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História Completa do Surgimento do Calendário

Em “História do Calendário” da Coleção A Série Prisma, Brasil em Cores – Edições Melhoramentos, de 1976, Hernani Donato encontramos:

“Apresentação –A rigor, não há um só momento em que o Homem esteja livre das preocupações ou das limitações que o tempo lhe impõe.

Isso, não só com referência a um breve giro de relógio ou com a sugestão de uma folhinha sobre a mesa. Tudo, e sempre, fala do Tempo que se escoa sem avanço e sem atraso, mostrando-se, fazendo-se sentir no amadurecimento dos frutos, na ida e vinda do calor e do frio, da chuva e da estiagem, no montar e descer das marés, na infância que se torna juventude e na velhice que tateia a morte, na patina que recobre os muros e oculta os mármores consagratórios, na memória que vacila, nos retratos amarelecidos, nos sonhos olvidados, no vinho que sazona e na canção que se perde a distância!

O Homem não pode fugir ao sacrifício que o tempo lhe exige. Para não perder esse encontro fatal com o fugitivo criador – destruidor, esse mesmo Homem passou toda sua historia criando sistemas, construindo aparelhos, conferindo dados, apelando para os astros no esforço de conhecer, medir, controlar e se possível … prender o esguio, o inexorável aliado e inimigo, auxiliar e carrasco – o Tempo!

Esse livro pretende ser um esboço da Historia dessa tentativa jamais concluída, nunca satisfatória e sempre renovada, como o demonstrou a necessidade de retirar um segundo ao dia de 31 de dezembro de 1977 para assim, dentro da escala TUC (Tempo Universal Coordenado) corrigir o atraso consequente à verificação de que o planeta vem girando mais devagar em torno do seu eixo. Enquanto houver homem e houver tempo, haverá luta entre eles. Que pode haver de mais insano, heroico, insondável no destino humano?

O TEMPO APRESENTA-SE AO HOMEM.

Nos laboratórios, nas atividades espaciais e nos campos esportivos lutas-se por frações de segundo. No comércio, contam-se os dias e as horas. No campo, as colheitas e o plantio traduzem semanas, quinzenas e meses. Os que estudam prendem-se a semestres. O ano a todos interessa. Os sábios debruçam-se sobre os séculos, pesquisam os milênios, revolvem as eras…

O conhecimento de que o Tempo existe e deve ser medido seria bastante para sobrepor o homem ao animal. Mas, quando foi que ele teve conhecimento dessa existência e como procurou servir-se dela?… Essa pergunta obriga a outras. Como terá evoluído o processo de conhecer e regular a passagem do Tempo?…Que processos e instrumentos usaram os diferentes povos, nas diversas idades?…

É o que pretendemos explicar nas páginas seguintes. P 6.

Foi a muitos milênios. As impressões do mundo ambiente deram ao homem a noção de obediência a uma ordem superior, independente da sua vontade, alheia à força do seu cacete, indiferente à destreza do seu braço, e maior… muito maior do que a sua persistência!

Acima e por vezes contra os seus desejos e necessidades, a noite ocultava o dia, o Sol afastava o sono, as marés montava e vazavam, as flores abriam e murchavam, as crianças tornavam-se jovens e os adultos chegavam à decrepitude! Algo de poderoso, incontrolável, eterno, impiedoso, governava o ciclo da vida humana! Era preciso conhecer essa força ao mesmo tempo amiga e adversa, palpável e invisível—o Tempo.

Mas o mesmo Tempo não era igual para todas as criaturas, interessadas em conhecê-lo. Ao sofredor parece mais cruel e longo do que ao satisfeito. Logo compreenderam que não podiam domar o Tempo com os seus recursos minguados. Nem poderiam pedir que o fizessem as coisas mutáveis do seu mundo imperfeito: as flores, os bandos de aves migradoras, os animais fugidios, a água que subia e minguava nos rios e lagos, a primavera e o inverno de chegada e duração irregulares. Muitos povos primitivos e tribos segregadas em nossos dias registraram seus fatos principais—“registro do inverno longo”– nas cascas das árvores, nas pedras. Sabiam ser aquele um método falho. E não havia essa coisa alguma de preciso, imutável? Nenhum movimento uniforme, perpetuamente igual? Havia. Não na terra, ao alcance da mão, mas no céu: –os astros.

