Infraestrutura

Documentário Sobre Estradas e Carreadores

Estradas e carreadores em lavouras de café, na região de Manhumirim-MG, estão sendo construidos sem tecnologia, sem estudo prévio de locação, sem nenhum cordão em contorno ou estrada em nível que permita a boa conservação do solo e evite a erosão destruidora.

1) Estamos na MG-111, aproximadamente no km 105, a cerca de 3 km. de Manhumirim, nos imóveis do Sr. Paulo e Amaral, adquiridos e desmembrados recentemente da propriedade do Sr. Ataide Fontoura. Para plantar café, visando chegar com veículos no topo do morro, encontramos um serviço totalmente mal feito, pois sem nenhuma estrada em nível.

2) Aqui estamos no sitio Bom Jesus, na MG-l08, já no município de Martins Soares, pertencente a igreja católica. Como vemos, imóvel bem cuidado, bem arborizado, com instalações e acomodações para receber e promover encontros religiosos e cursos diversos sobre saúde, educação, desenvolvimento em geral. Lavouras tecnicamente implantadas. Mas ao lado, o vizinho abaixo, encontramos a estrada num imóvel de estreita faixa horizontal e longo de morro acima, com estrada em ziguezague sempre com grande declive, sem nenhum cordão de contorno ou estrada nivelada. Como segurar a águas das chuvas e evitar a erosão numa situação desta aí? O terreno foi danificado para sempre. Estamos a cerca de 6 km de M. Soares e 8 km. de Manhumirim, na MG -108 próximo da BR-262.

3) Estamos ainda na MG-108, no imóvel do Dr. Rubens José Dias, a cerca de 5 km. de Manhumirim. Aqui vemos uma exploração mista de seringueira associada ou consorciada ao cafezal, com cerca de 7 anos, já em 1º sangria na extração do látex para borracha natural. Também existe associação de várias outras espécies de madeira, com cafeeiros, como: vinhático, jequitibá, etc., uma boa experiência para a nossa região.

4) Retornando a MG-111, ligado ao perímetro urbano de Manhumirim, na propriedade do Sr. Moacir de Castro estamos focalizando o FREIJÓ, madeira de lei de ótima qualidade para moveis de luxo, crescimento reto e relativamente bastante rápida, com boa florada para apicultura. Fomos despertados para esta nobre espécie pelo Sr. José Vicente Furtado, apicultor, atualmente presidente do Sindicato Rural de Manhumirim. Segundo a literatura, ela substitui o carvalho americano para confecções de toneis para deposito e envelhecimento do vinho e aguardente.

4) Estamos em Manhumirim, próximo do cemitério local focalizando dois exemplares do FREIJÖ, e este maior possui cerca de 1,80 metros de circunferência, ou seja, 60 cm. de diâmetro.

5) Ainda próximo do cemitério de Manhumirim, focalizando a cerca viva do Sansão do Campo, hoje muito focalizada para muro ecológico, que segundo a propaganda, de formação rápida, 1.000 metros (1 km) fica no custo correspondente a 3 metros de muro de concreto. Ainda focalizando a cerca viva, agora no Pesque-pague do Jorcelino Knupp, a florada branca que produz um fruto (vagem, de leguminosa) com sementes pequenas, chatas, marron. Estamos focalizando o pesque-pague, fator importante para o desenvolvimento do ecoturismo e da piscicultura, em nossa região que tem no Parque Nacional do Caparaó a sua base maior de atrativo e visitação, mas que precisa ter nas cidades ao seu redor pontos para recepção dos turistas;

6) Focalizando novamente as estradas e carreadores mal locados, construídos sem tecnologia, sem planejamento, estamos na rodovia Rev. Cícero Siqueira, que liga Alto Jequitibá ao Alto Caparaó em direção ao P.N.Caparaó. Focalizamos a propriedade do Na (filho Sr. Genésio de Sá) e ao lado, bem próximo do campo de pouso de avião vemos o imóvel de Tavares / Rocha cujos carreadores sem nenhum cordão em nível certamente será um desastre para criar a erosão / vossoroca em poucos anos.

7) Outro exemplo de serviço sem planejamento. Imóvel de herdeiros do Sr. Antônio Gripp, Rubens Werner Gripp : vemos estradas sempre em desnível , com erosão acentuada , em lavouras de 2 a 3 anos.

8) Nosso objetivo é despertar para este fato: precisamos atacar este ponto negativo de exploração do solo sem buscar a tecnologia e planejamento para a conservação e produtividade do solo e das lavouras de café.

9) O objetivo deste documentário é de despertar nossos técnicos e autoridades em geral para este grave problema ecológico de conservação do solo, principalmente em pequenas propriedades recem-desmembradas, que principalmente de 3 a 4 anos para cá vem executando serviços completamente errados, sem tecnologia e sem planejamento. Fato agravado com a aquisição de tratores que são colocados na mão de tratoristas inexperientes. O agricultor diz: quero fazer a estrada até lá em cima. Ai, o único jeito do tratorista é sair ziguezagueando, fazendo rampas exageradas, produzindo cortes profundos no barranco, destruindo o solo pelo resto da vida. No lugar de evolução estamos regredindo, andando para traz. Um crime ecológico e ambiental. É termos nossa bela região dominada pela EROSÃO TIPO VOSSOROCA EM POUCOS ANOS. Um atestado de burrice. Isto nas vésperas de atingirmos o ano 2.000. O que fazer?

Ruy Gripp

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