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Jurubeba – Planta de Alto Valor Terapêutico

Encontrando na feira dos produtores, em Manhumirim, os frutos da jurubeba em cachos ou pencas. Resolvi comprar para experimentar, informando-me da feirante como preparar para o consumo, tendo em vista o sabor amargo que os caracteriza.

Árvore pequena que nasce de maneira espontânea, aqui e acolá, talvez espalhada pelos pássaros ou alguns roedores, mas dificilmente pela mão do homem que a despreza pelos espinhos que possui em seus galhos frutíferos, resolvemos buscar na literatura o que vamos reproduzir de varias fontes sobre seu valor medicinal e como fruto verdura que precisamos conhecer, divulgar e consumir. Vejamos:

jurubeba-planta

1.- Do livro “A Flora Medicinal na Medicina Doméstica, de Alfons Balbach, 16º Edição, na pag. 680 temos: “ 1.1-Jurubeba (Solonam paniculatum, Solanum belfort), família das solanáceas. Portanto da mesma família do tomate, berinjela, batata inglesa, etc produtos comuns na nossa mesa.

1.2- Sinonímia: Jubeba, juribeba, jupeba, jurubeba-verdadeira, jurubebinha.

1.3- Características: Arbusto de Cauê e ramos espinhosos. Folhas sinuadas, tormentosas, verde-escuras na face superior, verde claras na face inferior, apresentando espinhos no pecíolo e nervuras mediana mui saliente. Flores de cor lilás. Inflorescência em panículas. Fruto: baga esférica, amarelada. Dá em cachos.

1.4-Valor terapêutico: É bom alterante, diurético, antiperiódico, desobstruente, tônico. Emprega-se, com bons resultados, para combater a icterícia e a inflamação do baço. Suco dos frutos. É também um poderoso remédio contra o catarro da bexiga e a cirrose.

1.5 – Externamente empregam-se as folhas machucadas sobre as úlceras. É igualmente de grande valor nas dispepsias atônicas e nas diabetes. Raiz. No ingurgitamento (infartamento ou obstrução) do fígado age poderosamente como desobstruente. Folhas, frutos e, especialmente a raiz.

Tem aplicação, como bons efeitos, nos abscessos internos, nos tumores (especialmente do útero e do abdômen) etc. Folhas, fruto e raiz. Nas hidropisias, tem muita utilidade. Na falta de transpiração, prepara-se um chá da raiz. Para as febres intermitentes, as folhas representam um bom remédio. Partes usadas: Folhas, frutos e raiz. Dose – 20 gramas para l litro de água, 4 a 5 vezes por dia.

2.- Procurando receitas do preparo da jurubeba para consumo como verdura, verificamos com as pessoas mais idosas e praticas do meio rural processos simples e fácil de tirar patê do amargo, usando sempre os frutos verdes, antes de madurar: escaldar varias vezes na água quente, trocando a água duas até cinco vezes, se necessário.

Um processo bom seria espremer e retirar as sementes, pois estas é que contem a maior parte dos princípios do fator amargo do fruto. Fazer guisados em cozidos com tomate, cebola, cebola de cheiro, pimentão, etc. para tempero na comida em geral; Usar como vinagrete, de preferência com caldo de limão e os outros temperos. Também esmagar os frutos, usar em omelete o ovo batido.

3.- A jurubeba produz frutos com abundância, sendo um arbusto ornamental com suas flores ou frutos. Precisa ser resgatada do esquecimento e do descuido que esta sendo relegado e desprezado.

Precisa ganhar foro de nobreza devido suas grandes virtudes e facilidade de cultivo. Nasce nos alto de morro seco. Certa vez ganhei de um amigo lá de Tarumirim, (perto de Governador Valadares) um pote de jurubeba em conserva no azeite ou vinagre, dos frutos verdes e inteiros, tipo da conserva de azeitonas. Trouxe para vários parentes seus em Alto Jequitibá.

Talvez uma tentativa nobre de divulgar o uso da famosa jurubeba, com tantas virtudes na medicina domestica. Varias formulas de extratos composto contém a jurubeba, que com seu paladar amargo faz bem ao fígado.

Ruy Gripp

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