obesidade-a-dieta-do-yin-e-do-yangSaúde

A Dieta do Yin e Yang

O livro “ a Dieta do Yin e do Yang: O Gordo Quente e o Gordo Frio” do Dr. João Luiz Curvo de Almeida, Editora Rocco, 1993, representa ou apresenta ser uma continuação da MACROBIÓTICA, assunto que estávamos relendo e publicando neste momento. Para mim, foi uma coincidência fantástica, importante, de imenso valor.

Adquirido em 01/08/2013 na livraria Leitura, rua Carioca no Rio de Janeiro, junto a um grupo de livros tipo sebo, de menor valor. Considero o fato como um achado valioso, uma descoberta importante pelas informações atualizadas sobre nutrição, alimentação e a maneira prática de evitar e controlar o excesso de peso, uma EPIDEMIA, tipo doença que se alastra pelo mundo afora, de difícil controle.

Por isso, fomos motivados a reproduzir trechos desta importante obra para divulgar o livro, o autor e seus preciosos ensinamentos sobre a natureza dos alimentos, do clima, das ondas, das cores, do YIN e do YANG.

E principalmente da alimentação equilibrada com o ARROZ INTEGRAL. Assim agradecemos ao Dr. João Curvo pela oportunidade de divulgar parte de seu precioso trabalho de 152 páginas que valem mais que ouro ou diamante, por representar riqueza de saúde para a humanidade.

PREFÁCIO

O problema da obesidade tem sido abordado por inúmeros profissionais de saúde de uma forma parcial e superficial que muitas vezes violenta a economia orgânica do indivíduo, acentuando o desequilíbrio de que já é portador.

Estava na hora de surgir uma publicação séria, científica, que também apontasse o que sempre faltou nas obras do gênero: o perfil biopsicossocial do indivíduo e seu status energético.

A dieta do Yin e do Yang preenche um espaço aberto na medicina em relação ao tema. Permite a análise e a avaliação da postura energética de cada pessoa e lhe oferece os padrões médicos e nutrológicos adequados às suas reais necessidades.

O tratamento da obesidade requer uma visão ampla, que inclua toda uma gama de sensações e sentimentos, além de questionamentos existenciais; requer profundidade e globalidade; e isso é exatamente o que o Dr. João Luiz Curvo de Almeida apresenta nesta obra, sem dúvida uma contribuição importante à historia da medicina nutrológica.

Seu conhecimento é produto da união entre a moderna medicina ocidental e a medicina tradicional chinesa. Foi observando o trabalho de João Luiz que o incentivei a escrever esse livro.

Como médico, acupunturista e divulgador da medicina tradicional chinesa em todas as suas modalidade, analisei cuidadosamente sua sistemática de atendimento, a padronização dos critérios de avaliação e sobretudo os resultados obtidos, e achei urgente a necessidade de publicar o método para que tantos leigos quanto outros médicos fossem beneficiados.

O tema é importante para a saúde de todos, sem exceção. Como dizia Hipócrates, o pai da medicina moderna: “Faz do alimento o teu remédio.” A importância da alimentação no processo de cura é tão flagrante que o primeiro item da folha de prescrições de todo hospital, seja ele da linha que for, em qualquer lugar do mundo, é destinado à dieta.

O homem é um ser em evolução, e seu coeficiente evolutivo é grandemente influenciado pelo intercâmbio que ele faz com outros povos e raças. O leitor, ao inteirar-se deste livro, terá a sensação exata de ter evoluído, de ter avançado no estágio orgânico e existencial. A mensagem contida nestas páginas é indicadora de uma nova era, de um novo conceito.

Agora deixo vocês com esse delicioso livro. Leiam com atenção e… bom proveito para todos! (Dr. Ronaldo Pereira Azem – Médico acupunturista e gerente de Programas de Medicina Alternativa da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro). P 12

INTRODUÇÃO

No primeiro dia em que sentei com o propósito de escrever este livro, as ideias vieram emaranhadas como trovoadas, sem começo nem fim. O que havia era o meu trabalho e as experiências que eu queria passar.

