Meio Ambiente e Reflorestamento

Irrigação por Gotejo – Baixo Custo Melhorando a Produtividade

Irrigação por gotejo com” Depósito da Água no Cume dos Morros” para utilizar com a pressão natural do desnível da queda da água em tubos plásticos de baixo custo.

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Açudes ou represas em áreas elevadas para acúmulo, conservação e distribuição de suas águas para irrigação por gotejo e também transferir para outros pontos elevados mais próximas. Isto visando a irrigação de áreas abaixo, mas por gravidade.

Atualmente, nas regiões montanhosas do Leste de Minas, centenas de hectares de terrenos permanecem abandonados ou com baixa produtividade em áreas de elevada declividade, exploradas com pastagens exauridas, desgastadas e improdutivas. Estas áreas poderão ser bem aproveitadas, exploradas principalmente com horticultura, conforme considerações abaixo:

1) Considerando que neste mês de novembro de 2014 vimos pela primeira vez o funcionamento de uma cultura de tomate com irrigação por gotejo em área de forte declive com as águas captadas de córrego mais acima, com alta pressão. Próximo da cultura a pressão foi abaixada e regulada por simples redutor de tubos plásticos, aparelho de baixo custo. Para o funcionamento correto e constante a pressão precisa permanecer entre 6 a 10 metros de desnível da coluna de água. Segundo os técnicos, o ideal esta em 8 metros de altura para haver uma distribuição uniforme. A altura da coluna pode ser medida com uma vara de bambu de forma simples e imediata; direcionando o jato de água para cima e medindo o que atingiu.

A cultura contava com cerca de 50 carreiras ou fileiras em curva de nível, funcionando a irrigação simultaneamente com uniformidade de vazão em cada fileira e em cada gotícula, do inicio ao final década fileira das plantas irrigadas.Uma técnica moderna para mim, Talvez já muito usada no país, mas nova em meu conhecimento. Causou minha admiração pela simplicidade e facilidade do manuseio e do baixo custo do material empregado.

2) Considerando que também neste mesmo novembro/2014, após tomar conhecimento daquela irrigação por gravidade em gotejamento, processo simples, econômica e eficiente, estivemos, por acaso, num sitio situado num grotão num ponto dos mais elevados da região do nosso município de Alto Jequitibá –MG, entre as comunidades de Vista Bela e Taquaruna, acima do leito da antiga Ferrovia ligando Manhuaçu-Carangola. Ali, no local denominado “Cór. Danta” existe uma baixada de extensa várzea com regular vazão de água, nascendo naquela limitada bacia hidrográfica. Local de baixo custo para construção de uma barragem com expressivo acumulo em volume de água para irrigação por gotejo. Abaixo, grandes áreas com pastagens medíocres, de um lado e outro, com elevada declividade.

3) Considerando a possibilidade das águas acumuladas naquele grotão, serem também transferidas por gravidade em tubos plásticos, para outros cumes de outros locais de morro adjacentes mais próximos. Então, ali depositadas em tanques. escavados na terra e revestidos por solo cimento para evitar infiltração e dar maior segurança. Assim, simultaneamente, poderá a água ser transferida de um para outro ponto da mesma região, conforme a conveniência e planejamento,

4) Considerando que a água represada nas partes mais elevadas estão livres de repetidas catástrofes de enchentes, que normalmente ocorre em todas as regiões, de tempos em tempos, atingindo e rompendo as represas e açudes nos leitos dos córregos e dos rios, mas não atingindo os corpos d’água em locais escavados fora do leito tradicional do escoamento e assim muito menos perigo haverá no alto de qualquer morro isolado das grotas onde desliza as torrentes das águas, quando houver excesso de chuva.

5) Considerando que havendo água e irrigação, fácil se torna renovar rapidamente a fertilidade dos terrenos abandonados, ociosos, exauridos ao longo dos anos pelo fogo e erosão. Com a tecnologia moderna de correção do solo com fertilizantes químicos, será rápido a correção da estrutura física e orgânica com húmus produzidos no próprio local. O plantio de leguminosas para adubação verde, adequadas para transformar os elementos químicos em biomassa massa orgânica, recompondo a fertilidade outrora existente. Isto, principalmente num clima ameno como da nossa região. O que falta e é fundamentalmente necessário é a água que aplicada conjuntamente com os corretivos químicos, mesmo em declividades elevadas, podem ser exploradas economicamente, como vem sendo feito na região de VENDA NOVA DO IMIGRANTE –ES, bem próximo da nossa região, situada próxima da divisa MG/ES.

6) As cabeceiras e nascentes de cada córrego ou pequeno ribeiro, afluente de um rio que corta qualquer município de uma região montanhosa é um ponto potencial e estratégico para se pesquisar visando a construção do deposito ou acumulo de água para empregar no gotejamento. E temos muitos destes locais espalhados por todo o Leste de Minas Gerais que precisam ser localizados, estudados e planejados para este tipo de irrigação.

7) De leste a oeste de Alto Jequitibá (MG), supomos existir entre 20 a 30 destes sítios adequados para estas represas Em comunidade de Vargem Grande, na sede da fazenda do falecido prefeito Gilson Eller, existe um grande açude cujas águas correm para a comunidade de Vista Bela que, a nosso ver, já podem ser aplicadas neste plano de irrigação sugerido.

8) Os açudes ou represas com o acumulo das águas, podem e devem ser aproveitados para a piscicultura. A criação de peixe viria motivar o financiamento dos tanques e açudes, além de fertilizar as águas de irrigação. As duas atividades se completam, cada uma estimulando a outra: ambas melhorando e protegendo o meio ambiente, no embelezamento e enriquecimento econômico e social da região onde for implantado. Podemos e devemos também pensar no gotejamento para a nossa cafeicultura de montanha. O material e a orientação técnica para a implantação do gotejamento citado foi da Hidrat Irrigação Planejada Ltda, em Manhuaçu – MG.

Eng Agr Ruy Gripp- 11-11-2014

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