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Insulina Vegetal A Planta Ornamental e Medicinal

Cissus sicyoides, Cipó Anil-trepador, Uva do Mato ou Cortina Japonesa, Insulina Vegetal e muitos outros nomes ficamos conhecendo somente neste mês de Janeiro de 2018.

Surgiu por acaso, enroscado num alto cactus que plantamos próximo da entrada da varanda de nossa residência, uma bonita trepadeira envolvendo o nosso cactus já com cerca de 5 metros de altura atingindo o topo do mesmo com cachos de flores produzindo frutos miúdos, inicialmente verdes, depois pretos quando maduros.

Sabiá e outros pássaros, pousados num muro existente junto ao cactos pegava os frutos, comendo-os. Assim, fiquei sabendo que aquele cipó produzia frutos apreciados pelos passarinhos. Curioso, procurei identificar em vários de meus livros sobre plantas ornamentais e na internet, descobrindo ser uma trepadeira muito importante no tratamento de varias doenças, como diabetes e outras.

Com os nomes acima, encontramos e reproduzimos da internet as informações que a planta medicinal, pertencente a Familias Vitaceae tem propriedades interessantes e importantes que merece ser reproduzidas e estudadas, pois é um vegetal ornamental e medicinal.

Nomenclatura e significado:

Caavurana etimologia não descoberta. Também é chamada de Insulina, Diabetil, Flor de Abelha e Anil trepador.

Origem:

Ocorre desde a Flórida nos EUA até o norte da Argentina. No Brasil, ocorre nas bordas de matas das mais diversas formações florestais e em praticamente todos os estados.

Características:

Planta trepadora, perene, com ramos cilíndricos ou subretangulares (retangulares) glabros (sem pelos), com casca pardo esverdeada. As gavinhas são sempre opostas às folhas e surgem no ápice dos ramos, estas são perenes, fixando bem a planta como se estivessem amarradas por arames.

As folhas são simples, ovais, ou triangulares de textura cartácea (de cartulina) sob pecíolos (haste ou suporte) de 1 a 8 cm de comprimento, glabro (sem pelo) ou pubérulo 9 (com pelos densos) e canaliculado (como calha). Na base do pecíolo existem estipulas (tipo de folha modificada) falcadas (como foice) e caducas. Essa espécie é facilmente identificada pelas raízes adventícias que saem do cipó e que parecem linhas descendo ao chão.

A lâmina foliar tem base cordada (como coração) e ápice agudo (com ponta longa) ou arredondado com 2,5 a 20 cm de comprimento por 1,7 a 17 cm de largura. As folhas surgem em umbelas (cacho em forma de guarda-chuva revirado) com pedúnculo (haste ou suporte) verdes de 3,5 a 5,2 cm de comprimento.

As flores são brancacentas de 1 a 2 mm de comprimento e produzem grande quantidade de pólen e néctar atraindo diversas espécies de abelhas. O fruto é uma baga preta redonda de 1 cm de comprimento.

Dicas para cultivo

A planta é resistente a geadas de até -3 graus, podendo suportar algum período de seca. Pode ser cultivada em qualquer altitude. No sol ou na sombra. É muito rústica e adapta-se a qualquer tipo de solo.

Pode ser cultivada em cercas de arame ou em parreiras feitas com 4 ou 6 mourões ou postes que tenham 2,20 m de comprimento que devem ser fincados numa distância de 2 m de largura entre filas e 2,5 m entre mourões.

As covas para se fincar os mourões devem ter 60 cm de profundidade de modo que sobre 1,60 na altura, aonde na cabeça dos mourões devem ser fixados arames que vão tutorar os galhos trepadores.

Depois que os arames das bordas e centrais forem bem fixados, deve-se fazer uma malha passando arames n° 18 a 40 cm de distância no sentido do comprimento e largura. Depois de pronta a parreira, fazer uma ou 2 covas de cada lado e na hora de plantar a muda é bom fincar uma taquara que leve o cipó até a rede de arames.

Mudas:

As sementes são cordiformes (como coração), medem de 3 a 5 mm de comprimento e conservam o poder germinativo por até 8 meses depois de despolpadas e secas ao sol por um período de 5 horas.

Germinam em 30 a 45 dias em qualquer substrato com alguma matéria orgânica. As mudas atingem 30 cm com 5 meses no viveiro. A planta também reproduz-se facilmente por estacas lenhosas ou maduras com 25 cm de comprimento e 1 cm de diâmetro que devem ser plantadas na primavera. As plantas iniciam frutificação com 1 a 2 anos após o plantio.

