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Desenvolvimento Social e Econômico Sustentável

A produção de alimentos, de lazer e de energia. “O vau do mundo é a alegria”. (Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas) E, no mesmo livro, o grande escritor brasileiro dizia que a alegria e a coragem são presentes que o homem pode dar a Deus. Já Darcy Ribeiro, no seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, falando do homem brasileiro, sintetizou dizendo que ao brasileiro só interessa a alegria e a fartura.

Portanto, ao lidarmos com as questões do desenvolvimento, tornou-se muito importante mostrarmos coragem e alegria, porque iremos demonstrar um fato inédito: pela primeira vez na história, lidar com a ideia da fartura (abundância) oferece a oportunidade de provar que toda a humanidade – todos os países e todos os indivíduos – poderá, num futuro breve, contar com alimentos, com a energia e com os lazeres necessários ao exercício pleno do viver com dignidade.

E para conquistar a liberdade plena de existir, mais do que isso, não resta outra alternativa para o futuro da economia do que esta.

Quer dizer, não apenas não é utopia a ideia de uma fartura mundial, onde uma programação, para que num prazo menor do que 30 anos, todos tenhamos tudo de que necessitamos para consumir ao logo de nossas existências, como esta fartura é um caminho inevitável, se o homem quiser contar com alternativa de desenvolvimento. Se quiser contar com futuro.

A economia é que chegou ao seu ponto de passagem para outro estágio, para outra economia. Ela tem que deixar o seu estado atual de rascunho – que sempre dói – para ser passada a limpo.

Não dá mais para lidarmos apenas com os concertos e os fundamentos velhos, herdados dos grandes nomes da economia: Adam Smith, Ricardo, Keynes e tatos outros. Não dá para lidarmos mais apenas com a filosofia econômica atual, seja ela de direita (capitalista) seja de esquerda (socialista, comunista). Uma poderosa síntese de conhecimentos obriga o pensamento desenvolvimentista a considerar de forma abrangente, e ao mesmo tempo de forma específica, o interesse humano com a produção de riquezas.

Nesta poderosa síntese, além dos conhecimentos de economia, outra poderosa síntese – a síntese jurídica – precisa ser elaborada e colocada ao serviço da humanidade e de cada indivíduo.

Há um conjunto numeroso de contratos que precisam ser perfilados previamente para permitirem que o movimento do desenvolvimento, baseado no conhecimento e na demonstração das oportunidades de que todas as riquezas podem vir a ser produzidas, sustentavelmente, garantindo a todos as suas respectivas cotas participativas. E, o mais incrível ainda, sem ferir a liberdade de livre iniciativa: pelo contrário, estimulando-a cada vez mais.

Ruy Gripp – 25-10-09

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