de pigmentos. A curcumina purificada oferece a possibilidade de conferir somente cor, e seu uso é aconselhável em a grupos de alimentos, nos quais a presença do óleo essencial é indesejável. A cúrcuma em pó é aplicada em mostardas, sopas, bebidas, manteiga, sorvetes, queijos, doces, etc.

A curcumina purificada, apesar do alto custo e da sensibilidade à luz, tem sido amplamente utilizada em países do primeiro mundo como substituto da tartrazina, em muitos produtos”.

acafrao-tempero

1) Açafrão (Verdadeiro) Crocus sativus L. Iridáceas. Erva vivaz, rizomatosa. Folhas quase lineares, só nascem após a planta florescer. Grandes flores de cor violeta, estrias vermelhas e purpúreas. (A variedade de cores das corolas deu lugar ao nome da família, do grego iris, arco-íris). A parte principal da flor são os três estigmas amarelo-alaranjados, muito odoríferos.

Ensina Plínio que o açafrão estimula a luxúria. E Andrés de Laguna comenta: Tem o açafrão tanta força e eficácia que, aplicado na palma da mão, penetra súbito no coração. Na opinião de alguns, bebido com vinho, em grande quantidade, despacha… e rindo morrem os pacientes.

Ensina Plínio que o açafrão não se mistura com mel, nem com qualquer outra substância doce, mas é facilmente solúvel no vinho e na água. Os que tomam açafrão antes do vinho, não sentirão peso na cabeça e resistirão à embriaguez. O açafrão é soporífero; agita docemente a cabeça e estimula o desejo sexual.

Emenagogo, afetando o ciclo menstrual, o açafrão é tido, ainda, como abortivo. O seu uso é muito perigoso, pelo que este verbete é encimado pelo sinal de alerta da caveirinha. Pio Corrêa: Uma dose acima de 10 gramas acarreta distúrbios e pode ser letal, pois tem influência no sistema cerebrospinal, afetando inclusive as faculdades mentais.

O açafrão, que provoca a menstruação e é coadjuvante nos partos difíceis, só pode ser usado, portanto, com orientação medica. Font Quer: Tomada uma quantidade excessiva, em infusão ou cozimento, acarreta consequências tão graves que a mãe pode morrer. A criança, o liquido amniótico e a placenta saem cor de açafrão. Do livro Plantas Erotica – Sangirard Jr. Página ?

 2) Açafrão – Generalidades, botânica, propriedades. Originado da Ásia Menor, o açafrão é difundido em vários países ensolarados do mar Mediterrâneo. Botanicamente é Crocus sativus, Linn, da família das Iridaceae, junto com os íris, gladíolos e outras flores.

É planta perene de bulbo, folhas acuminadas que aparecem junto com a flor, envolvidas numa bainha clara e membranosa.. O estilete, na flor, é filiforme e termina em três estigmas bem salientes que representam o produto comercial da planta.

O produto tem diferentes qualidades, caracterizadas comercialmente pela origem, mas todas constituídas por uma massa amarela – alaranjada ou avermelhada. A cor característica e o sabor amargo aromático inconfundível o tornam apreciadíssimo em pratos de comida especiais, como o risotto a la milanese. Usado em muitos licores, a destinação mais comum é na coloração de massas alimentícias, que são vendidas como “massas de ovos”, ainda que os ovos não existam na sua composição., ou participem em proporções mínimas. Reduzido a pó, o açafrão permite sua solução em água, na proporção de uma parte por 500.000 de água, isto é, 1 grama por 500 litros de água, resultando varias tonalidades de coloração amarela, correspondente ao hipotético conteúdo de ovos. Panettones e outros tipos de bolos ou pães sofrem o mesmo tipo de tratamento, para enganar o consumidor.

Mas a fraude não termina aí: desde o século passado, o açafrão foi objeto de falsificações ou adulterações, e em anos recentes o autor verificou, num pais latino-americanos, a exportação para a Europa, possivelmente destinada à fabricação de “massas de ovos”, de grandes quantidades de urucu. Tal denominação, até um dos mais conhecidos dicionário brasileiros define como sinônimo de açafrão e vice-versa, de forma que a fraude ficou literalmente oficializada.