E foi ai que, rabiscando, começaram a vir as primeiras palavras que, para minha surpresa, nada tinham a ver com a fisiológica e a química da alimentação ou com a ótica taoista da dietética energética. Foram frases que se agruparam como poesia ou música. E a partir daí nasceu o livro. Achei importante manter toda uma cadeia de páginas sucessivas.

Cinco anos após a primeira edição deste livro, volto a publicar o tema corpo emoção comida. O conhecimento não está selado, por isso, de tempos em tempos este livro será revisto.

O não saber, a postura de escuta e o não –concluir são bases do pensamento chinês. Este livro fala basicamente de gordos, mas a intenção não é transformar os gordos em magros.

Devemos respeitar a natureza. Existem pessoas que foram programados para terem a forma mais arredondadas. Esta natureza pode se preservada, mas não a obesidade, porque a gordura em excesso prejudica o todo que vai do coração aos joelhos, pernas, cérebro e sexo.

Ter um corpo magro faz parte do padrão de beleza de nossa época e os cheinhos que nasceram neste século pagam o preço da cobrança que a sociedade lhes impõe. Se tivessem nascido em outros tempos, poderiam ser um sucesso.

Há pessoas que, por mais que se esforcem, jamais terão o corpo padrão da conceituada estética de nossa época. Neste livro descrevo dois padrões de gordo que coexistem em todo o gordo. Todos somos frios e quentes, Yin e Yang, por vezes preguiçosos, por vezes ativos.

O mais importante não é concluir que você é Yin ou Yang, mas o que deve comer quando estiver mais Yin ou mais Yang. Todo gordo tem celulite e baba, que não são expressões da falta de energia ligada à terra – o nosso centro. Ao engordar nós perdemos o centro, tornando-nos descentrados em relação à forma e também às ideias.”

“Há, porém, gordos que têm mais celulite que outros, pois são mais frios em relação àqueles que apresentam gordura mais dura e compactada. A baba também tem estreita relação energética com a falta de centro, em que o indivíduo não cabe em si e se extravasa.

Gordos que vivem babando estão mais Yin, ou seja, mais frios e com menos energia que outros gordos. Com isso quero frisar que todos temos um lado Yin e um lado Yang, mas existe um predomínio que pode mudar no decorrer da vida.

Se você tiver alguma dificuldade em se encaixar como Yin ou Yang, siga cada semana um tipo de dieta e observe a resposta no corpo e no humor. Uma dieta de predomínio Yin alternado com uma de predomínio Yang soa ao corpo como um banho alternado de água quente e fria. O resultado terapêutico no emagrecimento é bom e a dieta não fica monótona.

Se você escuta a si mesmo e nota que determinada dieta Yin ou Yang lhe traz maiores benefícios, insista então nela. Usando os alimentos aqui prescritos de forma adequada, você acaba resgatando a sua intuição curativa e cuidará melhor de sua reconstrução. Quando isso acontece, as portas se abrem. P 17.

O YIN E O YANG

p 21. O Yin e o Yang são modulações de energia descritas há milênios a partir de observações simplistas e minuciosas. O Yin e o Yang são nuances aplicadas a todos os movimentos da natureza.

Desde épocas muito remotas, os orientais veem vindo de uma grande explosão que formou a Terra, o sistema solar e o Universo, criando nesse momento dois equilíbrios. Um polo tem valor igual ao seu polo oposto, que lhe é complementar e necessário. Quando o equilíbrio entre estes dois polos se altera, ambas as partes mostram seu lado destrutivo e maléfico.

O Yin e o Yang compõem o Universo e são vistos de uma forma circular, contínua de movimento, uma vez que nada é estático e todo o equilíbrio é dinâmico.

Dentro do Universo macrocósmico que se equilibra entre dois polos – YIN / YANG, cá estamos nós em nosso Universo microcósmico, com os pés na terra (YIN) e a cabeça no ar (YANG), sofrendo igualmente influência e variações dinâmicas, energéticas, que se mostra em nosso contínuo movimento de contração e expansão, de sístole e diástole, de inspiração e expiração, de vigília e repouso.

