fibras-na-alimentacao-para-prevenir-doencasSaúde

Fibras Na Alimentação – Na Prevenção De Doenças

No livro “A Alimentação que evita o câncer e outras doenças” do Dr. Sidney Federman, 6º Edição, São Paulo, Ed. Iglu, 2000 ensina como Preservar a Saúde e evitar as principais causas de morte, como: Doenças Cardiocirculatórias, Câncer, Diabetes, Infecções, Desnutrição e outras doenças como Obesidade, Osteoporose, Úlcera Gastroduodenal, Constipação Intestinal, Gastrite, Refluxo Gastresofágico, Cálculos de Vias Biliares, Apendicite, Diverticulose, Varizes, Trombose Venosa Profunda, Embolia Pulmonar, Hemorroidas, Displasia Mamária, Asma Brônquica, Cálculos de Vias Urinárias, Retocolite Ulcerativa, Doença de Crohn, Cólon Irritável, Pólipos Intestinais, Impotência Sexual, Hérnia de Hiato Esofágico, Alergia, Distúrbios de Comportamento e Neuroses.” P. 5

Na Dedicatória temos: “Dedico este livro aos meus semelhantes de todas as raças, religiões, condições sociais, níveis culturais e intelectuais, crenças e comportamentos. Deus nos pôs neste mundo, para ajudarmo-nos uns aos outros, como

Ele assim o faz. Somos todos iguais perante Deus, pois nossa alma quando, um dia, deixarmos este corpo, não terá raça, religião, ou condição socioeconômica. Nossa alma terá valor pelo bem que fez nesta vida, pela sinceridade e honestidade em suas ações e pelo aprendizado e evolução alcançados”. P.9

Nos Agradecimentos temos: “Agradeço humildemente a Deus, por fazer-me conhecer a Verdade e por permitir que a transmita a meus semelhantes. Agradeço à Ciência Médica, que tornou estes conhecimentos comprovados como verdades científicas, para poderem ser transmitidos.

Agradeço aos colegas de inúmeros Países, que se dedicam aos estudos sobre Nutrição e Estilo de Vida- na prevenção das doenças- e que milhares de artigos científicos publicaram; particularmente, ao Prof. D.P. Burkitt, do Conselho Médico de Pesquisas, Inglaterra; aos membros do comitê de Dieta, Nutrição e Câncer do Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA; ao Grupo de Estudos de Dieta, Nutrição e Prevenção de Doenças Crônicas da Organização Mundial de Saúde, etc.

Agradeço a toda a Sociedade Brasileira, por entender que salvar milhares de pessoas por ano, da morte precoce, é de interesse de todos, pois além do valor humano que já é suficiente, trará vantagens sociais, políticas e econômicas a todos, inclusive para os produtores, industriais e comerciantes de alimentos, que se adaptando à moderna realidade científica, terão uma atuação decisiva para salvar muitas vidas e evitar muito sofrimento e irão, a meu ver, prosperar em conjunto com toda a sociedade, além de salvar suas próprias vidas e de seus familiares.

Agradeço a todas as pessoas que queiram salvar a si mesmas, de doenças graves, para que possamos juntos construir um mundo de paz, prosperidade e liberdade.” P.19

No Prefácio encontramos: “Em nosso País, na população dos Centros Urbanos e mesmo nas áreas rurais, onde utiliza-se a alimentação da era industrial com cereais refinados e excesso de alimentos de origem animal, carnes e derivados de leite, as causas de morte são superponíveis aos Estados Unidos no que diz respeito às Doenças cardiovasculares.

No Brasil, como um todo, as causas de morte tem proporções diferentes às das áreas urbanas, devido às deficiências nas condições de vida, no saneamento básico, na educação e assistência médica. Também modificam as estatísticas os distúrbios de nutrição infantil, causa básica da alta mortalidade infantil, não só no período neonatal, mas no 1º ano de vida, por Infecções intestinais e Broncopneumonias.

Porém, podemos intervir na maioria das causas de morte prematura.

Isso ocorre, porque a intervenção nutricional que propomos é equilibrada em nutrientes, evitando as doenças de deficiência; contêm 20 substâncias antagonistas do aparecimento do câncer, ou inibidores das carcinogênese, sem os promotores do aparecimento do câncer, não só previne o aparecimento, ou detém a evolução das placas obstrutivas nas artérias coronarianas do coração, mas reverte-as; aumentando a resistência contra as doenças infecciosas; devendo indiscutivelmente ser aplicada a todas as pessoas, manuseando alguns itens específicos quando necessário, sem sair do padrão básico.

Este livro fornecerá ao leitor informações que lhe permitirão fazer escolhas, no seu estilo de vida e em sua alimentação para diminuir o risco de adquirir estas doenças, que são as principais causas de morte prematura, de vários tipos de invalidez e sofrimentos. As pessoas torcem para que elas, seus filhos e pais não venham a ter Câncer, Infarto, Trombose cerebral, etc.

E nem querem ouvir falar nestas doenças, principalmente no Câncer. Mas permitem, sem o saber, que em sua mesa diariamente, elas e seus filhos consumam a alimentação que é a causa, ou aumenta o risco enormemente, de surgir o Câncer. Aplicando os conhecimento que irão adquirir a seguir, você e seus filhos, diminuirão as probabilidade de, em alguma época de suas vidas, desenvolver Câncer, Doenças cardiovasculares, Diabete tipo II, etc. de até 90% para 10%.