De fato, na maioria dos países latino-americano e em outras partes do mundo, o urucu desempenha a função corante do açafrão, apesar do sabor e aroma característicos deste produto, que aliás poucos conhecem ou reconhecem.

Falando em substitutos de açafrão, será oportuno lembrar que alguns dicionários brasileiros dão essa denominação, aceita em alguns estados brasileiros, ao gengibre-dourado; mas ele é botanicamente, com toda probabilidade, outra planta da família Zingiberaceae e do gênero Zingiber, em francês gingembre e o Urucum, também conhecido como açafrão, e botanicamente Bixa orellana.”

Assim encerramos o assunto sobre o curry que a nosso ver pode ser definido como uma composição de vários alimentos em pó, representados por condimentos, corantes e temperos em proporções variadas, mas que como transcrito do estudo divulgado nos quatros artigos anteriores desta Tribuna do Leste, em agosto de 2008, o curry contendo o açafrão indiano ou falso açafrão, Cúrcuma sp contém especial valor para evitar varias doenças, inclusive o mal de recentemente na revista.

A respeito pode-se aqui lembrar outra espécie dessa família, o Zingiber oficinale, Roscoe, provavelmente originário das ilhas do Oceano Pacifico – uma planta de aproximadamente um metro de altura, cultivada em quase todos os países tropicais pelo ginger do comercio. É um rizoma de forma irregular e acentuadamente aromático, usado em pratos orientais deliciosos e, também no Brasil, no chamado “frango xadrez”. O ginger é um dos condimentos mais conhecidos e desejados pelos amantes da boa mesa: uma vez experimentado o aroma, não é fácil esquecê-lo, mas é por isso mesmo que se aconselha consumir esses pratos com parcimônia, pois o perfume nas carnes ou nos outros alimentos é tão pronunciado que acaba cansando.

Vale lembrar por pura curiosidade: a Índia é o maior centro produtor de gengibre no mundo, mas importou do Brasil uma variedade que é chamada “Rio de Janeiro”.

Cultivo – O açafrão requer solos leves e arenosos, adubados especialmente com fosfatos, dos quais a planta necessita de modo particular; o excesso de calcário é adverso ao cultivo, mas sua aplicação será necessária\ se o solo for ácido. Os bulbos são plantados em covas de 20 cm em cubo, com uma distância que corresponde aproximadamente 80 bulbos por metro quadrado; a floração se dá em poucos meses. Cada bulbo dá três flores, que deverão ser colhidas todas as manhas e colocadas numa mesa, onde serão separados os estigmas, depois de terem sido secados à sombra em lugar escuro, mexendo-os continuamente. Os estigmas são conservados em recipientes de vidro e mantidos sempre longe da luz, que os descoloria. A maior produção do açafrão se obtém no segundo ano, devendo a plantação ser renovada a cada três anos.

Sobre o cultivo no Brasil as notícias são poucas e incertas mas parece haver produção em algumas regiões do Estado de Goiás.

Urucum 

urucum-tempero

Urucum (Também conhecido como açafrão) Botanicamente, é Bixa orellana, Linn, da família das Bixaceae, comum no Brasil como em quase toda a América Latina, onde porém é mais conhecida com o nome de achiote. É uma planta de tipo arbustivo, com altura de mais de 3 metros, perene e que produz durante muitos anos. As flores, geralmente rosadas, dão origem a frutos com 30 ou mais sementes, que podem alcançar de 4 a 5 kg, e algumas vezes até mais de 10 kg por arbusto.

As sementes produzem um pó pigmentado numa cor vermelha muito intensa; numa sementeira, germinam em duas semanas e as mudas podem ser transplantadas para lugar definitivo depois de 3 a 4 meses. A planta não tem muitas exigências quanto à exposição ou ao tipo de solo, mas é essencial que a drenagem seja perfeita.

(02/08/2008) Ruy Gripp

1 resposta »

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.