astrosOS ASTROS – E foi para os astros que o homem se voltou a fim de pedir um processo, uma medida para conhecer e controlar o Tempo. Os astros eram velhos conhecidos. Já no livro sagrado Gênesis I, 1-2, 4a, a descrição prodigiosa do Hexaemeron ou seja a obra dos seis dias da criação do mundo (hex= seis; hemera- dia; érgon – obra) ensinava aos crentes que no quarto dia , ao criar três categorias de astros (Sol, Estrelas e Lua) Deus lhes confiara três missões: iluminar a Terra, distinguir o dia da noite e marcar as porções de tempo. No Alcorão, bem mais próximo de nós, temos que “Alá criou a Lua e apontou para as suas casas, pare que os homens pudessem conhecer o número dos anos e a medida do tempo”. E todos os povos primitivos contam o mesmo em seus livros sacros.”

“Dos astros vinham-lhe a luz e a treva, o frio e o calor, a esperança e o medo. Deles viriam também os dias, as semanas, os meses e os anos. Cada medida nascia por sua vez, com cálculos, instrumentos e métodos próprios. Uma história diferente para cada uma.

noite e diaO DIA e a NOITE- As exigências da vida naqueles primeiros momentos da espécie não eram muitas, embora fossem graves. Só o imediato valia: o comer, o beber, o dormir, o ir e vir, a melhor ocasião para a pesca, o momento em que os animais desciam aos bebedouros…

Desse modo, ligado tanto ao claro como ao escuro por tantos interesses repetidamente sentidos e resolvidos, o homem verificou que entre o mínimo de dois períodos de trevas mediava um espaço claro dedicado ao trabalho, à caça, à vida exterior, e entre dois períodos de luz um espaço escuro de sono, sustos, medo, fronteiras quase da morte! Eram o dia e a noite.

É certo que, durante milênios, o homem se contentou com separar a luz das trevas, o Sol da Lua. Dos mistérios de sua origem, ele emprestou à noite uma população tenebrosa de coisas e criaturas malfazejas. Das necessidades de sua carne e de seu espírito cedeu ao dia as galas e as vitorias. Durante muito tempo o homem amou o dia e receou a noite.

Por consequência, não só a vivência popular, mas as entidades responsáveis – Governo e Igrejas, p. ex.- reforçam a crença de que tudo quanto se relacione com a Lua é mutável enquanto a precisão, a regularidade são atributos do universo do Sol. A Igreja Pré-medieval admitiu e mesmo adotou o calendário lunar para fixação das Festas Móveis. Entre estas, a da Páscoa. Já o calendário solar ou Martirológico foi utilizado para a datação das Festas Fixas e para o registro dos sucessos consideráveis.

O DIA – É base de todas as medidas do tempo. Para alguns povos foi calculado de aurora a aurora e para outros significava o espaço intercalado entre dois crepúsculos vespertinos. É quase dos nossos tempos o dia legal e geográfico, que principia à meia-noite. Para astrônomos e navegantes, começa ao meio dia. P 10

Mas, no amanhecer do mundo, os nossos avós fizeram algo importante: sem saber com o que lidavam, estabeleceram a duração do movimento de rotação da Terra, quando criaram o dia e a noite. Isso é ainda o dia em linguagem moderna: o tempo que vai entre duas passagens do Sol pelo mesmo meridiano. Isso também quer dizer que o dia solar não é igual para todos os lugares e todas as estações. De fato, varia, obrigando os sábios à criação do chamado dia solar médio que é um remendo naquela diferença. Mas a disciplina do universo é mais rígida do que quanto pôde criar até agora o engenho humano. Portanto, nem com a criação do dia solar médio se chegou a uma regularidade completa. Assim, quando o Sol cruza o meridiano de um certo lugar, marca o meio-dia nessa região. Quer isso dizer que nas regiões imediatamente vizinhas são onze e treze horas respectivamente e assim por diante. À frente do Sol ficam as horas da manhã e atrás dele as horas da tarde.