Plantando:

As covas devem ter 40 cm nas três dimensões e ser preenchidas principalmente com folhas em decomposição + 1 kg de cinzas, 500g de calcário e 5 kg de esterco bem curtido.

Pode ser plantada num espaçamento de 3×3 m ou 4×4 m entre plantas. Após o plantio, irrigar com 10 L de água, depois repetir a mesma irrigação a cada quinze dias nos primeiros 3 meses. A melhor época de plantio é de novembro a março.

Cultivando:

Deve-se observar o crescimento dos ramos e guiá-los até a malha de arame da parreira aonde as gavinhas vão se prender naturalmente. A cada 3 anos é bom fazer uma poda de limpeza tirando todo o excesso de ramos sobre a parreira.

Adubar anualmente no início do verão com composto orgânico, pode ser 4 kg de composto orgânico bem curtido + 20 gr de N-P-K 10-10-10, distribuindo apenas na coroa do pé da planta, distanciados a 20 cm do caule.

Usos

insulina-vegetal-frutosFrutifica e floresce de dezembro a abril. Os frutos podem ser consumidos in-natura em pequenas quantidades, pois o arilo contém oxálico de cálcio que faz com que a língua fique picando.

Os índios faziam uma bebida fermentada semelhante ao vinho com os frutos maduros. A planta é cultivada como medicinal e pelo seu grande potencial apícola. (Informações da internet)

Portanto uma espécie vegetal que precisa ser bem estudada, divulgada e conhecida pela nossa população rural e urbana. Vamos reproduzir da Internet trechos da tese da professora Andréa Barroncas de Oliveira apresentada à Universidade Federal de Viçosa –(2006), como parte das exigências do Programa de Pós graduação em Botânica, para obtenção do título de “Magister Scientiae”.

“Cissus verticillata (Vitaceae): Informaçõe Etnofarmacológicas e Anatomia dos Òrgãos Vegetativos.

Cissus verticillata é conhecida popularmente como insulina vegetal e é bastante utilizada na medicina popular como antiflamatório, antidiabético, entre outros. Para um maior entendimento da relação das propriedades e formas de utilização de plantas medicinais é de fundamental importância investigações estruturais, bem como informações etnofarmacológicas.

Este trabalho teve como objetivos obter informações etnofarmacologics de Cissus verticilliata na zona urbana de Manaus (AM) e caracterizar anatomicamente os órgãos vegetativos. Material botânico foi coletado no Campus da Universidade Federal do Amazonas – UFAM (AM).

O estudo etnofarmacológico foi ralizado na zona urbana da cidade de Manaus-AM, com os feirantes que comercializam plantas medicinais, por meio de entrevistas, utilizando –se questionários com perguntas semi-estruturadas ou abertas.

Para o estudo anatômico foram coletadas, de 06 indivíduos, de Cissus. verticullata cultivados no Campus da Universidade Federal do Amazonas, amostras da raiz, do caule, da folha e da gavinha.

Amostras da lâmina foliar foram diafanizadas, dissociadas e processadas para observação ao microscópio eletrônico de varredura (MEV), conforme métodos usuais. Com relação ás informações etnofarmacológicas, a espécie estudada é pouco conhecida e é comercializada apenas “in natura” pelos feirantes que trabalham com plantas medicinais na zona urbana de Manaus. Insulina Vegetal é empregada no tratamento de cinco doenças dentre estas as mais citadas são diabetes, colesterol e inflamações, sendo o chá a única forma de preparo da plana como medicamento, feito de qualquer parte dos órgãos vegetativos, exceto da raiz.

Na coleta de dados verificou-se que Cissus verticullata foi reconhecida popularmente como Insulina Vegetal e raramente como Cipó pucá. Não sendo reconhecida as denominações Cipó puci e Anil trepador conforme citado por Correa (1978) e Berge (1993).

Cissus verticillata, segundo o levantamento etnofarmacológico realizado, é utilizado pela população local no tratamento de doenças como diabetes, inflamações, redução do colesterol, hemorragias e pedras nos rins.