O movimento do YIN e do YANG é o movimento das ondas. Se a onda vem forte, o recuo vai forte também. È como dar e o receber na mesma intensidade. Para que haja forma ou vida são necessários o YIN e o YANG. O YIN tem analogia ao negativo e aos elétrons. O YANG tem analogia ao positivo e aos prótons.

O YANG tem conotação de calor, expansão, enquanto que o YIN tem características de frio e de contração. O YANG é o FOGO, o YIN é a ÁGUA. O YANG é o dia, o YIN é a noite. O YANG é o sol e o YIN é a lua. O YANG é o aspecto masculino presente nos homens e nas mulheres.

O YIN é o aspecto feminino presente nas mulheres e nos homens. O YIN nasce do YANG e o YANG nasce do YIN. O YIN e o YANG cursam juntos e dançam tal qual as ondas do mar, e tal qual as marés. O recuo das águas é YIN, o avanço das águas é YANG. YIN é a terra, YIN é nosso ventre.

YANG é o céu, YANG é o nosso dorso. O YIN e o YANG são movimentos de polarização e de despolarização que ocorrem em nossas fibras musculares e que nos mantêm vivos. A falência total do YIN implica a falência do YANG.

A diminuição do YIN implica o aumento relativo do YANG, predominando características YANG. A diminuição do YANG implica o aumento relativo do YIN, predominando características YIN.

Equilíbrio corporal

Leve predomínio da energia Yang sobre o Yin: Balanço energético positivo. Yang corpulento: Predomínio da energia Yang sobre o Yin. Yin corpulento: Predomínio da energia Yin sobre o Yang.

SABORES, ÓRGÃOS E FUNÇÕES

Perceber os sabores que comemos é ponto de partida para vivenciar a alimentação energética. Muitas vezes comemos como animais, engolimos para saciar a barriga e o desejo compulsivo.

Quando desequilibrados, podemos nos fartar sem sentir o gosto da comida. Engordar assim é ainda pior do que engordar lentamente, saboreando cada mastigada. Quem engorda em meio a deleites pelo menos gozou o prazer da oralidade. O prazer é o motivo da vida e a gula, um dos pecados capitais.

Muitos pecados são prazerosos, com gosto de impulsão. A liberação de um impulso é prazerosa. Toda vez que você tem um impulso prazeroso e parte para sua realização, você relaxa ao final. Existe um lado bom, mas nem sempre a liberação de um impulso é benéfica ao indivíduo.

Por exemplo, você pode ter um impulso de matar alguém, e matar. Se esta pessoa não ameaçava sua vida física, você fez besteira, liberou o seu impulso, mas não agiu em seu favor, e provavelmente morreu junto.

Dar um soco num chefe, cuspir em alguém , e muitas vezes dizer o que pensa podem dar um relaxamento imediato, mas também prejuízos. O gordo mole, flácido, de pernas inchada e varizes deve evitar os doces, e no entanto, sente enorme atração pelo açúcar.

Quando come, relaxa e em seguida torna-se mais preguiçoso, mole e inchado. Quero dizer com isso que nem sempre devemos liberar os nossos impulsos, pois por vezes estamos doentes ao nos sentirmos atraídos por um caminho errado.

Todos guardamos uma intuição em relação ao que nos faz bem ou mal, mas quando estamos mais profundamente desequilibrados costumamos botar lenha na fogueira no sentido de perpetuar o que está mal. P. 24.

“Assim, vejo pessoas tensas, hipertensas, com excesso de colesterol e ácido úrico querendo mais é comer um bom churrasco, e gordos frios, com baixa do libido, querendo se atirar em doces e pudins.

Para interromper esta cadeia de desacertos alimentares é interessante que o leitor passe a deter-se mais nos sabores dos alimentos que comerá nos próximos dias. Se comer uma maça, repare, ela tem os cinco sabores, ácido, amargo, doce, picante e salgado; a laranja é doce e ácida; o arroz, o feijão e a batata sem sal são doces.

Cada sabor exerce um efeito no corpo. Se você come um tamarindo ou um damasco seco, seu corpo se contrai. Quando a gente chupa um limão, a boca aperta. O sabor ácido promove esse movimento de contração e por isso está indicado nos quadros de flacidez e dispersão.