Vocês poderão continuar, torcendo silenciosamente para não terem câncer, doenças cardiovasculares ou Diabete, a não querer ouvir falar nisso, mas vocês estarão torcendo contra 10% de risco e não contra 90%, que é o caso atualmente.

Se você tem predisposição genética para ter câncer, doenças cardiovasculares ou diabete, é mais um grande motivo para utilizar estes conhecimentos de forma mais rigorosa, pois, na maioria das vezes é necessário uma interação entre fatores genéticos e ambientais, sendo o mais importante, a alimentação, que passa a ser o fator desencadeante para o aparecimento de Câncer, Doenças cardiovasculares e Diabete II.

Portanto, você terá informações que o (a) levarão à saúde, prosperidade e longevidade. Se você fizer as escolhas erradas e a doença surgir, não será uma vítima inocente, adoecendo sem saber o porquê.

As novidades são ótimas. As doenças mais graves e principais causas de morte, são ampla e facilmente preveníveis. A escolha é sua. Boa sorte e Felicidades.” F. 23 e 24 do livro citado.

Dr. Sidney Federman afirma que as atuais doenças degenerativas, denominadas de doenças da era industrial, todas, tem causa única, comum: Alimentação errada, com excesso de alimentos de origem animal e o emprego de cereais refinados, destituídos da maior parte de seus componentes originais em fibra, vitaminas e minerais.

Estes, componentes em maior concentração na película externa do grão, são separados e retirados no processamento, quando descascados, beneficiados e rebeneficiados. Separa-se a película externa do grão, justamente a porção que contem maior percentagem de fibras, e junto com as fibras, a maior porção de óleo contendo vitaminas e minerais.

Separados da farinha, no caso do trigo e separados do grão, no caso do arroz brunido, tem como destino a suplementação das rações animais, que carecem destes alimentos para maior saúde e melhor produção de carne, leite e ovos.

O farelinho de trigo ou arroz possuem componentes importantes, nutrientes nobres, que o ser humano deixa de consumir, mas que são defensores da saúde, impedindo as doenças degenerativas, ou carenciais.

Elementos constituídos de componentes importantes são arrastados junto ao chamado “farelinho” de trigo ou de arroz no atual processo industrial.

Como, numa era de intenso progresso e grande evolução na tecnologia atual, desde os microcomputadores até as possantes máquinas agrícolas e de construção de estradas, o progresso no processamento dos alimentos derivados dos cereais, principalmente dos dois alimentos básicos do ser humano – o TRIGO e o ARROZ, o progresso foi para que estes alimentos tivessem melhor aparência física, maior conservação na prateleira depois de embalado, mas representou um enorme atraso, um verdadeiro retrocesso com relação as vantagens nutricionais.

Uma triste situação, uma vergonhosa e prejudicial maneira de utilizar o que era natural e útil no alimento, sendo retirado do grão com destino a alimentação animal, para depois a carne deste animal (aves, bovinos e suínos) vir trazer doenças ao ser humano. Retirar do cereal o que iria ajudar a proteger a saúde do homem, para transformar numa proteína ou gordura animal prejudicial a saúde quando consumida em grandes proporções como atualmente.

Assim, no processo de descascamento e beneficiamento os cereais são também rebeneficiados, espoliados, despojados e destituídos de importantes substancias químicas constituídas de fibras, óleos vegetais, vitaminas e minerais existentes na película externa de cada grão.

Estes elementos componentes da película externa de cada grão, por polimento e fricção em máquinas especiais, dão origem ao denominado farelinho de trigo ou de arroz. São de grande importância e valor nutricional para a saúde, que deveriam acompanhar o grão triturado, permanecendo na farinha para nutrir cada órgão para perfeito funcionamento.

Espoliados destas vitaminas, as farinhas e os grãos dos cereais ficam constituídos quase que exclusivamente de energéticos representados pelos aminoácidos do grupo dos açucares. Elementos vitais foram retirados por uma varias razões técnica e estética:

a) com a película, o produto tem menor tempo de conservação, podendo rançar, azedar e fermentar com a própria umidade do ar; os agentes da fermentação encontram ali substancias nutritivas apropriadas para sua multiplicação, crescimento e desenvolvimento. Aquela farinha fica rapidamente imprópria para o consumo;

b) O lado estético é da beleza: farinha branquinha aparenta ser mais pura, dando também quitutes mais bonitos. Contudo, nutrem menos, deixando o corpo vulnerável a outros alimentos hoje comprovadamente prejudiciais a saúde, que são as proteínas e gorduras de origem animal.

Transcrevendo e analisando trechos avulsos do livro “A Alimentação que evita o câncer e outras doenças” do Dr. Sidney Federman, com as recomendações da Organização Mundial da Saúde e Academia Nacional de Ciências dos E.U.A., Iglu Editora, 2.000 e já na 6º edição onde o autor afirma que a luz dos conhecimentos atuais sobre a origem e causa das principais “doenças da era industrial”, todas estas doenças são de caráter degenerativas (degenerar=deturpar, alterar, corromper, desviar-se das qualidades primitivas, modificar-se para pior, perder as qualidades ou características primitivas, etc.) na função ou ação dos vários órgãos do corpo humano.

Nesta era moderna de intenso progresso, o mundo esta cada vez mais atrasado no modo de si alimentar. Esta regredindo,. andando para trás, involuindo e atrasando. Afirma que, adoece quem quer, sabendo que pode evitar tais doenças, apenas mudando o habito diário do seu alimento, retornando aos alimentos que nossos ancestrais usavam na antiguidade: cereais integrais e vegetais com muita fibra. Com a falta de fibra o intestino fica preguiçoso.

