Meio Ambiente e Reflorestamento

Mata Ciliar Econômica – Importante Para As Bacias Hidrográficas

No plano de manejo das bacias hidrográficas, três indicações têm sido básicas, prioritárias:

a) Tratamento dos efluxos poluidores antes de lança-los nos rios;

b) Reflorestamento dos topos dos morros, para evitar erosão;

c) Formação de matas ciliares, protetoras dos mananciais e dos rios.

mataciliar

Embora de grande importância no manejo ecológico das águas, as matas ciliares dificilmente serão formadas e conservadas pelos nossos proprietários rurais pelos seguintes motivos: as melhores terras, os terrenos mais produtivos existentes em cada móvel são justamente aqueles situados nas margens dos córregos e rios. Ali se encontram as terras mais férteis, áreas mais frescas, de maior produtividade para se cultivar arroz, milho, feijão, formar um pomar ou explorar uma capineira.

Portanto de melhor rendimento. Com a atual lei florestal existente, que impede e proíbe o proprietário cortar e retirar uma madeira até mesmo para uso próprio, do seu próprio imóvel, quem, para salvar a pátria ou o rio, vai perder sua melhor terra, destinando-a para formar a Mata Ciliar, benéfica mais improdutiva? Portanto não terá o apoio e a necessária colaboração do agricultor. Não que ele não queira colaborar, mas simplesmente porque ele não quer perder sua melhor fonte de produção e que lha dá maior renda, localizada na parte mais nobre de sua propriedade.

Somente com MATA CILIAR ECONÔMICA, que gere renda superior aquela que vem sendo explorada normalmente, terá o apoio e a devida colaboração do proprietário rural. Sem este apoio, que é fundamental, nada de concreto se realiza em termos de mata ciliar, em curto espaço de tempo.

Mesmo formada pelo governo, o proprietário a destrói com fogo, para ter livre sua área de plantio, naquilo que ele entender como sendo de maior proveito para o seu bolso. Por isso, urge pesquisar culturas que funcionem a semelhança da mata ciliar, mas que proporcionem renda, que dê lucro, que possam ser exploradas, que sejam economicamente viáveis.

No sistema PERMACULTURA – Culturas Permanente Consorciadas – descrito pelos autores australianos Bill Mollison e David Holmgren, Editora Griound, 1983, tendo como sub-título Uma Agricultura Permanente Nas Comunidades em Geral, a nosso ver seria o modelo ideal, funcional, que merece ser estudado e pesquisado para ser adotado.

Como cultivos a serem lembrados, sugerimos: Palma ou Dendê, para óleo na alimentação, indústria, etc; Palmito (Pupunha e Palmeira Real); Coco, para indústria alimentar, óleo e água; Cana: forrageira, açúcar ou álcool; Fruticultura consorciadas com leguminosas perenes; Reflorestamento com essências econômicas, nativas ou exóticas, para celulose, carvão, móveis; sempre tendo em vista principalmente a agroindústria com objetivo também do mercado externo, para produtos de exportação, conforme sugestões em anexo.

Ruy  Gripp      01-07-97

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