O sabor amargo nós encontramos na alface, chicória, rúcula e berinjela, que são indicadas para diminuir calor interno acompanhado de agitação ou insônia. É absolutamente calmante um prato de verduras cruas amargas entre as citadas, e esta sensação podemos escutar para isso basta experimentar.

O sabor doce é o mais presente nos alimentos. Cereais, leguminosas, legumes, frutas são quase doces, acompanhados por vezes de algum outro sabor. Muito doce dispersa, pouco doce concentra.

Os açucólatras devem aos poucos tentar substituir o açúcar branco pelo mel. O mel possui um poder adoçante bem maior do que o açúcar, o que assegura menor ingestão calórica. O açúcar pode ser eventualmente usado, mas procure beber sucos de frutas sem açúcar, para perceber melhor o sabor da fruta. Da mesma forma, não ponha açúcar ou adoçante nos chás, experimente o chá da erva e não o chá de açúcar.

O sabor picante é o da pimenta, alho, cebola, gengibre; é um sabor forte, estimulante, muito indicado nos quadros de deficiências de circulação de energia. Os sabores picantes mexem na circulação, superficializando-a.

Depois de um tempero ardido vem calor, vermelhidão e sudorese. Muita pimenta, ao contrário de estimular, acaba por esgotar um lado Yin, que também precisamos para manter o nosso fogo vivo.

Comer muito tempero forte para estimular o corpo é o mesmo que querer ficar mais ativo à custa de cafés e guaraná em pó. Outro sabor que deve ser mais percebido é o salgado. O sal estimula uma função energética do rim ligada à disposição e sexualidade, mas, em excesso, acaba por prejudicar tudo o que se queria energizar.

Na dietética chinesa são descritos cinco sabores: o ácido, o amargo, o doce, o picante e o salgado, que são relacionados a cinco determinados órgãos e a cinco funções específicas.

O sabor ÁCIDO se dirige ao FÍGADO, em dose moderada nutre e em dose excessiva agride. O AMARGO se dirige ao CORAÇÃO, em dose moderada nutre e em dose excessiva agride. O DOCE se dirige ao BAÇO, em dose moderada nutre e em dose excessiva agride. O PICANTE se dirige ao PULMÃO, em dose moderada nutre e em dose excessiva agride. O SALGADO se dirige ao RIM, em dose moderada nutre e em dose excessiva agride. P 25.

Mastigar bem e repetidas vezes é importante para fazer dos alimentos um bolo macio de fácil digestão e para que a ptialina (que é uma enzima presente na saliva que inicia a digestão dos carboidratos) assim atue de forma ótima.

Mastigar bem e repetidas vezes é importante também para ativar os canais do estômago e da vesícula biliar, que passam pelo rosto. Mastigar bem e repetidas vezes é muito importante para a absorção dos sabores pelos seus órgãos afins.

Como podemos ver, o sabor dos alimentos passa a ter sentido bem mais vasto do que o cheiro e o gosto imediato do alimento desprendido na boca. A partir estas informações podemos traçar planos terapêuticos face a desequilíbrios energéticos, utilizando os sabores para nutrir órgãos e funções que estiverem em desequilíbrio.

O SABOR ÁCIDO

Segundo a Medicina Chinesa, um desequilíbrio do meridiano do fígado, que pode ser sentido tanto através de detectores elétricos como através do simples exame do pulso (pela pulsologia chinesa), se manifesta primeiramente através de sentimentos como irritação, raiva, frustração ou cólera.

São sentimentos que se traduzem por uma sensação de queimação e agitação interna, que podem ser harmonizados pelos seguintes alimentos: inhame, azeitona, limão, laranja, queijo branco, carne banca de aves, pera, tomate, manga, uva, damasco.