FUSO HORÁRIO– A abençoada teimosia do homem em perseguir a verdade e a perfeição, resultou na convenção dos fusos horários. O globo terrestre foi dividido em 24 horas ou fusos, valendo cada um deles 15º. No interior de cada fuso vigora uma determinada hora legal. Antes dessa convenção, a hora legal dos diferentes países era determinada pela sua capital. Em 1911 a Inglaterra, Alemanha, Portugal, Áustria, Hungria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Itália, França, Noruega, Japão, Suécia, Suíça, Turquia, Holanda, etc, aderiram ao sistema propostos dos fusos horários. O ponto de partida aceito foi o meridiano de Greenwich – famoso observatório astronômico nas proximidades de Londres. P 10

Dessa forma, segundo a posição relativa de um território e a sua extensão no sentido leste oeste, assim são determinados os seus fusos horários e a sua hora legal. O Brasil, por exemplo, possui terras em quatro fusos. Assim:

Fuso horário em relação a Greenvich – 2 horas nas Ilhas Fernando de Noronha e Trindade; 3 horas no Maranhão, Piauí, RGN, AL, SE, BA, ES, RJ DF, SP, SC, RGS, AP,MG e parte do Pará..; 4 horas em Mato Grosso, Rio Branco, e parte do Amazonas; 5 horas no Acre, Guaporé e outra parte do Amazonas.

Essa diversidade de hora legal faz com que ao meio-dia de Brasília corresponda a seguinte marcação nos relógios de outros países e localidades:

Dividir o dia…uma necessidade – A essa altura puderam dividir o período de luz em quatro partes: do nascer do Sol às nove horas, das 9 horas até às 12, das 12 às 15 e das 15 às 18 . Eram contadas as frações de horas. Assim: a hora nona abrangia a décima e a undécima”. Até a P. 14 da Historia do Calendário.

Nota- Pretendemos continuar com este importante histórico, pois interessa a todos: homens e mulheres, jovens e adultos, mas ainda pouco divulgado em sua real profundidade para uma correta compreensão.

“A noite. Sua divisão – Para os primeiros homens, a noite era o reinado do terror. O gênio do mal dominava a escuridão o que obrigava o homem a não pronunciar certas palavras que pudessem chamar o maligno. Gregos e romanos consideravam a noite filha do caos. Mais ainda, irmã e esposa de Êrebo – a personificação das trevas infernais. Seus filhos só mereceram do homem horror e medo: Moira (o destino), Átropos (a morte), Hiponos (o sono), a Miséria, as Parcas, as Hespérides, Nemesis, Apaté (a fraude), a Concupiscência, a Velhice e a Discórdia. P 13

Na evolução do mundo, chegou a vez dos sumerianos, dos egípcios, dos hebreus – os pais dos povos civilizados. Preocuparam em ganhar a noite também para as viagens, as conquistas, os divertimentos e o trabalho. Para domina-la, dividiram -na em períodos iguais de três horas cada uma. A primeira parte começava ao escurecer e a quarta findava ao nascer do Sol. O proveito maior dessa divisão coube aos exércitos, marinheiros e pastores, pois era ao fim de cada uma delas que se substituíam os vigias e os guardas. Foi bem por isso que tais divisões acabaram por se chamar: vigílias.

O dia e a noite estavam, pois, dominados no seu andamento.

Nascem outras medidas: a hora, o minuto e o segundo…

A SEMANA – P 19 O dia foram ensinamento do Sol. A semana sê-lo-ia da Lua. Pois a vida ia se tornando sempre mais complexa e para satisfazer as necessidades que ela impunha aos homens faziam-se necessárias novas e maiores medidas do que se transpunha entre dois crepúsculos matinais.

luaA Lua, uma boa vizinha – Nenhum outro astro, depois do sol, impressionava tanto o primitivo como a lua. Estava próximo o bastante para se tornara vizinha, confiante, conselheira às vezes. Ela não o substituía a rigores igual aos do Sol no verão, não se afastava como ele longas temporadas de inverno. À noite era companheira de vigia das patrulhas, dos marinheiros, dos pastores. Aos viajantes desvendava os caminhos ensombrados (e o homem primitivo era um peregrino). Percebiam-na favorecendo o germinar das sementes, intumescendo as ondas as ondas dos rios, dos lagos e dos mares. Acreditavam ainda que influísse no sexo dos nascituros. Enfim, participava ativa e diariamente da vida dos homens. Entre alguns povos, tinha lugar nos altares e recebia honras de deusa. Mas todos se serviam dela, e todos lhe dirigiam pedidos.

