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Açúcar Mascavo

Considerando que, segundo “O Homem e as Substâncias Biologicamente Ativas” traduzido e editado em português, em 1983, seu autor Prof. Izrail I. Brekhman, da Academia de Ciências da Rússia, escreveu:

“Pode-se pretender que a maioria das substâncias contidas nas plantas que produzem o açúcar – açúcar de beterraba e de cana estão presentes, até certo ponto, no melaço, e assim sendo, no açúcar mascavo. Mais de 50 compostos foram descobertos no açúcar de beterraba que talvez, em principio, sejam biologicamente ativos.

Um número menor de substâncias foi encontrado no açúcar branco, mas isto ainda não foi devidamente estudado. Dentre o grande número de substâncias orgânicas encontradas no açúcar de beterraba e de cana (170), os seguintes compostos podem ser biologicamente ativos.

Fora a sacarose – cujo teor atinge 25% no açúcar de beterraba e 18% no açúcar de cana – arabinose, maltase, retinose, e outros açucares são incorporados em quantidades menores. Glicólico, glutárico, adípico, málico, hidro cafeína e outros ácidos orgânicos foram analisados.

De interesse especial o ácido fífico (inositolhecafasfórico), que é contido na beterraba, e cujos sais de cálcio-magnésio formam a fitina – um remédio com um amplo espectro de ação profilática e terapêutica, o ácido oleanólico também merece um exame atento, é o derivado de vários glicosídeos triterpenes – a principal substância ativa do famoso ginseng e certas outras plantas da família Araliácea.

O açúcar de beterraba contém ácido oleanólico na forma de glicosídeos, conhecida como “zuckerrubensaponina”, incorporando um grupo de ácidos glucurônicos, como variedade de açúcar.

O açúcar de cana contém brassicasterol e sitosterol. O sitosterol é um dos mais conhecidos remédios contra a arteriosclerose, ao passo que o açúcar de beterraba contém espinasterol.

As duas plantas contêm variedades de outros compostos: lecitin, isolecitin e os aminoácidos tirosina, glutamina, histidina, betaina, granadina, etc. Algumas purinas (hipoxantina, adonina, guanina) também merecem atenção porque contém várias vitaminas, sobretudo vitaminas dos gupos C e B. As duas plantas são ricas em elementos traços.

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Pesquisas de laboratórios sobre o açúcar mascavo foram empreendidas… Os dados obtidos atestam a inocuidade do açúcar mascavo, quando administrado em animais, mesmo em dose de 15 g / kg, que é muitas vezes maior do que a quantidade de açúcar ingerida pelos seres humanos (ratos toleram bem 50 g / kg de açúcar mascavo, mas um certo estímulo das glândulas sexuais foi observado nesta dosagem improvável).

A administração prolongada (mais de um ano e meio) de doses relativamente grandes, como 2,5 e 15 g / kg, atesta que o açúcar mascavo não tem nenhum efeito nocivo:

  • não impede o crescimento e desenvolvimento dos ratos;
  • não tem efeito negativo na composição do sangue e sua formação;
  • não prejudica os períodos de acasalamento das ratas fêmeas;
  • não tem efeito negativo no decurso da gravidez;
  • não diminui a fertilidade das ratas fêmeas;
  • não provoca mudança nos indicadores de lípides e no metabolismo do sangue;
  • não tem efeito negativo no sistema de coagulação do sangue;
  • não provoca cáries.

O açúcar mascavo, contendo 96% de sacarose, não tem o efeito nocivo típico da sacarose e, além do mais, tem muitos efeitos positivos:

1) O açúcar mascavo estimula a capacidade de resistência dos ratos brancos;

2) Melhora a função reprodutora dos ratos brancos, e acelera o crescimento e desenvolvimento das ratas fêmeas;

3) Mesmo em grandes doses, não prejudica os sinais característicos de estresse. Observações feitas com pessoas provaram que o açúcar mascavo ajuda nos processos de adaptação, em condições montanhosas;

4) O açúcar mascavo evita as cáries nos ratos seguindo uma dieta de higiene contra cárie;

5) Ao contrário do açúcar branco, o açúcar mascavo não provoca distúrbios no metabolismo dos carboidratos: a) nenhum aumento acentuado foi registrado na circulação da insulina; b) há uma elevação no nível de açúcar no sangue;

6) O açúcar mascavo causa muito menos mudanças do que o açúcar branco no metabolismo lípide: a) o colesterol do soro sanguíneo e o teor de lipoproteína, o colesterol do fígado e o teor lípide demonstraram um aumento menor nos experimentos com animais; b) em estudos clínicos ficou constatado que o açúcar mascavo normaliza uma alto inicial de açúcar no soro sanguíneo, lipoproteínas e colesterol.

Além do mais ficou demonstrado que o açúcar mascavo é um produto alimentício inofensivo, sem os aspectos negativos do açúcar branco. O açúcar mascavo tem muitos tipos de ação que podem ser descritos como corroborantes da estabilização do cromossoma, antidiabética e antiarteriosclerótica.

Existem fundamentos para se crer que a inclusão do açúcar mascavo no alimento, diretamente ou através da fabricação manufaturada de bebidas não alcoólicas, pão, bolos e artigos de confeitaria, terá um decisivo efeito salutar, diminuirá a incidência de certas moléstias (cárie dental, diabetes, arteriosclerose, etc.) e reduzirá as faltas ao trabalho.

Uma vantagem a mais é que para muitas pessoas o açúcar mascavo é mais saboroso do que o “inanimado” açúcar branco.

Denominamos o açúcar mascavo de “açúcar da saúde”.

Nota: Extraído das paginas 126 a 130 do capitulo III – Farmacologia sanativa Medicamentos do livro “O Homem e as Substâncias Biologicamente Ativas” do professor Izrail Itskovich Brekhman, da Academia de Ciências da Rússia, Departamento de Fisiologia e Farmacologia de Adaptação – Instituto de Biologia Marinha – Centro Cientifico do Oeste – Academia de Ciências da U.R.S.S. – Produzido e impresso pela Ëmperor Ginseng Imp. Exp. do Brasil Ltda.” – Caixa Postal 50 ZC 00 – Agência Central – Rio de Janeiro – Brasil. Tradução de Maria de Lourdes Faro.

(10/08/2004 – Ruy Gripp)

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