O SABOR AMARGO 

Sabendo que os distúrbios que ocorrem no meridiano do coração se manifestam por insônia, sonhos agitados, tremores, palpitações, plenitude e /ou pressão torácica, angina de peito, petéquias; podemos incluir os seguintes alimentos de sabor amargo na dietética destes pacientes: chicória, fígado de coelho, chá da flor de laranjeira, chá da casca da tangerina, chá da pele branca da tangerina, alface, soja, ruibarbo, chá de valeriana, chá de bardana, chá de boldo”

SABORES ÁCIDO E AMARGO

São indicados para quem está vivendo raivas, palpitações, insônia e sonhos agitados: Irritações, raivas, frustrações que nos corroem geralmente são acompanhadas de sensação de agitação interna, sono agitado, insônias, tremores e palpitações.

Em termos de medicina oriental, isso quer dizer que um desequilíbrio do fígado, vindo na maioria das vezes do acúmulo de frustrações e raivas, está muito ligado ao desequilíbrio do coração.

Trata-se de manifestações relacionadas à sensação de calor, emoções quentes, ácidas, corrosivas, expansivas, Yang. Quando estivermos assim, estão indicadas as saladas cruas com rúculas, acelga, couve, alface, bertalha, chicória, temperadas com limão e vinagre de maçã. Esta salada é amarga e ácida.

Saladas amargas temperadas com limão refrescam e acalmam. Berinjela e jiló são também indicados, cozidos ao vapor ou com pouca água, tomate e azeitona verde, numa refeição que incluía uma raiz, como por exemplo o inhame, que é levemente ácido. Energicamente as raízes são indicadas para abaixar o fogo, para orientar o centro, fortalecer a nossa raiz.

Chás amargos costumam ser depurativos, com efeitos diuréticos e taxativos que favorecem a eliminação de toxinas que encontram –se aumentadas e frustrações. Chás amargos também podem ser calmantes, como, por exemplo, o chá das folhas mais internas do alface.

Se temos sensação de queimação por dentro, devemos evitar o sabor picante das pimentas, alho, gengibre, raiz forte, curry e mostarda. O sabor picante, de natureza quente, exacerba a inquietação. P27

SABOR DOCE 

Sabemos que o sabor doce nutre as funções regidas pelo meridiano do baço, que está intimamente ligado a uma tríade estômago-pâncreas-baço.

A função tida como de transporte e transformação dos alimentos inicia-se no estômago que recebe os alimentos, envolve o pâncreas que sintetiza elementos digestivos e acaba no baço que nada mais é do que um reservatório de sangue, isto é, um reservatório do “feijão com arroz” que comemos, absorvemos e transformamos.

SABOR PICANTE 

Sabendo que o sabor picante nutre as funções respiratórias, quando em doses moderadas, frente a desequilíbrios energéticos que se manifestam por resfriados, rinites, pigarros, sensação de frio nas costas, asma brônquica e bronquites podemos usar os seguintes alimentos: alho, cebolinha, pimenta, chá de menta, alho porro, rabanete, pimenta do reino, orégano, cebola, canela, chá de hortelã.

SABOR SALGADO

QUE NADA TEM A VER COM SAL DE COZINHA, EM DOSE MODERADA NUTRE AS FUNÇÕES DOS RINS. Sabemos claramente que estes sabores em doses excessivas agridem estas funções. As funções relativas ao meridiano que rege os rins, quando deficientes, manifestam-se por extremidades frias, apatia sexual, astenia física e psíquica.

Adinamia, dor em região lombar, língua pálida e pulso profundo ou superficial, mole (é sentido na superfície, porém tem pouca consistência e desaparece a média pressão digital). Frente a estes sintomas, podemos acrescer à nossa dietética os seguintes alimentos:

Frutos do mar cozidos com temperos fortes nos aquecem e nos ativam. Feijões, carne de porco e rim de boi , carneiro ou porco são alimentos também indicados para reforçar a energia geral, segundo a observação energética milenar.

Gersal, que é o gergelim tostado com sal marinho, é indicado logo em jejum, uma pitada. O gergelim mais indicado para ativar a energia dos rins é o escuro. Frutas secas, nozes e castanhas são indicadas no tratamento dos medos e diminuição da energia sexual.