Não trabalha direito. A fibra funciona na alimentação, atuando semelhante a vassoura na varredura da casa. Nos intestinos, as fibras dos alimentos vegetais promovem e ativam os chamados “movimentos peristálticos” ou “movimento vermiforme, progressivo, dos músculos dos órgão ocos, que impulsionam o conteúdo para o exterior”.

As fibras no organismos agem como as fibras das vassouras que limpam os cantos das paredes das casas, retirando as sujeiras, evitando o acumulo de lixo que atraem barata, formiga, mosca, etc. Podemos comparar também as fibras na alimentação com a ação do bombril para limpar as panelas, pratos e vasilhas em geral.

Nos intestinos, a alimentação, sem o conteúdo suficiente de fibras vegetais, permite o acumulo de detritos das fezes nas paredes do grande tubo oco de 9 a 10 metros de comprimento, correspondentes aos intestinos delgado (7 m) e grosso (2 a 3 m).

Esses detritos retidos e acumulados, promovem doenças varias, pelos resíduos tóxicos dos produtos das fermentações indesejáveis que irritam, alteram e desarranjam o funcionamento normal dos tecidos das paredes dos intestinos, que possuem glândulas e órgão vários na produção e absorção dos substancias alimentares, cuja ação nociva atinge e prejudica o funcionamento de todo organismo humano.

Acontece que, as fibras das carnes animais são dissolvidas no processo de digestão e não substituem as fibras vegetais. Somente as fibras de origem vegetal funcionam como um condutor, guiando, conduzindo, transportando os produtos e subprodutos dos alimentos ingeridos e digeridos no complicado processo da digestão, que começa pela boca, com a mastigação e salivação, introduzindo assim através do esôfago (goela ou garganta) para o estômago, intestino delgado e grosso.

Em cada estagio se processam complicadas e necessárias reações físico-químicas, com absorção e assimilação pelas paredes, dutos e condutos vários, separando e transportando o essencial necessário para cada órgão especifico como: fígado, pâncreas, rins, pulmões. Cada órgão digere, filtra e separa as impurezas para serem transportadas para fora do organismo

Os produtos nobres são incorporados ao sangue para percorrer e nutrir cada órgão da cabeça aos pés. Do extremo de cada fio de cabelo até a ponta de cada unha As fibras vegetais contidas nos alimentos funcionam como os óleos lubrificantes nos diversas máquinas e veículos. Sem a lubrificação correta, como o óleo certo e quantidade exata para cada peça, a máquina, constituída de ferro e aço emperra, se corroí, desgasta, se destrói pelo atrito e aquecimento.

Também, a máquina humana, delicada e macia, constituída de pele e osso, cartilagem e músculos, veias e artérias, onde circula o sangue que alimenta e nutre cada órgão, esta máquina importante e complicada, acionada pelo coração que se contrai e dilata continuamente, ela se corroí e desgasta, se destrói e adoece, não usando o seu combustível e lubrificante adequado, tanto em qualidade como em quantidade, que é representado pelas fibras de origens vegetais, proteínas, vitaminas e minerais, além dos alimentos energéticos normais Segundo Dr. Sidney Federman, a necessidade diária de fibras é de 30 gramas e a alimentação moderna esta com menos de 10 gramas/dia.

Portanto apenas um terço do necessário. Que digam os mecânicos o que acontece com a máquina de um veiculo funcionando com apenas metade do óleo lubrificante no carter do motor. Cada motor exige nível correto de óleo: a falta ou excesso pode ser grandemente prejudicial no seu desempenho., com dano econômico ao seu proprietário.

A digestão é um processo de transformação dos alimentos em substancias assimiláveis. É representado por um conjunto de mecanismos por meio dos quais o organismo utiliza os alimentos ingeridos, descartando pelas fezes as impurezas, detritos e supérfluo, o que é demais, inútil por excesso.

Se os alimentos não contêm os componentes em fibra na proporão necessária para uma digestão completa, expulsando do tubo digestivo, em quantidade, tempo e hora certa os resíduos do que não foi utilizado, estes resíduos que precisam ser descartados rapidamente (24 horas) através das fezes, permanecem acumulados dentro do tubo digestivo, por varias horas ou dias a mais, fermentando e produzindo toxinas que descontrolam o funcionamento de toda a máquina humana.

Afeta até os ossos e cabelo. Uma digestão incompleta, não expulsando totalmente os resíduos dos intestinos em tempo correto, estes resíduos permanecem no organismo, entulhando-o de produtos tóxicos, verdadeiros lixos que alteram o funcionamento dos demais órgãos, poluindo-nos internamente, sendo uma das principais causas das “Doenças da Era Industrial”, no mundo moderno da atualidade.

O remédio mais eficiente e econômico esta no consumo dos alimentos integrais como os cereais –(arroz, milho e trigo) – com abundante consumo também de verduras, legumes e frutas, diminuindo o consumo exagerado dos alimentos de origem animal, derivados da carne e do leite, que em excesso, são prejudiciais.

Oportunamente iremos debater sobre a possibilidade pratica da volta ao arroz integral por toda família que deseja ficar livre do pesadelo de adquirir as doenças citadas pelo Dr. Sidney Federman em seu notável livro “A alimentação que evita o câncer e outras doenças” livro que precisa ser lido por todos os brasileiros inteligentes, para se convencerem da maneira correta de se alimentar, evitando para si próprio e para sua família, adquirir estas dezenas de doenças que mais matam prematuramente, na atualidade, que quando não matam, aleijão e mutilam o corpo, deixando sofrimento físico e grandes prejuízos econômicos para a família e para toda a nação.