Foi relatada a forma de chá como a única maneira de preparo da planta como medicamento. Neste caso, costuma-se utilizar eventualmente, uma associação de diversas espécies pertencentes a outras famílias que apresentam a mesma atividade terapêutica da Insulina Vegetal. Cano & Volpato (2004) citam a utilização da mistura de Cissus sicyoidses (sinonímia de C. veticillata) com Bidens pilosa no tratamento de doenças respiratórias, muito usada na medicina tradicional em Cuba. Já Simões (1989) previne que esta prática é perigosa, porque nem sempre o processo de preparação mais indicado é o mesmo para plantas diferentes e a combinação pode resultar em efeitos imprevisíveis.

Terapia e forma de preparo de Cisssus verticillata (Insulina vegetal). Localização do estabelecimento – Terapia — Preparo /Orgão utilizada da planta: Mercado Adolpho Lisboa: diabetes, colesterol, hemorragia e inflamações: chá da folha. Mercado municipal da Gloria: diabetes: chá da folha. Mercado modelo da Compensa: diabetes e colesterol: chá da folha, gavinha e caule. Mercado Durval Porto: diabetes, inflamações e pedras nos rins: chá da folha, gavinha e caule.

A preparação do chá é realizado a partir da trituração das partes vegetativas tais como folha, caule e gavinha, e em seguida o material é colocado em quantidade de água indicada e levado ao fogo, deixando ferver por um período de 5 a 10 minutos. Segundo Berg (1993), são utilizadas somente as folhas no preparo do chá desta espécie, ou misturada com as flores de Alpinia nutas (vindicá).

Segundo os informantes “na preparação de um litro de chá é necessário de cinco a oito folhas, numa dosagens de uma xícara de chá três vezes ao dia”. De acordo com os feirantes, não existem contra indicações na utilização do chá da Insulina Vegetal, desde que não seja ingerido em grandes dosagens, pois neste caso pode ocasionar vômitos e dores de barriga. ( Tese de Andréia Barroncas de Oliveira, reproduzido da Internet.)

Diabetes – Dieta e Receitas Especiais

No livro “ Diabetes – Dieta e Receitas Especiais, da /Editora UFV, Viçosa-MG- 2008, coordenada pelas professoras especialistas em nutrição Rita de Cássia Gonçalves Alfenas e outras, encontramos na Introdução:

O diabetes é uma doença associada à hereditariedade, mas pode ser precipitada ou agravada pelos maus hábitos da vida moderna, como o sedentarismo e o estresse, e por dietas inadequadas. A importância de conhecer a doença e a forma de preveni-la é essencial, uma vez que a descoberta precoce e a conscientização do paciente mudam o seu curso. A adoção de uma dieta adequada , a prática de exercícios físicos e o uso correto dos medicamentos prescritos podem evitar a evolução da doença.

As primeiras referências sobre a “diaebetes melitus” datam de 1.000 anos a.C e são originadas do Egito. Doença tão antiga quanto a humanidade, o diabetes continua sendo um dos grandes desafios da medicina. Apesar do grande progresso no que se refere ao seu tratamento, a prevenção continua sendo um desafio.

Na atualidade, o diabetes adquire proporções epidêmicas. Mata quase 3 milhões de pessoas por ano e é considerada a quarta causa de morte no mundo. No Brasil, dos 9 milhões de diabéticos, apenas a metade sabem que tem a doença. Destes. 23% não recebem tratamento. Morrem 24.000 pessoas devido a este mal.

É importante que as pessoas que apresentam predisposição genética ao diabetes conheçam os fatores de risco que podem acelerar o aparecimento da doença. Dentre os males associados ao diabetes, têm-se a cegueira, a amputação dos membros, o infarto, o derrame, a insuficiência renal e a impotência sexual. São complicações sérias e muitas vezes irreversíveis, o que enfatiza a importância da prevenção.

O preço de uma boa qualidade de vida é a eterna vigilância. O controle da pressão arterial é o fator isolado mais importante ligado a complicações renais no diabético. Além disso, não fumar, alimentar-se com dieta rica em fibras (cereais integrais, frutas, legumes e leguminosas) e pobres em gorduras, controlar o peso corporal e habituar-se à realização de exercícios físicos são cuidados adequados que devem ser observados constantemente.

Vale ressaltar ainda que a manutenção do nível de glicose no sangue dentro da faixa considerada normal é importante para que o organismo de qualquer pessoa possa funcionar e se desenvolve adequadamente.

A nutrição é uma ciência que exerce papel muito importante na prevenção e no tratamento da doença. O ato da alimentação não é um ato isolado de nutrir. As refeições são utilizadas para sociabilização, em momentos de prazer e de união das pessoas, auxiliando, assim, na diminuição dos agravos físicos, psíquicos e sociais.

