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Obesidade – Dieta, A Vitória do Bom Senso

A revista Veja de 12-09-12 trouxe excelente reportagem de Adriana Dias Lopes e Natália Cuminale sobre a maneira prática, simples, barata e eficiente do obeso, a pessoa com excesso de peso, emagrecer e se manter em seu peso ideal. Vejamos na transcrição abaixo, da p. 84:

“Como já se sabe, os regimes restritivos demais fracassam. Só emagrece e se mantém magro quem come de tudo um pouco – e tem gente ganhando dinheiro com o óbvio. Neste exato momento, 50 milhões de brasileiros fazem algum tipo de dieta, em guerra contra a balança.

Em apenas dois meses, contudo, metade terá abandonado os esforços por uma silhueta mais alinhada e uma vida mais saudável. Outros quatros meses, e uma pequena parte (somente 2%) continuará firme e forte no ingrato propósito de perder os quilos em excesso. Preguiça? Falta de força de vontade?

“A maior parte das dietas que a imensa maioria das pessoas se propõe a seguir é radical demais, muito restritiva, e por isso não funciona”, diz o endocrinologista Freddy Eliaschewistz, diretor do Centro de Pesquisas Clínicas (CPClin). É assim desde a década de 70, quando o cardiologista americano Robert Atkins condenou os carboidratos e incensou as proteínas (leia-se comidas gordurosas) como aliadas dos corpos esbeltos.

Depois dele, vieram os programas de Beverly Hills e seu cardápio à base de abacaxi (e aftas). Em seguida, surgiu um tal de doutor Ornish, com a redenção das massas e pães integrais. Ah, e apareceram também os regimes da Lua, do tipo sanguíneo e, mais recentemente, da princesa. Bobagens em série. “A única maneira de perder peso de forma duradoura e saudável é comer de tudo um pouco, sem radicalismo”, completou Eliaschewitz.

A dieta ideal é a do bom senso, aquela que nossas avós recomendam desde sempre. À primeira vista, parece simples, mas há quem se perca no momento de definir as porções exatas.

Para muitos, uma colher de sopa de arroz ou uma fatia média de pizza não são informações suficientemente precisas. A colher pode ser cheia? Quão médio deve ser o pedaço? Para navegar no mar de dúvidas, dois americanos bronzeados da Califórnia descobriram o ovo de Colombo.

O personal trainer Steven Kates e o cineasta Myles Berkowitz estão engordando suas contas bancárias ao vender o óbvio: medidores para os adeptos da sensatez alimentar. Batizada de Lifesize, a feiosa traquitana vem com oito recipientes – para carboidratos (batata frita, arroz e massas), pratos picantes (comida chinesa ou indiana), assados (quiche, bolo e brownie), carnes (vaca, frango, peixe, pato e nuggets), laticínios (derivados do leite), petiscos (de homus a marshmallow), extras ( geleia, maionese, manteiga, e croutons) e líquidos.

Os medidores devem ser utilizados nas três principais refeições diárias. Há um grupo de alimentos que pode ser consumido à vontade. É o caso de frutas, vegetais condimentos como ketchup e mostarda (sim!) e, pasmem, açúcar e sal.

Lançado há um ano como uma tola coleção de pontinhos, o Lifesize virou sucesso popular. Pagam-se 93 dólares pelos medidores associados a três DVDs que explicam o método, além de uma tabela que deve ser colada na parede e mostra os itens que integram cada um dos grupos alimentares do Lifesize.

“Queremos livrar as pessoas da obsessão de contar calorias “, disse Berkowitz a Veja. A evidente recomendação do Lifesize não é o que se come, mas quanto se come. No último ano, foram vendidos cerca de 7.000 kits da invenção – só nos Estados Unidos e Canadá, já que, por enquanto, não há como distribuir o produto em outros países. Em breve, a dupla de empresários pretende lançar um aplicativo para Smartphone com fotos das quantidades sugeridas pelo divertido programa.

O Lifesize começou a nascer há cinco anos, quando Kates e Berkowitz foram apresentados por um amigo comum.

Acima do peso, o cineasta Berkowitz pediu conselhos ao magérrimo e tatuadíssimo (um rato morto no pescoço, inclusive) personal trainer. Kates sugeriu a mera diminuição de quantidades, mas nadinha de privação.

O cineasta duvidou da proposta, mas seguiu o conselho e – mágica- emagreceu. Houve ideia de escrever um livro, mas decidiu-se por algo mais palatável. Novidade alguma, a não ser a inteligente sacada. “Determinar o tamanho das porções dos alimentos com base nesse sistema é o mesmo que medi-las com colheres, xícaras ou copos” diz o endocrinologista António Carlos do Nascimento.

É dura a vida em busca da esbelteza. Depois de dois ou três meses, as dietas restritivas demais estão fadadas ao fracasso não somente por causa da redução do consumo de calorias, mas, também porque apregoam a eliminação de um grupo alimentar inteiro do cardápio.

É evidente que uma pessoa acostumada a comer um chocolate no meio da tarde tem muito mais chance de seguir uma dieta que lhe permite continuar a desfrutar seu doce do que um regime em que ela é incentivada a trocar o chocolatinho por sementes de girassol ou damasco seco.

Não há quem aguente passar muito tempo à base somente de salada com filé de frango grelhado. A explicação está nos mecanismos de defesa da espécie. O apetite está associado à produção do hormônio grelina.

Sintetizada no estômago, a substância tem seus níveis naturalmente elevados diversas vezes ao dia, sobretudo antes das refeições. Quando a restrição é de pelo menos 600 calorias do total ingerido diariamente ou quando o exclui toda uma categoria de alimento, o organismo entra em estado de muita, mas muita fome.

Nessas condições, cai a produção de outro hormônio essencial ao sucesso de um programa de emagrecimento, a serotonina, a substância do prazer. Por isso, a possibilidade de comer de tudo, embora menos, nos faz sorrir e acreditar que existem dietas agradáveis”.

Nota – Entrevista reproduzida da revista “Veja”, de 12-09-12, P. 84/ 85 tendo em vista contribuir na divulgação de uma dieta recente, lançada nos Estados Unidos que certamente esta revolucionando a maneira de combater o mal do século: A OBESIDADE OU EXCESSO DE PESO, POR EXCESSO DE CALORIAS DA ALIMENTAÇÃO DIÁRIA.

Ruy Gripp – 20-10-12

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