Conclusões – A origem das principais doenças. Noventa anos de pesquisa permitiram à Ciência Médica a incrível descoberta: que as principais doenças, as principais causas de morte, as principais causas de tanto sofrimento, infortúnio e tristezas, podem ser evitadas em sua imensa maioria, através das seguintes medidas e modificações na alimentação e estilo de vida:

Utilizar na alimentação diária, grãos integrais ou alimentos em cuja composição existam grãos integrais ou farinhas de grãos integrais.

São estes os cereais integrais: arroz, trigo, milho, aveia, cevada, centeio; e as leguminosas: feijões, ervilha, lentilha, grão de bico.

Na alimentação diária, a proporção de cereais é aproximadamente 50% e a proporção de leguminosas é de 10%. Complementar suas refeições com aproximadamente 25% de legumes e verduras (3 a 5 tipos diferentes), pouco cozidos ou crus e 5% de sementes, como a de gergelim.

Utilizar uma pequena quantidade, 5-10%, de alimentos feitos com soja, com pasta de soja crua fermentada (missô) para tempero da sopa, ou sob a forma liquida para tempero de saladas (shoyu), ou mesmo linguiça de soja, hambúrguer com pão de farinha de trigo integral, algas (quando disponíveis) e frutas locais frescas, inteiras (5%). Estas proporções variam moderadamente de acordo com o clima e o tipo de atividade.

Não utilizar alimentos em conserva de sal ou vinagre e alimentos defumados. A conservação dos alimentos deve ser feita no refrigerador.

Não usar fumo, bebidas alcoólicas e café.

Usar o mínimo de óleo, preferência de oliva, somente o indispensável para a culinária.

Não usar carne bovina, frango e peixe.

Não usar leite de vaca e todos os seus derivados, como: queijo, manteiga, yogurt e similares (como margarina).

Não usar farinha de trigo refinada (farinha branca), grãos refinados (arroz branco) ou farinha de outros cereais refinados (maisena, aveia, etc.), Usar pães, bolachas, macarrão, tortas, feitos com farinha de trigo integral (totalmente) sem farinha de trigo refinada ou especial”associada.

Os outros ingredientes, na manufatura destes alimentos, devem obedecer aos ingredientes e proporções do item 1. Não comer em excesso. O suficiente para sentir-se bem.

Nos climas frios, a alimentação deve ser mais densa, concentrada, energética, como: pão de centeio, arroz, lentilhas, mais raízes, menos verduras, sementes de gergelim (em maior proporção), sopa de legumes com mais missô. Nos climas quentes, a alimentação deve ser mais leve, pão de trigo integral, arroz, aveia, milho, grão de bico, mais verduras do que legumes, menos sementes de gergelim, frutas frescas.

A atividade física é fundamental, como prática de esportes, subir escadas, correr, andar, nadar, artes de defesa pessoal. Atividades profissionais e pessoais, relevantes. Objetivos na vida, ideais, metas a serem cumpridas. Religião ou bom comportamento.

Procurar o contato diário e direto com a Natureza, como andar descalço na grama, na praia, em praças, jardins, próximos a sua residência. Reduzir ao mínimo necessário os inconvenientes da vida moderna, como a exposição à radioatividade, raios-X, televisão, computadores e exposição às ondas de rádio e rádio magnetismo, como telefones móveis, ou morar próximo a locais de intenso rádio magnetismo, ou próximo às usinas atômicas (felizmente raras em nosso país).

O uso de cereais integrais e farinhas de cereais totalmente integrais na alimentação é fundamental. Como já demonstramos anteriormente, no refinamento, os cereais e suas farinhas perdem grande parte dos seus nutrientes. Portanto é essencial que eles sejam integrais para suprir folgadamente a retirada dos alimentos de origem animal principalmente carnes e derivados lácteos.

Também os cereais integrais tem fibras, que os cereais refinados não tem. E os cereais integrais tem 10 vezes mais fibras que os legumes e verduras e 15 vezes mais fibras que as frutas.

Assim se conseguirá 30 g de fibras por dia, folgadamente. E sem as carnes e produtos lácteos se consegue menos 10% de gorduras das calorias totais ingeridas. Esta é a sua dieta que eficientemente previne a maioria dos tipos de Câncer, Doenças cardiovasculares e as outras já citadas.

A dieta recomendada pelo Governo americano tem maior proporção de cereais e produtos de cereais, aproximadamente 40 a 50% da dieta, mas não salienta que estes produtos devem ser integrais. É fundamental que o faça.

Permite pequena quantidade de carnes, leite e derivados lácteos e isto é fundamental que não faça. Também permite mínima proporção de doce, mas é importante que oriente que estes sejam feitos com farinha de trigo integral, a açúcar não refinado, usando na confecção alternativas com soja no lugar de derivados lácteos.

Em nosso País, 350 mil pessoas poderiam estar vivas daqui a 1 ano. Pense que uma destas pessoas poderia ser sua mãe, seu pai, você mesmo, ou até seu filho. E a solução está em seu prato, nas suas refeições. Você terá que deixar de comer carnes, ovos (1 por semana), queijo, manteiga, margarina, leite, farinha de trigo refinada.