Chás de cravo e canela são tonificantes e afrodisíacos. Chá da raiz da cebolinha, gengibre, alho são igualmente indicados para aliviar a circulação de sangue e energia, sendo portanto indicados quando estivermos mais tristes e inseguros.

Estes chás aquecem por promoverem, além de movimento circulatório, uma vasodilatação que traz o sangue mais à superfície. Por isso vemos a vermelhidão no rosto de quem mastigou um alho. Sangue na periferia significa energia mais à tona.

Nas sensações de frio, medo e depressão evitar doce e as saladas cruas. P 30.

AS CINCO NATUREZAS DOS ALIMENTOS

(Cap. 4, p 31) Todo alimento possui a capacidade de gerar uma sensação térmica no corpo de quem o consome. É inegável que a pimenta nos aquece e que a melancia nos esfria. Entre o frio e o quente existem estágios intermediários.

São cinco as naturezas básicas dos alimentos. QUENTE, MORNA, NEUTRA, FRESCA E FRIA. Como exemplos de alimentos de natureza quente temos as pimentas; de natureza morna temos o cheiro verde, o alho e a cebola; de natureza neutra temos o ovo da galinha, o arroz e a batata; de natureza fresca temos o melão e o alface; de natureza fria temos o caqui, a banana e a melancia.

É importante considerar a natureza dos alimentos na hora de prescrever uma dieta, seja de emagrecimento ou de equilíbrio. Se uma pessoa tem, por exemplo, dores articulares que pioram com o frio, é melhor para ela alimentar-se com alimentos de natureza neutra, morna ou quente.

Se uma pessoa apresenta calor intenso, faces vermelhas, irritação ou ainda acne, aftas, gengivites, o melhor é trata-la com alimentos de natureza neutra, fresca ou fria, uma vez que estes sintomas são relacionados ao calor.

A temperatura do alimento na hora de ser servido pode nos aquecer (exemplo: chá quente) ou nos esfriar (exemplo: este mesmo chá frio), mas este efeito térmico imediato da temperatura do alimento age de forma breve.

Devemos considerar sobretudo o aspecto energético térmico da essência do alimento. Para produzir calor ou frio de uma forma duradoura, o melhor é trabalhar com as ervas. Em segunda opção estão os alimentos. Em terceira, a temperatura imediata do alimento na hora de ser servido.

QUADRO de NATUREZA- Alimentos que Esquentam: pimenta (todas), gengibre, noz-moscada, alho, canela. Alimentos que Amornam: cebola, cominho, salsa, cebolinha, coentro, mostarda, carneiro, rim.

Alimentos que não alteram a Sensação Térmica: arroz, batata, feijão, milho, cenoura, abóbora, nabo, figo, ervilha, galinha, aipim. Alimentos que Refrescam: tangerina, morango, mamão, pera, abobrinha, broto de feijão, couve- flor, maçã, chicória, acelga, repolho. Alimentos que Resfriam: melancia, melão, alface, banana, pepino, tomate, caqui, ostra.

Em geral as saladas cruas nos refrescam e resfriam. São úteis quando estamos quentes na temperatura e nos sentimentos. Sentimentos quentes são aqueles que ativam a circulação e a transpiração.

A raiva é um sentimento quente. Insônia, quando acompanhada de sonhos agitados, também faz parte de um quadro quente, pelo menos nas emoções, e nessas circunstâncias a terapêutica é resfriar o organismo com frutas e verduras frescas.

Já o uso dos alimentos de natureza morna e quente deve ser mais reservado nos quadros de deficiência de energia que cursa com frio nos pés, na região dos rins e abaixo do umbigo. Temperos quentes aquecem o frio do corpo e da alma.

Nas depressões e tristezas, os temperos quentes estão indicados. A natureza é a base de nossa dieta e deverá estar sempre presente equilibrando o nosso prato. Procure, como lição, perceber a natureza de cada alimento ou prato que comer. Isso ajuda a aguçar os sentidos da procura do que lhe faz melhor. P. 33

O QUADRO DAS ESTAÇÕES

É óbvia a mudança que as estações fazem sobre a Terra. É óbvio o movimento das estações nas plantas e nas árvores. É óbvio que estando nós e sendo nós frutos deste planeta, também sofremos e vivemos da mesma maneira a influência das estações.

