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Introdução Do Arroz Integral – 7 Receitas

Introdução

No livro “O Arroz Integral” da coleção Saúde e Curas Naturais, Ediouro / 10.577 de Yoshio Hatano temos na capa: O mais completo e rico alimento natural. No prefácio encontramos: “Eis um livro que contém 90 receitas onde o arroz integral entra em harmoniosa combinação com os vegetais, as sementes, as castanhas e os molhos naturais. Aqui você encontrará 6 formas de preparar o arroz, 13 receitas de pratos orientais típicos, 19 receitas de arroz com vegetais, 18 modos de fazer molhos e sopas, 11 receitas de saladas, 10 de risotos e congêneres, 5 de pratos com tomates, 7 receitas típicas que levam laticínios (embora estes apareçam em outros pratos) e 7 receitas de doces e pudins cuja maior vantagem é excluírem o açúcar empregando, além disso, pouco mel e recorrendo ao doce natural das frutas, maduras ou secas.

De Volta ao Bom Senso – Já vai para duas décadas que, seguindo a moda surgida na Europa e nos Estados Unidos com base no equilíbrio alimentar da Medicina Oriental, também chegou ao Brasil a tendência de adotar a Macrobiótica como solução para todos os males orgânicos.

A Importância da Adoção de Alimentos Mais Simples e Puros

Se houve um pouco de exagero nessa prática, com suas naturais sequelas negativas, não se negue que a “moda” serviu para reabilitar a importância da adoção de alimentos mais simples e puros, preservados com todos os seus ingredientes essenciais, um dos quais é o arroz integral, mais feio e áspero, mais difícil de cozinhar e até mais caro. Pois ele é o ideal, apesar de todas essas ressalvas. Por quê? Por dois motivos:

1) Dele não foram removidos o germe e o farelo. Ora, o farelo é o que se pode chamar de “fibra dietética”, que a Medicina convencional concorda em apontar como substância que contribui para controlar os níveis de colesterol. Além disso, o farelo e o germe contêm quase todas as vitaminas, todos os sais minerais e óleos do grão, além da maior parte da proteína do arroz.

2) Quem consome arroz branco é induzido a ingerir volumes maiores deste alimento, ficando mais sujeito à obesidade e a todas as suas consequências lamentáveis. Em contrapartida, o consumo do farelo contido no arroz integral tem dupla vantagem: primeiro, a pessoa se satisfaz com uma quantidade menor de alimentos. Segundo, a fibra ajuda a acelerar e facilitar o processo digestivo.

Não é, portanto, de estranhar que a tendência ao consumo de alimentos integrais trouxesse como consequência o retorno do prestígio do arroz em seu estado bruto. Esse retorno ao bom senso passou a abranger também o pão de trigo integral, a pipoca e os feijões, todos possuidores de fibra. Não se trata, pois, de mais um “modernismo” nos hábitos alimentares, mas da tomada de consciência de que uma “volta ao passado” desse tipo representa na verdade um avanço, numa época em que até frutas e verduras acabam sendo pouco confiáveis por causa do emprego às vezes indiscriminado de defensivos.

Mas tudo tem um preço, literalmente falando. O arroz integral é mais caro, pois sua maior riqueza alimentar torna-o preferido dos insetos e seu armazenamento implica maiores despesas. Pagar por isso significa abrir mão do baixo preço relativo e da beleza enganosa do arroz branco, que, para se conservar por longo tempo e atrair a atenção, recebe polimento com talco e glicose, quando não parafina.

E existem outros preços a pagar pelo emprego do arroz integral: acostumar-se à sua cor sombria, ter mais paciência para prepara-lo e conscientizar-se de que ele nunca ficará tão macio quanto o arroz branco.

A propósito, um conselho: ao comprar arroz integral, prefira o de grãos curtos – de 5 milímetros de comprimento – que depois de cozido mais se aproxima, em termos de textura, do arroz branco. Ele é também ideal no preparo de pudins e especial sabor quando servido com molhos ou vegetais, além de vir a calhar quando servido com um a colher de sorvete.

Se o leitor quiser dar mais um passo nos segredos da Macrobiótica

A seguir algumas receitas deste precioso livro, esclarecendo que a maioria das receitas pede arroz já cozido.

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7 Receitas Com Arroz Integral

1) Arroz Fervido

Ingredientes: 1 e ½ xícara de arroz integral, 2 xícaras de água fria e meia colher de chá de sal marinho. Junte o arroz, o sal à água e deixe ferver em fogo alto. Depois baixe o fogo e tampe. Não mexa o arroz. Ao fim de 45 minutos, a panela deve estar seca e o arroz começando a grudar no fundo, mas isso não faz mal algum. Retire do fogo e aguarde um pouco para servir.

Cozido dessa forma, os grãos de arroz conservam-se intactos e separados. O arroz cozido dura de 4 a 5 dias em local frio e de 5 a 7 dias na geladeira. Portanto, calcule a quantidade ideal para toda a semana e prepare-o no domingo ou segunda-feira.