Passará a comer arroz integral, milho, aveia, trigo (50%), feijão, ervilha, lentilha, grão de bico (10%), cenoura, cebola, nabo, cará, inhame, abóbora, mandioca (15%), brócolis, repolho, couve, couve-flor, agrião, alface (15%), sementes de gergelim, algas, produtos de soja (5%), frutas (5%).

Honestamente, esta é a alimentação que irá salvar a sua vida, a vida de seus pais, de seus filhos. Este é o alvo – o objetivo. Se você aderir 100% a esta dieta, haverá grandes probabilidades de nunca ter estas doenças, ter excelente qualidade de vida, passar a vida sentindo-se muito bem.

Se sua adesão for menor, o risco irá aumentando quanto menor a sua adesão. Se você tiver vontade de comer o que não deve, pelo menos, faça-o esporadicamente e em pequena quantidade.

Estas são as recomendações a serem feitas pelo Governo americano, pelo Governo brasileiro, entre outras, para salvar muitas vidas. Este é o objetivo. Quanto mais próximo você estiver dele, melhor para você. A fase de transição poderá ser lenta, mas não desanime”. Transcrito das p. 111 a 116 do livro citado.

Continuamos na divulgação do livro “A Alimentação que evita o câncer e outras doenças” do Dr. Sidney Federman. Nele encontramos a afirmação de que atualmente a probabilidade de morte e sofrimento por causa de uma alimentação errada, inadequada, imprópria é de 90%.

E que esta expectativa poderá cair para apenas 10%, apenas mudando a dieta de nossa alimentação diária. Voltando ao regime alimentar dos cereais integrais, leguminosas, verduras, legumes e frutas que fornecem as fibras necessárias ao bom funcionamento de nosso aparelho digestivo.

Alimentação que era usada antigamente. Mas, também diminuindo ou abstendo do consumo diário dos alimentos de origem animal (carne e leite) que não fornecem as fibras necessárias ao organismos, possuindo gorduras animais prejudiciais à saúde humana.

Das conclusões transcrevemos das pág. 215 em diante: “ Com relação à economia nacional, deverá ocorrer algumas mudanças. A população bem informada, fazendo as escolhas corretas na alimentação para prevenir o Câncer, o Infarto, Diabetes, etc., irá ocasionar mudanças no mercado, pela lei da oferta e da procura.

A faixa da população que dedica-se a produção e comercialização de leite e derivados lácteos, perceberá que este mercado progressivamente estará tendo menos procura e irá dedicar-se a produzir e comercializar o que estará tendo maior procura, isto é, cereais, leguminosas, legumes, verduras, frutas, sementes, castanhas, nozes e produtos de soja. E irão prosperar produzindo saúde, progresso e felicidade da população. Não prosperar causando doenças, sofrimento, tristeza e morte prematura.

O mesmo ocorrerá com os que se dedicam ao comércio de carnes. Deverá haver, progressivamente, diminuição no consumo e na procura, havendo em compensação grande aumento na procura e consumo de produtos agrícolas, como cereais integrais (arroz, milho, aveia, trigo, trigo sarraceno, cevada, centeio), alimentos feitos com farinhas de cereais integrais (como pães, tortas, bolos, bolachas, pizzas, massas, etc.), feijões, ervilhas, lentilhas, soja, grão de bico, legumes, verduras, sementes de gergelim, de abóbora, algas, derivados de soja como “ tofu”, “missô”, frutas, etc.

O comércio de carne irá diminuir, porque a população irá consumir menor proporção de carne bovina, frango e peixe. O seu uso será menos frequente, passando a ser alimento complementar, que quando usado, será em proporção de 10% na refeição, não em todas as refeições e quando usado em alimentos que contêm carnes, como: quibe, coxinha, empadas, etc., será também nesta proporção, nomeio de 50% de farinha de cereal integral, 30% de legumes e verduras, 10% de leguminosas e 10% da carne, a qual pode ser dispensada.

Então, os comerciantes de carne dedicarão parte de suas atividades ao comercio dos produtos agrícolas, que envolvem a produção de sementes, fertilizantes, alimentos, conservação, transporte, estocagem, manufatura e comércio de alimentos elaborados com estes ingredientes.

E como a tendência por esta procura é internacional e o nosso País tem grande extensão territorial, haverá grandes perspectivas não só de produção para atender a demanda de nossa população, mas também para a exportação.

Os produtores e comerciantes de carne, à semelhança dos produtores lácteos, pela lei da procura e oferta, mudando suas atividades parcialmente para os produtos agrícolas, irão prosperar e muito, contribuindo decisivamente para a longevidade, saúde e felicidade das pessoas e não para as doenças, sofrimento e mortes.

Os donos de funerárias poderão também dedicar-se parcial e progressivamente a um ramo de atividade que ajude a salvar as pessoas, ao invés de enterra-las, embora as funerárias continuem a ser necessárias, bem como os cemitérios, que passarão a ser utilizados para enterrar pessoas idosas, que concluíram uma vida longa, feliz e produtiva, ao invés de enterrar adultos em plena vida ativa, jovens e crianças, vítimas de doenças cardiovasculares, câncer, diabete, acidentes e doenças infecciosas.

Os hospitais deixarão de estar superlotados, massificando a assistência médica, asfixiando os custos com saúde, para o governo e para as empresas de Assistência Médica. As pessoas continuarão a pagar seus planos de Saúde e Assistência Medica, mas haverá menor número de doentes, consultas e hospitalizações. Sobrará então dinheiro para a Empresas de Assistência Médica, que poderão baratear o custo para o usuário e remunerar condignamente os Médicos e Hospitais.