VERÃO: Fogo, Coração, Alegria, Vermelho, Amargo.

OUTONO: Metal, Pulmão, Tristeza, Branco, Picante.

INVERNO: Água, Rim, Medo, Negro, Salgado.

PRIMAVERA: Madeira, Fígado, Ira, Verde, Ácido.

O quadro acima mostra as relações observadas dentro de um ciclo de gerações envolvendo estações, elementos, órgãos, emoções, cores e sabores. No verão, todos os tipos de padrões corporais movem as suas energias em direção ao YANG MÁXIMO.

Isto influência o corpo, o pensamento e os atos. No verão, a nossa tendência é de sairmos de casa. Vestimos roupas coloridas, ficamos mais coloridos, bronzeados, quentes e expansivos. Existe um clima de alegria no ar. É a expansão, um movimento YANG.

No inverso todos os tipos de padrões corporais movem as suas energias em direção ao YIN MÁXIMO. Existe uma tendência á introspecção, interiorização e os movimentos de criação se fazem em ambientes mais fechados. Há ainda uma tendência à tristeza, depressão. É a contração, um movimento YIN.

O tempo muda, nós mudamos. Em clima úmido, ficamos inchados, em clima seco secam-se as nossas narinas, pele e mucosas. Umidade, temperatura, pressão e vento nos invadem de forma sutil e profunda, deixando-nos vulneráveis a diferentes situações de desequilíbrios físicos e emocionais.

Falo por vezes de cinco estações porque na verdade o fim do verão pode ser visto como uma estação à parte, abafada, muito úmida, diferente dos primeiros setenta dias de verão. A umidade desta quinta estação nos penetra e nos deixa mais inchados, dispersos na forma corporal e na atenção, mais sujeitos a varizes, preguiça e vontade de comer doce.

Se soubermos lidar com condições desfavoráveis que colaboram para o desequilíbrio, nos desequilibraremos menos.

Dentro da visão energética, a cada estação devemos energizar e limpar determinados órgãos e funções. Na primavera devemos cuidar do fígado, evitando alimentos mais ricos em toxinas, produtos animais, e nos aproximando dos sabores ácidos das frutas frescas e dos temperos com limão.

No verão devemos cuidar do coração, evitando as gorduras animais e dando prioridade à ingestão de alimentos de sabor amargo como a acelga e a chicória, que refrescam o calor na superfície do corpo. No outono, a prioridade é para a limpeza das vias respiratórias e intestinos.

Para tanto são indicados os sabores picantes, que temos, por exemplo, no alho, cebola e gengibre. Os picantes fluidificam secreções respiratórias. Para limpeza dos intestinos são indicados os alimentos integrais, ricos em fibras. No inverno a regra é energizar os rins que, segundo a visão oriental, possui estreita relação com a energia sexual. Nesta estação devemos nos aproximar dos sabores salgados e dos alimentos vindos do mar . P. 36

NOSSO EQUILÍBRIO E NOSSOS CIRCUITOS

(Cap. 6, P. 42.). Uma pessoa equilibrada em relação às suas forças YIN e YANG apresenta: harmonia de formas; músculos saudáveis, bem irrigados; unhas e cabelos fortes, brilhantes; pele hidratada; faces coradas; olhos vivos; respiração tranquila; bom humor; faz planos de futuro; dorme bem e acorda bem disposto; tem bom apetite; tem urina clara; evacuações diárias, fezes pastosas, moldadas; está em harmonia com suas funções sexuais.

Infelizmente, a maioria de nós não apresenta este equilíbrio. O corre-corre, a competitividade, a insegurança afetiva, a poluição e a alimentação “prática”, desregrada, produto do próprio ritmo de nossos dias, acabam por nos desequilibrar.

Esse desequilíbrio nada mais é que o excesso ou insuficiência de energia, em determinados canais, órgãos e funções. Para entendermos os mecanismos distintos que levam alguém a ser YIN GORDO ou YANG GORDO é preciso levar em conta a existência de nossos circuitos elétricos.