Além do mais , na própria periodicidade das suas quatros fases, aparecia como exemplo de regularidade no mundo instável de então. Os rios cresciam, minguavam ou mudavam de curso sem prévio aviso. Irregulares eram também todos os acidentes geográficos e os incidentes naturais que os cercavam. Só a lua não variava além dos limites das sãs fases: nova, crescente, cheia, minguante e outra vez nova e crescente…

A Lua ensina – Disposto a encontrar a medida faltante pra espaços de tempo superiores ao dia, o homem contou quantos dias a Lua demorava em cada fase. Marcou-os e guiou-se pelo número deles na realização de todas as empreitadas que coubesse naquele espaço de tempo. Eram set os dias de cada fase, aproximadamente. E por isso, a certa altura, esse período recebeu o nome de septimana. Caldeus, babilônicos, judeus e egípcios procederam assim, com maior ou menor aproximação. Mas foi só no ano de 325, durante o Concílio de Nicéia, que a semana TVE legitimada a sua duração de 7 dias. P. 20

O batismo dos dias teria nascido dessa tendência natural do povo e sido precipitado ou reforçado pela verificação de que com isso a contagem do tempo ganharia em exatidão.

Foram os mesmos deuses que dirigiam minuto a minuto o viver humano os que batizaram os dias da semana postos sob a sua proteção. O maior dos astros, o pai da vida, o mais visível, era o Sol. Portanto, a ele coube o primeiro dia, tributo a sua majestade. O segundo, sem qualquer duvida deveria pertencer à Lua. Marte, o senhor dos instintos belicosos, fiador dos destinos de Roma, recebeu a homenagem do terceiro dia. O quarto coube a Mercúrio, protetor do progresso, do comércio bem sucedido, da ganância recompensada. Júpiter mereceu o quinto. Vênus o sexto e Saturno o sétimo e último.

O primeiro dia era, portanto, o mais importante. Assinalava a oportunidade das oferendas aos deuses e dos sacrifícios propiciatórios. Tal ordem de valores iria vigorar até o advento do cristianismo, pois o seu ensinamento de que Deus fez o mundo em seis dias, e descansou no sétimo, estabeleceu este último dia da semana como sendo o do Senhor, e portanto o dia de render graças e de repousar.

Perpetuação dos nomes – Roma levou este costume a todos os pontos do mundo conquistado pelas suas legiões e submetido às suas leis e usanças. Cedeu-o também a todos os países influenciados. Não há povo no ocidente que adote outro sistema de intitular os dias da semana.”

“A história dos dias da semana – É bom que nos detenhamos neste assunto, porquanto nem todos os povos usaram ou usam os mesmos designativos.

Domingo- Primitivamente, o “dia do Sol”. O astro-rei era tudo para o homem primitivo. Espantava as trevas, aquecia os membros entorpecidos, sazonava os frutos, amadurecia as colheitas, trazia para fora dos seus covis as peças de caça, amornava as águas para o passeio dos cardumes. Sem ele no céu, reinava nos corações humanos o pavor pelas sombras e o temor da morte chegava nos azares das tempestades. Era forçoso amar e respeitar, até ao temor aquela força infalível, poderosa. O sol era deus. A ele cabiam as primeiras oferendas e homenagens. Assim identificado com Deus, o seu dia passou a ser entre os latinos, o dia do Senhor, isto é, o dia dedicado à Suprema Majestade. Desse “Dies Dominica” ou “dia do Senhor” surgiu o nosso domingo, dimanche dos franceses, o domenica dos italianos. Mesmo entre os povos mais cultos, que medem do mesmo modo pelo qual medimos os dias da semana, o domingo lembra o culto ao Sol. Exemplos? Em alemão diz-se Sonntag, em inglês Sunday, ambos significando “dia do Sol”

O primeiro a chamar Domingo, isto é, dia do Senhor a um dia da semana foi São Justino, fundador da primeira escola cristã em Roma, onde veio a ser martirizado em 165. O Concílio de Elvira, no ano 300, punindo com excomunhão quem faltasse à missa em três domingos sucessivos como que oficializava o domingo cristão, já de uso nos três séculos precedentes. O descanso dominical sofreu muitas alternativas e até foi condenado pelo Concilio de Orléans antes que um edito de Constantino proibisse o trabalho a algumas classes liberais.