Os médicos deixarão de dedicar 14 a 15 horas por dia, a atividade assistencial, podendo dedicar boa parte de seu tempo ao estudo, aperfeiçoamento e pesquisa. Terão tempo e disposição para um melhor atendimento aos pacientes, dando-lhes mais atenção, melhorando a relação médico-paciente, fazendo de cada paciente um amigo.

Terão tempo para a vida familiar e o lazer. Serão melhor remunerados pelas empresas de assistência médica, irão trabalhar com calma e satisfação, deixando de sofrer com o trabalho, mas tendo prazer no mesmo, aperfeiçoando- o.

As empresas de Assistência de Assistência Médica serão as grandes beneficiadas, pois, a entrada de capital será a mesma e a saída muito menor. Haverá verba para remuneração excelente para médicos, hospitais e pessoal da saúde.

Estes terão tempo e ganho econômico, para melhorarem suas atividades assistenciais, dedicarem-se também a avanços tecnológicos e pesquisa. Hoje os profissionais da Saúde, ganham mal, porque os gastos com a Saúde são asfixiantes.

Com gastos menores, os salários e a valorização de seu trabalho, serão muito maiores. Portanto, todos irão ganhar. Ninguém perde colaborando para a saúde, prosperidade e felicidade de seu próximo. Saúde física e mental, gera prosperidade e soluções para os problemas. Ninguém ganha com o sofrimento e a morte prematura.

Todos ganharão com a saúde e longevidade, deixando a natureza seguir seu curso normal. Os donos de padarias e restaurantes, irão prosperar, mas servirão alimentos que geram saúde e não doença, devido a procura pelos mesmos.

Portanto, haverão mudanças, mas, todos ganharão com a saúde, produtividade e prosperidade. Ninguém ganha a longo prazo com as doenças, tristezas, insatisfações e mortes prematuras.

Portanto, quanto maior a adesão à dieta, menor o risco de adquirir-se estas doenças por Câncer, Infarto, Diabetes e outras, podendo-se reduzi-lo a níveis irrisórios.

Se usarmos alimentos, que agora sabemos, não são recomendados, procurar faze-lo em pequena quantidade e infrequentemente, procurando ingerir mais quantidade dos alimentos recomendados (cereais, feijões, legumes, verduras, sementes e frutas).

Hoje em dia, com os conhecimentos disponíveis, só terá Infarto, Câncer ou Diabetes, quem quiser, em aproximadamente 90% dos casos. Hoje, podemos com grande probabilidade, afastar de nossas vidas e de nossos familiares, o fantasma do Câncer e do Infarto. A verdade é a mesma. Ela não muda, por ser a verdade.

Estudos epidemiológicos realizados em várias regiões do mundo, sobre as causas do Câncer têm as mesmas conclusões. O conteúdo do que já existe cientificamente comprovado, nos impõe atitude intervencionista, com relação à alimentação, para eficientemente prevenir o Câncer e o Infarto”. P. 215-219 do livro citado do Dr. Sidney Federman.

Em período relativamente recente, quando não havia as máquinas modernas para o descascamento e processamento dos alimentos, os cereais eram descascados manualmente, socados em “pilões” de madeira, ou em “ monjolos” movidos a água, ou em “moinhos de pedra” por força hidráulica.

Era retirada apenas a casca externa, com os grãos permanecendo com a película intermediaria, aderente à superfície rica em fibras, óleo, minerais e vitaminas. Portanto os cereais eram consumidos com todas as substancias nutricionais, próprio da espécie, que a natureza fornece gratuitamente.

Com as máquinas sofisticadas da tecnologia moderna, o processamento dos cereais foi evoluindo negativamente, refinando e brunindo os grãos, retirando substancias vitais contidos na película escura que recobre cada grão.

Ainda não existiam suficientemente comprovados ou bem divulgados os estudos atuais sobre a necessidade das fibras vegetais e a importância daquelas substancias vitais para a saúde. Não estava ainda patente as comprovações, obtidas nos últimos 20 anos (1980/2000), demonstrando as necessidades das fibras para o funcionamento normal do tubo digestivo e de que as principais doenças da atualidade tem como principal causa os alimentos de origem animal.

O que é o arroz integral? É o arroz apenas descascado. Possui uma coloração escura, amarelada, cinzenta ou castanho, com aspecto encardido, por permanecer com a película externa do grão, abaixo da camada fibrosa da casca. Esta película é rica em fibra e óleo, e dissolvido no óleo estão a maior parte dos minerais e vitaminas do arroz.

O arroz rebeneficiado é o arroz brunido depois de descascado. Ele fica mais alvo, mais bonito, mais atraente à vista, mais convidativo ao consumo pelo aparência, beleza e pureza, tendo também maior facilidade de cozimento no preparo.

Também o polimento do arroz tem uma justificativa econômica, de natureza técnica: tem vida mais longa na prateleira dos supermercados. Por ser mais alvo, mais branco, mais puro, tem melhor durabilidade depois de limpo: praticamente não fermenta, não azeda, não mofa, não fica rançoso como o arroz integral.

Isto porque, sendo quase 100% constituído de puro amido, não contem os elementos vitais (vitaminas, minerais, óleo e fibras) que favorecem e promovem a multiplicação dos fermentos – fungos, bactérias, etc. – existentes no ar, e que são os agentes responsáveis pelo mofo, azedume, fermentação, podridão e decomposição dos alimentos em geral, quando em contato com a umidade do ar.