Grosseiramente podemos ver o nosso corpo envolto por um envelope de pele recheado com músculos, sangue e ossos, movendo e funcionando à custa de energia. E esta energia damos o nome de vida.

Um corpo morto há minutos apresenta todas as estruturas que apresentamos, mas não funciona, por falência total de todos os seus circuitos energéticos. Hoje podemos comprovar, a partir de fotografias, a existência de campos magnéticos dentro e fora de nossos corpo.

Algumas pessoas mais sensitivas conseguem visualizar a ponto de descrever a cor e a densidade de nossa aura, que nada mais é do que a energia que envolve a matéria.

Radioisótopos injetados em um ponto de acupuntura tendem a seguir o trajeto do canal em que se encontram, contrariando por vezes o sentido do caminho seguido pelas fibras nervosas ou dos vasos próximos a este ponto. Os canais são como avenidas de energia que cortam o corpo, de alto a baixo, em todas as suas camadas.

Na China antiga as pessoas procuravam os seus médicos na entrada de cada estação. A medicina chinesa é essencialmente preventiva. Quando falamos de prevenção, no Ocidente, logo pensamos em vacina e rede de água e esgoto, que também são fundamentais. Mas existe um outro lado de responsabilidade que não cabe ao Estado e sim ao indivíduo. Prevenir doenças depende sobretudo do indivíduo, da prática de exercícios físicos e respiratórios, da alimentação correta e da realização profissional e afetiva. Dificilmente tem infarto aquele que se exercita regularmente, come de forma saudável, trabalha com prazer e é feliz no amor. Pessoas que se cuidam de verdade, costumam morrer de velhice, durante o sono, sem agonia ou dor. É como uma vela que se apaga e não como uma que cai, se quebra e apaga.

O GORDO FRIO E O GORDO QUENTE

(Cap. 7, P 44) Dois tipos de constituição física têm tendência a tornarem-se obesos: os úmidos quentes e os úmidos frios. Pessoas com constituição quente-seca nunca pesam mais do que devem, não importa o que ou quanto comam. É um grupo praticamente livre de obesidade.

Um galo é uma criatura típica da constituição quente-seca, e podemos observar que apesar de alimentar-se da mesma forma que as galinhas, estas últimas é que têm tendência de engordar.

Só a comida não pode ser responsável pela obesidade. È somente quando certos alimentos são consumidos por certas pessoas é que ocorre a obesidade.

A meta do emagrecimento é fazer com que as pessoas aproximem-se da constituição do tipo seco e quente. As pessoas com excesso de peso usualmente apresentam um excesso de umidade que está mais para YIN ou mais para YANG.

Nota

Os interessados na conclusão dos ensinamentos do livro do Dr. João Luiz Curvo de Almeida que nos autorizou reproduzir este importante assunto devem adquirir a obra que traz diversas receitas na dieta que melhor emagrece o YIN GORDO (GORDO FRIO) E O YANG GORDO (GORDO QUENTE).

O livro “ a Dieta do Yin e do Yang: O Gordo Quente e o Gordo Frio” do Dr. João Luiz Curvo de Almeida, Editora Rocco, 1993, representa ou apresenta como uma continuação da MACROBIÓTICA, assunto que relendo estamos publicando. Para mim, foi uma coincidência fantástica.

Adquirido em 01/08/2013 na livraria Leitura, rua Carioca no Rio de Janeiro foi uma descoberta importante pelas informações atualizadas sobre nutrição, alimentação e a maneira pratica de evitar e controlar o excesso de peso.

A obesidade hoje é considerada uma epidemia que se alastra como doença pelo mundo afora, de difícil controle. Por isso, fomos motivados a solicitar a autorização para reproduzir trechos desta importante obra visando divulgar o livro e seus preciosos ensinamentos sobre a natureza dos alimentos, do clima, das ondas, das cores, do YIN e do YANG.

Assim agradecemos ao Dr. João Curvo pela oportunidade concedida, visando a saúde dos que lendo, se interessem pela prática das informações que reproduzimos.

                                                                                  Ruy Gripp – 04-09-2013

Posts Relacionados

Deixe uma resposta