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Romã – A Nova Fruta Medicinal

No jornal “O Globo” de 13-02-2011, no caderno de Ciência referindo à Saúde encontramos o artigo de Antônio Marinho com o titulo “ Romã: a nova fruta medicinal”

Diz: Estudo revela maior poder antioxidante que o vinho, e governo investe na produção. Resolvemos reproduzi-lo, dado sua importância e novidades que apresenta no valor desta antiga mas esquecida fruta, visando despertar nossos agricultores para o retorno da romã em nossas propriedades agrícolas. Assim, temos:

“Ela surgiu na região do sudoeste asiático, entre o Mediterrâneo e Irã, e, nos textos bíblicos, é associada às paixões e à fecundidade. Na crença popular nacional, atrai dinheiro.

Para pesquisadores, as sementes e a polpa da romã, o fruto da romãzeira, têm muito mais poderes: um alto teor de flavonóides (antocianinas) e outros potentes antioxidantes, como vitamina C, e ação de proteção contra o câncer.

Tanto que especialistas da Embrapa Agroindústria de Alimentos, em parceria com a Embrapa Semiárido, em Petrolina (PE), e a UFRJ iniciaram estudos visando melhorar a produção do fruto no Brasil e estimular o seu consumo entre os brasileiros..

E eles têm bons motivos para apostar nessa pesquisa. Estudos prévios, realizados na Universidade de Baroda, na Índia, já mostraram que a romã tem três vezes mais capacidade antioxidante que o vinho e o chá verde – tradicionalmente os mais incensados por tal característica.

E, apesar dos médicos ainda não recomendarem seu consumo para prevenir ou tratar doenças da próstata, inclusive o câncer na glândula, uma investigação da Universidade da Califórnia indicou que o suco de romã diminui a velocidade de aumento do antígeno prostático especifico, o PSA, um marcador para o tumor maligno. Segundo os primeiros resultados, a bebida ajudaria a reduzir a multiplicação de células cancerígenas.

Nessa pesquisa, apresentada há dois anos no Congresso Americano de Urologia, médicos acompanharam 48 pacientes por seis anos. Eles bebiam cerca de 240 ml de suco de romã por dia. Entre 15 a 60 meses depois, 60% dos pacientes apresentaram redução do PSA.

Isso é bem provável, afirma Regina Isabel Nogueira, coordenadora da pesquisa com a romã na Embrapa. Até porque as propriedades anti inflamatórias e vermifugas do fruto são conhecidas há bastante tempo:

— A romã pode ser considerada um dos melhores alimentos funcionais, isto é, além de nutrir, ela traz benefícios à saúde. È um potente antioxidante que auxilia na eliminação de excesso de radicais livres no organismo, as moléculas que em grande quantidade aceleram o envelhecimento e favorecem o aparecimento de doenças.

O problema é que há poucas áreas no Brasil, como o semiárido nordestino, onde o fruto pode ser cultivado em grande quantidade e com qualidade. Daí a importância do estudo da Embrapa. Os pesquisadores buscam produzir o melhor fruto – adaptado ao solo e ao clima brasileiro – entre espécies selecionadas lá fora, e usá-lo de diferentes maneiras. Tudo será aproveitado.

— Precisamos ver, por exemplo, se a atividade antioxidante encontrada no fruto cultivado aqui será tão boa quanto o produzido lá fora. Trouxemos espécies de diferentes países e estamos analisando vários aspectos. Por exemplo, algumas frutas são mais doces, outras nem tanto – diz Regina. – ainda não sabemos qual vai se adaptar melhor e terá o sabor mais agradável ao paladar brasileiro.

Consumo também em forma de suco

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A romã pode ser consumida em forma de suco (inclusive em pó). Já o seu óleo é obtido por prensagem das sementes. A pesquisa ainda prevê a opção de cristalizar a casca, expondo-a em contacto com a calda de açúcar para reduzir em 50% o teor de água.

Com isto, aumenta-se o tempo de conservação da fruta e seu peso e volume diminuem, gerando economia no custo de transporte, além de adocicar seu sabor levemente ácido. — Esse processo é simples e pode despertar o interesse de produtores. A romã poderá ser consumida de forma semelhante ao gengibre cristalizado — explica. — O mercado para produtos extraídos da romã é grande em todo o mundo.

Porém, in natura, ainda é um fruto caro para a maioria da população. Cerca de um quilo sai por quase R$ 15,00. Porém se conseguirmos uma boa mistura, de qualidade, o consumidor não precisará comprar tantos frutos para ter seus benefícios.

No Brasil, o chá à base de casca de romã tem sido consumido como antibiótico, mas isso ainda precisa ser mais bem pesquisado, assim como os benefícios de outras formas de preparo da fruta. Sementes, casca e polpa estão sendo estudados.

Romã um Santo Remédio

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Colesterol

Pesquisadores israelenses no Rambam Medical Center têm usado em tratamentos de pacientes cardíacos o suco da romã (incluindo casca, as sementes e a polpa) para reduzir as taxas de colesterol e a pressão arterial. Os dados indicam que a ação antioxidante e anti-inflamatória da fruta parece diminuir o estreitamento nas artérias que levam sangue ao cérebro. Os médicos estão otimistas.

Intestino

Um preparado com a raiz e a casca da fruta teria ação contra vermes. Inclusive a tênia, segundo alguns pesquisadores. Já as flores da romã servem para infusões contra a diarreia. E alguns autores sugerem que a infusão preparada com sementes maceradas da romã alivia a conjuntivite. Também o pó seco da casca de romã seria útil para acelerar a cicatrização de feridas.

Garganta

Alguns autores afirmam que a infusão preparada com a romã teria ação diurética e antiespasmódica com bons resultados também no tratamento de infecções da garganta e gengiva. Mas médicos alertam que não se deve fazer qualquer desses tratamentos sem consulta e por conta própria.

Sistema Imunológico

Pesquisas indicam que a romã fortalece as nossas defesas naturais, ajudando a prevenir gripes e outras viroses. Ela também reduziria a ação de germes que causam a candidíase.”

Nota- Artigo reproduzido do jornal “O Globo” de 13-02-2011. O nome científico da romã é “Punica granatum”, pois quando amadurece completamente na árvores, abre-se como uma granada lançada contra um objetivo sólido, expondo seu interior repleto de brilhantes sementes.

Ruy Gripp – 18-02-2011

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