O arroz é o cereal mais consumidos no mundo, depois do trigo. No Brasil temos um consumo médio por pessoa:

Arroz – 40 quilos/ano ou média aproximada de 100 gramas/dia;

Trigo  60 kg/ano ou média aproximada de 150 gramas/dia., segundo dados do IBGE. O arroz, sendo um dos alimentos mais consumidos diariamente na mesa do brasileiro, voltando a ser consumido no seu valor integral, por ser rico destas varias substancias vitais citadas, poderá contribuir grandemente para melhorar e manter a saúde de população, de uma maneira eficaz e econômica.

O arroz branco, é branco por ter sido brunido, lixado, escovado, esfregado um grão contra o outro e todos contra a parede do brunidor, por meio de uma escova de borracha.

Uma operação efetuada após o descascamento, forçando a retirada da película escura e externa do grão que contem aquelas importantes substâncias vitais. O subproduto separado é denominado Farelinho do Arroz, e é destinado à alimentação animal, no balanceamento da ração dos animais domésticos, para as vacas produzirem mais leite, os suínos engordarem melhor e as galinhas aumentarem a postura de ovos. E a falta deste farelinho que foi retirado do arroz, que deixamos de comer, contribui para o homem adoecer em um ou mais de seus vários órgãos.

O arroz integral é diferente do arroz branco tanto no aspecto, na cor, no sabor como no valor nutritivo. Principalmente no seu valor nutricional reside sua diferença positiva.

Porque os cereais como o trigo e o arroz são processados de tal forma, sendo consumidos sem sua película nutritiva, de grande valor nutricional?

Porque a natureza dá e a tecnologia da era industrial retira estas substâncias importantes para a saúde humana? Vamos explicar: Assim como não se prepara o fubá integral dos moinhos de pedra para mais de 10 ou 15 dias, pois o fubá azeda, rança, fermenta e estraga; Assim como o café é torrado para consumo num curto período -cerca de um mês, e é sempre conservado em latas bem vedadas.

Os grãos torrados são moídos em pó de café, para consumo diariamente ou apenas semanalmente, para não perder seu valor em contato com o ar, evitando assim a oxidação e perda por evaporação, de importantes substancias orgânicas voláteis que caracterizam o sabor, cheiro e paladar; assim também os cereais integrais e seus subprodutos se deterioram rapidamente, motivo de seu rebeneficiamento para evitar a rápida ação dos agentes da fermentação.

Contudo, com um bom planejamento para o arroz ser produzido na sua forma integral – apenas desativando o brunidor das máquinas normais de beneficiamento- e consumido em poucos dias após ter sido descascado, estaria resolvido o problema.

Assim, as prefeituras municipais, agentes responsáveis pela aquisição dos alimentos da Merenda Escolar, e os interessados em geral, podem adquirir o arroz em casca, que tem fácil conservação, e então ir limpando o arroz em sua forma integral, a medida do consumo, por exemplo: semanalmente, de 15 em 15 dias, ou no máximo mensalmente.

Nos lares, da mesma maneira, adquirindo mini máquinas outrora manual, mas que hoje podem ser acionados com motores elétricos de ½ a 1 HP. Ou cada prefeitura encomendar o arroz integral, quinzenalmente, sabendo de seu recente processamento. Assim, os abrigos de velhos, os orfanatos e creches, os hospitais e entidades publicas em geral podem adotar o arroz integral, para sua difusão e melhor saúde da população.

Necessita também, dar cursos para as cozinheiras aprenderem receitas especiais com o emprego do arroz integral. Por exemplo: cozinha-lo com cenourinha, com pimentão, ou com outras tantas verduras e legumes, cujos caldos e valor em nutrição melhora o arroz integral.

Na região de Mutum, Ipanema e Aimorés, que já foram grandes produtores de arroz, com abandono da cultura pelo baixo preço do produto devido a importação criminosa do Governo, atualmente esta retornando em grande escala sua produção dentro de técnicas de irrigação.

Existe máquinas em Mutum, processando o arroz integral, cujo preço naturalmente deve ser idêntico ou até mais barato que o arroz polido, pois tem maior rendimento por não ter sido retirado o farelinho, tem menor gasto de energia no seu preparo, por ter sido desativado o brunidor.

E porque é retirado a película que compõe o farelinho, se ele possui muito valor nutricional em vitaminas, minerais, óleo ou gordura e fibras, todos elementos nutrientes necessários para o bom funcionamento do nosso organismo? Tem uma explicação técnica e lógica.

O grão do arroz ou do trigo com a película externa é mais facilmente fermentada, possuindo menor durabilidade, estraga ou rança com facilidade. Não se conserva bem. Mofa, azeda, ou rança.

Assim como o milho, nos sítios e fazendas normalmente é transformado em fubá apenas para o consumo entre 10 a l5 dias; assim como o café torrado, se conserva melhor antes de transforma-lo em pó de café, pois perde para o ar um pouco de suas essências, de seu valor.

Tem restrito período de conservação na prateleira dos supermercados; tem prazo de vencimento restritos. Assim, acontece com o chamado arroz integral ou farinha de trigo integral. Também tem o aspecto que o consumidor aprecia e exige: uma farinha mais branca, alva, pura.

Mas esta pureza representa uma pureza em aminoácidos ou amidos, porque tirou componentes importantes da composição primitiva do grão. O farelinho vai compor a ração: das aves, para as galinhas botarem mais ovos; dos suínos, para engordarem melhor; das vacas, para darem mais leite.