2) Arroz na Pressão

Ingredientes: 1 xícara de arroz integral, 1e ½ xícara de água e meia colher de sal marinho. Deixe cozinhar tudo na panela-de-pressão em fogo alto, depois baixe o fogo e aguarde de 35 a 45 minutos. Retire do fogo e espere dez minutos. Retire a tampa, mexa o arroz e sirva.

3) Arroz no Vapor

Quando se quer um arroz integral mais macio, pode-se aquecer no vapor as sobras de arroz já cozido. Mas essa consistência mole também se consegue com a receita abaixo, e funciona até com o arroz de grão longo, mais duro: Ingredientes: 1 e ½ xícara de arroz integral, 4 xícaras de água e 1 e ½ colher de chá de sal.

Despeje o arroz na água fervente e adicione o sal. Mexa por alguns instantes e deixe ferver durante mais de 10 a 15 minutos. A essa altura, os grãos estarão macios por fora mas quebradiços por dentro. Lave o arroz em água quente, embrulhe-o em gaze e deixe que acabe de cozinhar no vapor, dentro de um coador, durante 30 minutos.

Se quiser, substitua o sal por molho shoyu. Também poderá adicionar vegetais fritos, quando o arroz ainda estiver na fase de cozimento. Se quiser enriquecê-lo com castanha, adicione mais duas partes de água. E de vez em quando poderá acrescentar cevada, centeio ou trigo, tomando o cuidado de deixar estes cereais de molho algum tempo antes, para ficarem mais bem cozidos e se harmonizarem melhor com o arroz integral.

 4) Arroz com caldo vegetal

Ingredientes: 3 xícaras de arroz integral de grão longo, cozido e solto; 1 colher de sopa de óleo vegetal; 1 cebola picada; 4 dentes de alho picados fino; um pedaço de gengibre picado fino; 6 cravos; pedacinhos de canela; meia colher de chá de páprica; 1 colher de chá de cominho; meia colher de chá de sal marinho; meia xícara de caldo de vegetais cozidos; coentro ou salsinha verde, para guarnecer.

Frite metade da cebola e do alho numa frigideira pesada e bem grande até ficarem dourados. Junte o restante dos ingredientes e o arroz (já cozido). Mexa. Frite até os grãos ficarem levemente coloridos. Adicione a água, tampe a frigideira e deixe ferver em fogo brando até o arroz absorver o liquido. Sirva guarnecido com a outra parte da cebola, frita, e com salsa.

Nota: Igual a esta receita acima, temos as variações de arroz com: ervilha, couve-flor, lentilha, etc.

 5) Arroz com “Azuki Mochi

Ingredientes: 2 xícaras de arroz integral; meia xícara de feijão azuki; 4 e ½ xícaras de água; meia colher de chá de sal marinho; ¼ de xícara de sementes de gergelim; óleo.

Junte o arroz e o feijão azuki numa panela de pressão, cozinhando em fogo alto até o máximo de aquecimento. Depois baixe o fogo e cozinhe durante dez minutos. Enquanto o arroz ainda está quente, retire metade da mistura e transfira para uma moedeira de alimentos. Moa o arroz até ficar pastoso e adicione o restante da mistura de arroz e feijão. Junte o sal. Umedeça as mãos e amasse a mistura até formar uma pasta homogênea. Faça broas de 1 e ½ centímetros de espessura e polvilhe cada uma com sementes de gergelim. Frite-as em pouquíssimo óleo até ficarem douradas, ou asse-as em forno brando durante dez minutos. Desligue o forno ao fim desses dez minutos e conserve as broas em seu interior. Poderá também fazer bolinhas e fritar em muito óleo. Se quiser, poderá adicionar frutas secas, castanhas, maçã ralada ou algo do gênero e assim terá uma sobremesa de mochi doce, cozida com arroz e o feijão. Os bolinhos mochi precisam ser conservados na geladeira se não forem para o consumo imediato.

6) Vegetais e Arroz Fritos

Pique uma cebola e frite em um pouco de óleo. Adicione outros vegetais picados: cenoura, aipo, cogumelos, pastinaca, pimentão verde e tomate. Também pode adicionar brotos de feijão nessa etapa do processo.

Quando os vegetais estiverem macios, junte arroz integral cozido e frite durante alguns minutos. Acrescente cheiros-verdes picadinhos na hora: salsa, tomilho, manjerona, alecrim, e tempere com pimenta moída e sal marinho. Para variar de vez em quando, quebre um ovo por cima e mexa sem parar para não aderir ao fundo. Sirva imediatamente com tamari. A porção é uma xícara por pessoa.

7) Arroz com Cenoura

Ingredientes: 2 xícaras de arroz integral, cozido. 2 xícaras de cenoura crua desfiada em flocos; 2 ovos batidos; meia cebola picada fino; 2 colheres de chá de extrato de fermento azedo; 1 xícara de leite; 1 xícara de queijo ralado; estragão.

Misture todos os ingredientes numa batedeira e despeje numa panela besuntada de óleo. Coloque numa panela menor contendo água quente, leve ao forno e deixe assar à temperatura de 180º graus centígrados durante 45 minutos. Dá para quatro pessoas.

Ruy Gripp

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