Dia da Lua (Segunda-feira) – Depois do Sol e sempre no céu, a Lua era a impressão mais forte recebida pelo homem. Influía nas marés, no plantio, no corte das madeiras, talvez mesmo no nascimento das criaturas. Tão poderosa e influente nos destinos humanos que a imaginação dos primitivos tê-la também ser Prosérpina, a rainha dos infernos, e Diana, deusa solitária e caçadora. Com todas as honras, por tanto, coube-lhe um dia da semana.

Dia de Marte (Terça-feira)- Na escala dos poderes que governavam céus, terras e criaturas humanas. Marte pontificava. Era o senhor da guerra e, portanto, dos destinos das nações e dos povos. Em Roma, onde lhe deram um mês inteiro (março), esse astro era invocado quando se decidiam as guerras e recebia ações de graças, depois das jornadas vitoriosas…

Dia de Mercúrio (Quarta-feira)- Mercurii verbo latino que traduzimos por comerciar, mercadejar, ligou-se a Mercúrio, deus do comércio,, dos viajantes e dos …ladrões! Apresentava-se armado com uma vara de duas serpentes, e era positivamente aigo da rapidez e do voo, pois, além de ter asas nos pés, usava um chapéu alado. Mensageiro e arauto de Júpiter, protegia os negociantes e os seus negócios; operações e criaturas essas tão importantes em todos os tempos e lugares que, por fim, alcançaram para o deus a consagração de um dia da semana.

 Dia de Júpiter (Quinta-feira). Jeudi, jueves ou giovedi – origina-se de Júpiter (jovis dies), honraria ao pai dos deuses pagãos, comandante dos ventos e das tempestades, cujas mãos dirigiam os raios e liberavam os estrondosos passeios dos trovões.

A ideia quase necessária de homenagear e assim aplacar um deus totalmente poderoso esteve presente também no espírito de vários outros povos. Donnerstag (dia de Donner, o trovão) é a quinta-feira dos alemães. P 24

Ciclo da água da Terra e da Atmosfera- P 50 Os mais comuns aspectos do tempo, como as chuvas, as nuvens, a neve e o nevoeiro verificam-se quando, por causa do resfriamento, o vapor de água no ar se condensa numa forma liquida e, por vezes sólida. O vapor de água, embora seja em quantidade apenas um pequeno constituinte da atmosfera, é o mais importante no que se refere ao tempo.

O vapor de água alcança o ar por evaporação dos oceanos e, em menor quantidade, também dos lagos e rios. A vegetação em crescimento ativo também liberta uma boa quantidade de vapor de água de suas folhas, sendo esse vapor extraído da umidade do solo, através de suas raízes. Esse processo é chamado transpiração. A água evapora-se principalmente das partes mais quentes dos oceanos e das florestas tropicais. Esse vapor é transportado para cima e levado pelos ventos até penetrar a totalidade da troposfera; os ventos levam-no, em especial, para os interiores das grandes massas terrestres. O vapor está sujeito a vários processos de esfriamento, que serão discutidos mais adiante, e, segundo a altitude e a temperatura, formará nuvens,nevoeiro, chuvas e outros tipos de precipitação.

A maior parte da água é devolvida à Terra, em última análise, como chuva ou neve. A chuva que caí no solo pode aprofundar-se para provocar umidade no solo que volta ao ar,mais tarde, através da transpiração ; ou que alimenta as nascentes de água. Poderá, também, permanecer na superfície, dando origem a pequenos riachos que se combinam para formarem rios, com ou sem lagos, esse processo chama-se escoamento. A maioria das águas nos rios e lagos acabam sempre por correr para o mar. P. 51

Nota – Do livro  ““História do Calendário” da Coleção A Série Prisma, Brasil em Cores – Edições Melhoramentos, de 1976, Hernani Donato.
Ruy Gripp- 05-09-2012

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