Deve-se ressaltar que a dieta destinada aos diabéticos é recomendada para todos os membros da família, por proporcionar a saúde de indivíduos diabéticos ou não. A apresentação dos pratos de modo atrativo e a realização das refeições em um ambiente tranquilo proporcionam prazer no horário das refeições. Substituindo o sentimento de restrição, que é um dos fatores mais difíceis de serem vencidos na aceitação da dieta do diabético.

As características diversas dos adoçantes influenciam o método de cocção exigido para cada receita, além da dosagem a ser usada. A sua concentração pode variar, mesmo em produtos semelhantes.

Da mesma marca ou mesma composição, afetando, portanto, o seu poder de doçura. Assim, os adoçantes utilizados nas receitas foram variados, porém com a preocupação de se utilizarem as marcas mais comuns disponíveis no mercado, fazendo-se a opção de mencionar o nome comercial de adoçante usado em cada receita, para orientar o leitor na escolha e na quantidade a ser utilizada.

Parte dos carboidratos absorvidos é convertida em glicogênio, que é a forma de armazenamento de carboidratos em humanos e outros animais. Esses carboidratos são guardados para serem utilizados pelo organismo quando necessário.

Depois de digeridos, os carboidratos são absorvidos pelo intestino e levados até o fígado pelo sangue. Do fígado, estes carboidratos, na forma de glicose, são levados pelo sangue até as células. Para que a glicose entre nas células, é importante a atuação da insulina, que é um hormônio produzido pelo pâncreas.

Para que a glicose passe para dentro das células, a insulina se liga a receptores existentes na superfície dessas células. Esses receptores funcionam como uma fechadura e a insulina, como uma chave. Assim, só depois do encaixe da insulina no receptor é que a porta da maioria das células se abre, permitindo a entrada da glicose em seu interior.

Há algumas células (do cérebro, do fígado, do cristalino dos olhos, das hemáceas e da medula renal) que permitem a entrada da glicose em seu interior, sem a atuação da insulina.

Nota:

  • A reprodução da “ Introdução e trechos sobre a digestão, absorção e metabolismo dos nutrientes”, do livro “Diabetes: Dieta e Receitas Especiais” das especialistas em nutrição Rita de Cássia Gonçalves Alfenas, Valeria Maria Vitarelli de Queiroz, Maria Christina de B.Bittencourt e Margarida M. Santana da Silva, professoras da UFV, Viçosa –MG tem como objetivo compreender a doença Diabetes e a função e importância da Insulina no organismo humano. Assim, compreendemos que a insulina, um hormônio produzida pelo pâncreas, encontra em alguns vegetais como no Cissus sp substancias que estimulam o pâncreas a produzir a insulina ou então que tem a função da insulina. Sugerimos aos interessados a cultivar esta trepadeira vegetal num vaso com capacidade de 10 a 20 litros para ter as folhas disponíveis para fazer e usar o chá, conforme a informação: cozinhar 5 a 10 folhas em um litro de água por 5 a 10 minutos, usando duas xícaras diariamente, conforme receita focalizada nos estudos da planta reproduzidos da internet.
  • Os interessados em mudas poderão comprar pela internet, como fizemos adquirindo dezesseis mudas a R$ 3,50 cada e R$ 25,00 pelo frete, Destas, ofertei 12, duas para cada amigo que sabemos interessados no assunto de plantas medicinais e apiculas.
  • No quintal do sitio de meu irmão Roberto, em Alto Jequitibá-MG encontramos um exemplar da Cissus ou Insulina Vegetal, cujo caule enroscado entre os galhos de uma jubuicabeira deve estar com dois centímetros de diâmetro, atingindo e espalhando pela copa de seu suporte, carregado de flores e frutos. Possivelmente a fonte das sementes que os pássaros plantaram junto ao cactus no jardim de minha residência, na cidade. Um de nossos meeiros na lavoura de café, no imóvel a cerca de oito quilômetros nos informou que lá tem bastante pés deste cipó entrelaçado nos cafeeiros. É bem possível a existência desta espécie vegetal na região, a muitos anos, sem que soubéssemos seu nome e sua importância medicinal.
  • Na internet existem centenas de informações e comentários sobre o Cissus sp. Os interessados poderão consultar, visando maiores esclarecimentos sobre este importante vegetal;

Ruy Gripp- 01-03-2018

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