O que suprime na alimentação do homem, empobrecendo a dieta humana, vai enriquecer a dieta dos animais domésticos. Depois, a carne, leite e ovos deste animais, com a falta de fibra e o excesso de gordura animal, vai desequilibrar a dieta do homem, e fazê-lo adoecer.

Por ser o arroz um prato predileto de cada lar, um dos alimentos mais consumidos em cada casa, a volta ao consumo em sua forma integral, como era consumido antigamente, representará um grande avanço na melhoria da qualidade nutricional do povo brasileiro.

Principalmente agora, quando se divulga o valor e a necessidade das fibras de origem vegetal para a digestão ser normal, regular e total. Com a evacuação das fezes em tempo hábil, dentro de cerca de 24 horas, evita-se a retenção e o acumulo e a fermentação das fezes no transito de nosso aparelho digestivo. Evita-se assim também reações físicas e químicas, com a produção de substâncias tóxicos que retornam à circulação, prejudicando o funcionamento do fígado, dos rins, e incorporando ao sangue excesso de açúcar, glicose, gordura, etc.

O arroz integral é diferente do arroz branco tanto no aspecto, na cor, no sabor como no valor nutritivo. Principalmente no seu valor nutricional reside sua diferença positiva, superior, melhor para a saúde. Nosso organismo tem necessidade destas importantes substancias, denominadas de biologicamente ativas, contidas no farelinho do arroz.

Porque os cereais como o trigo e o arroz são processados e consumidos sem sua película externa, de grande valor nutricional? Porque a natureza dá e a tecnologia da era industrial retira estes valores nutricionais importantes dos cereais?

Assim como não se prepara o fubá integral dos moinhos de pedra para mais de 10 a 15 dias, pois o fubá azeda, rança, fermenta e estraga; Assim como o café é torrado para consumo num curto período -cerca de um mês-, e conservados sempre em latas bem vedadas e os grãos são moídos em pó diariamente, para não perder seu valor em contato com o ar, evitando assim a oxidação e perda por evaporação, de importantes substancias orgânicas voláteis que caracterizam o sabor, cheiro e paladar; assim também os cereais integrais e seus subprodutos se deterioram rapidamente, motivo de seu rebeneficiamento para evitar a rápida ação dos agentes da fermentação.

Contudo, com um bom planejamento para o arroz ser produzido na sua forma integral – apenas desativando o brunidor das máquinas normais de beneficiamento- e consumido em poucos dias após ter sido descascado, estaria resolvido o problema.

Assim, as prefeituras municipais, agentes responsáveis pela aquisição dos alimentos da Merenda Escolar, e os interessados em geral, podem adquirir o arroz em casca, que tem fácil conservação, e então ir limpando o arroz em sua forma integral, a medida do consumo, por exemplo: semanalmente, de 15 em 15 dias, ou no máximo mensalmente.

Nos lares, da mesma maneira, adquirindo mini máquinas outrora manual, mas que hoje podem ser acionados com motores elétricos de ½ a 1 HP. Ou cada prefeitura encomendar o arroz integral, quinzenalmente, sabendo de seu recente processamento.

Assim, os abrigos de velhos, os orfanatos e creches, os hospitais e entidades publicas em geral podem adotar o arroz integral, para sua difusão e melhor saúde da população. Necessita também, dar cursos para as cozinheiras aprenderem receitas especiais com o emprego do arroz integral.

Por exemplo: cozinha-lo com cenourinha, com pimentão, ou com outras tantas verduras e legumes, cujos caldos e valor em nutrição melhora o arroz integral.

Na região de Mutum, Ipanema e Aimorés, que já foram grandes produtores de arroz, com abandono da cultura pelo baixo preço do produto devido a importação criminosa do Governo, atualmente esta retornando em grande escala sua produção dentro de técnicas de irrigação.

Existe máquinas em Mutum, processando o arroz integral, cujo preço naturalmente deve ser idêntico ou até mais barato que o arroz polido, pois tem maior rendimento por não ter sido retirado o farelinho, tem menor gasto de energia no seu preparo, por ter sido desativado o brunidor.

Nota – Livro adquirido através do sr. Nilson, da Gráfica Expansão Cultural, em Manhuaçu -MG Tel. (33) 3331.1166. Analisa as causas das atuais doenças do mundo industrializado – alimentos com excesso de proteína e de gordura de origem animal e o consumo de cereais e açúcares refinados.

Como consequência, surgem a deficiência de fibras, de vitaminas e de minerais de origem vegetal, existentes e fornecidos pelos cereais integrais. Compara as fezes (500 gramas/dia) dos africanos do meio rural, onde praticamente não existem as doenças citadas, com as fezes (90 gramas/dia) da população dos países industrializados, onde as doenças degenerativas são as principais causas de morte, na atualidade.

Afirma que estas doenças poderão ser evitadas, modificando a dieta atual, retornando aos cereais integrais, verduras, legumes e frutas. Revertendo assim o quadro cruel destas varias doenças da civilização moderna, cuja origem tem causa comum: alimentação errada, sem os componentes requeridos pelo organismo humano. Se desejamos uma vida com saúde plena e permanente, temos que abandonar os hábitos alimentares atuais, com os alimentos que provocam estas doenças, consumindo somente aqueles alimentos que protegem a saúde, pelo funcionamento normal de todos os órgãos dos aparelhos: digestivo, circulatório e nervoso.

(01/12/2003) Ruy Gripp

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