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Peixe – Bom pro Coração e Cérebro

Com o titulo “Comer Peixe É Fácil” a revista Seleções de agosto/2010 trouxe importante estudo por Timothy Gomes que informa: “O peixe faz bem para o coração e protege o cérebro. Por que, então, ele não está no alto da sua lista de compras? Veja aqui dicas para amar cada garfada deste alimento perfeito.

Há anos somos informados sobre os benefícios do peixe. Mas parece que o consumo de pescado no Brasil é apenas 5% do total do consumo de carnes: os brasileiros comem cerca de 7 quilos de peixe por ano. E por que isso acontece?

Dizem que os pescados trazem amplos benefícios à saúde, mas também que alguns peixes contêm teor elevado de toxinas; nos perguntamos, então, se aqueles filés brilhantes do balcão da peixaria são realmente seguros. Sem falar no preço! O peixe é ameaça ou alimento milagroso? Para descobrir, examinamos indícios e conversamos com especialistas.

Benefícios abundantes.

Eis a principal razão para pesquisadores adorarem peixe: ele combate a maior causa de mortes no Brasil, as doenças cardiovasculares. De acordo com o Ministério da Saúde, o peixe deve compor o cardápio de uma alimentação balanceada, sendo recomendada a ingestão de uma porção por dia. E de preferência, cozido, grelhado ou assado.

Essa proteção à saúde cardiovascular se deve ao óleo de peixe, a mais rica fonte natural de ácidos graxos ômega-3, que regularizam o ritmo cardíaco, baixam o nível de triglicerídeos que entopem as artérias, parecem reduzir a inflamação crônica dos vasos sanguíneos e produzem uma pequena queda da pressão arterial.

Mas não é só o coração que se beneficia com os frutos do mar. O cérebro também. Quem come peixe sofre menos AVCs (acidentes vasculares cerebrais), e, em alguns estudos, o risco cai 40%.

Cada vez mais indícios mostram que os ácidos graxos ômega-3 melhoram o funcionamento cotidiano do cérebro. Um estudo americano de 2007, com quase 12 mil grávidas, verificou que os filhos de mães que ingeriram mais de 340 g de peixe e frutos do mar por semana durante a gravidez tiveram seis pontos a mais nos testes de QI (Quociente de Inteligência) do que os filhos de mães que ingeriram outros alimentos.

Quanto aos adultos, um estudo sueco descobriu que rapazes que comeram peixe mais de uma vez por semana tiveram pontuação 11% maior em testes de QI do que os que raramente comiam. E, na velhice, parece que quem come peixe tem menos probabilidade de desenvolver demência.

Além de manter o físico em forma, as pesquisas indicam que quem consome óleo de peixe regularmente (por meio de alimentação ou de suplementação) tem menos probabilidade de ficar deprimido.

Talvez a razão seja que os ácidos graxos ômega-3 elevam o nível de serotonina e de dopamina, duas substâncias químicas do cérebro que atuam na depressão, como diz o Dr. Joseph Hibbeln, que estuda os benefícios cerebrais do peixe nos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos. Segundo ele, parece que ômega-3 diminui o nível das substâncias químicas do cérebro que nos deixam ansiosos e estressados.

Como Adorar Frutos do Mar. A ideia de preparar frutos do mar assusta? O filé de peixe de algum restaurante da infância lhe deixou um gosto ruim na boca? Eis as principais objeções aos frutos do mar e como contorná-las.

A)- Não gosto do sabor. Essa é a principal razão de quem evita pescados. Mas talvez o verdadeiro problema seja que você só provou peixes que não combinam com o seu paladar. Se não gosta do sabor forte do peixe, experimente a tilápia, que é suave e adocicada, como sugere Bruna Chamon, chef consultora da Sadia. Se bacalhau não tem mais graça, experimente o pirarucu, conhecido como o bacalhau da Amazônia”.

B) Preparar peixe é muito difícil. Existem algumas maneiras práticas e saborosas de se preparar peixes. Um método saudável e gostoso é levar os peixes ao forno embrulhados em pacotinhos ou trouxinhas de papel-alumínio, com temperos.

A cuscuzeira, uma cesta de bambu, também é uma boa opção para o cozimento a vapor, porque fica saturada com o liquido do cozimento – é possível cozinhar no vapor usando caldo de peixe, de frango ou de legumes em vez de água, e deixar o peixe mais saboroso. Essas cestas são encontradas na internet e em lojas de produtos asiáticos. O peixe faz bem física, mental e emocionalmente.

Nota – Reproduzido do artigo citado, Seleções de Agosto/2010 p. 80-85. Após esta rica motivação do valor do peixe para proteger o coração e o cérebro, evitando também os AVCs (Acidentes Vasculares Cerebral) muito comuns atualmente, pretendemos publicar uma serie de artigos sobre piscicultura: adubação orgânica e inorgânica dos viveiros, quantidade e qualidade das águas, controle do pH e da transparência. Sugerimos que recortem e reproduzam passando para outros estes assuntos técnicos sobre a piscicultura, cujo potencial em nossa região é imenso e precisa ser explorado, pois praticamente esta abandonado e esquecido.

Ruy Gripp – 30 -10-2010

 

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