Meio Ambiente e Reflorestamento

Reflorestamento: Sugestão de Indústria de Celulose na Região de Muriaé

Abaixo transcrevemos carta enviada aos diretores da Aracruz Celulose sugerindo o estudo da implantação de uma fábrica de celulose e programa de reflorestamento com eucalipto na região de Muriaé, pelos motivos citados: “ Alto Jequitibá – MG, 25 de fevereiro de 2004. Ilmo. Senhor Diretor de Operações, Dr.Walter Lídio Nunes – Aracruz Celulose – Aracruz-ES. Assunto – Sugestão localização fábrica de celulose.

Em notícia do caderno de Economia do Jornal “A Gazeta”de Vitória-ES, em 14/01/2004, lendo o interessante assunto sobre o lucro recorde da Aracruz Celulose, encontramos a informação de V.S. de que a empresa tem plano de nova fábrica, citando Pará, Amapá, Acre ou Rio Grande do Sul como locais a serem analisados para o empreendimento.

Tomamos a liberdade de sugerir a analise desta nova fábrica na região de Muriaé –MG, nos limites de MG, ES e Estado do Rio. Trata-se de uma região montanhosa, hoje com pastagens medíocres, que precisa ser reflorestada, necessitando de mercado consumidor próximo da matéria prima a ser produzida, para diminuir o custo dos transportes.

Assim, beneficiaria estes três importantes Estados da Federação: Norte do RJ, Leste de MG e Sul do E. Santo, incentivando o reflorestamento, uma das atividades mais indicadas técnica e economicamente para o tipo de topografia existente. Esta região possui poucas opções em outras atividades agrícolas devido a impossibilidade de mecanização. Conta com ótima infraestrutura em rodovias, precisando Reativar e Interligar seu antigo Sistema Ferroviário entre MG/ES/RJ para viabilizar economicamente o reflorestamento.

Em anexo, xerox de mapa destacando área com 100 km de raio, tendo como centro MURIAÉ –MG atingindo Realeza- MG e Além Paraíba-MG na divisa de RJ. A circunferência com raio de 100 km para leste e Oeste da BR-116 corresponde a 31.000 km², ou 2/3 do E.E.Santo (45.000 km²) . Se considerarmos um raio de 150 km temos (S=P R²) 70.650 km², área equivalente a 1,5 vezes do E.E.Santo. Com 100 km a partir de Muriaé abrange, em MG: Abre Campo, Matipó, Viçosa, Ubá, Rio Pomba, Cataguases, Leopoldina, Manhumirim, Caparaó, Carangola, etc.; em RJ: Itaocara, Miracema, Itaperuna, Natividade, Santo Antônio de Pádua, etc; no ES: Dores do Rio Preto, Guaçuí, Bom Jesus do Itabapoana, etc. Atenciosamente, Ass. Engº Agrº Ruy Gripp – Vice-Presidente do Núcleo Regional da SMEA. Av. Catarina Eller, 890- Alto Jequitibá –MG. Cep 36.976-000. Nota: Em anexo – Chuvas- 30 anos de Medição Diária. ”

Naturalmente vozes contrárias ao Reflorestamento com Eucalipto são capazes de surgir numa falsa em defesa do Meio Ambiente, olhando somente para o lado negativo desta importante essência florestal exótica. O conceituado e veterano jornalista Uchôa de Mendonça, do setor político e econômico, em “Á Gazeta ” de Vitória –ES escreveu excelente artigo em 27/07/2002 sobre o assunto com o título: “Protesto Armado” que reproduzimos parte:

“ Está programada a Quinzena de Resistência, um protesto que vai durar por duas semanas seguidas, contra o ato de inauguração da terceira fábrica da Aracruz Celulose, marcada para o dia 2 de agosto, em cerimônia que será presidida pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Ambientalistas de várias procedências (capixabas, cariocas e baianos) vão fazer protestos, rejeitando o aumento da produção industrial da empresa, que passará a produzir 2 milhões de toneladas de celulose por ano (hoje produz 1,3 milhão).

Continuando diz Uchôa de Mendonça há cerca de 2 anos: “É interessante como essa gente trabalha contra o desenvolvimento nacional. Em menos de dez anos de exportação, a Aracruz Celulose já exportou mais em divisas para o Brasil do que a Vale do Rio Doce, que está funcionando há 60 anos e deixou uma imensa cratera no solo mineiro, exportando a preço vil milhões de toneladas métricas de minério de ferro, sem que jamais a turma da esquerda brasileira, ao menos, fizesse um protesto, apresentasse na nossa formidável Assembléia Legislativa um projeto de lei proibindo as exportações in natura de minério, ao menos. Gostaria de perguntar a esses sábios ambientalistas, fazedores de leis as mais inconsequentes, a origem das seguintes plantas: do abacaxi, da manga, da cana, do café, da soja, do mamão, e até de capins, como: elefante, napier, estrela africana, brachiara e outros. De onde vieram? Qual o capim que prospera hoje mais no Brasil?

Qual sua origem? Quem está dando mais dinheiro à economia brasileira: a celulose ou o minério de ferro? Quem empobrece mais a economia nacional, quando exportado: o minério ou a celulose? Quem se utiliza mais na exportação para produzir dólares no Brasil ? Quem dá mais empregos diretos e indiretos: a celulose ou o minério de ferro? ”.

Acima transcrevemos parte do artigo de Uchôa de Mendonça, de A Gazeta de 27/02/2002 que esclarece a importância de uma indústria de celulose. Promove e incentiva o reflorestamento e o progresso, criando oportunidade de emprego para quem planta o eucalipto, para quem corta a árvore, para quem transporta a madeira, para os mecânicos que dão assistência à frota de veículos. Gera mercado de trabalho e impostos. As florestas – nativas ou cultivadas – preservam o meio ambiente, renovam e recuperam os terrenos erodidos, reciclando a água e controlando a erosão. As matas nativas ocupam o terreno, mas não dão rendimento econômico aos seus proprietários. Ao contrário do que muitos afirmavam, hoje já está provado: o eucalipto renova as terras cansadas e as transformam novamente em terras produtivas para outras culturas. Os exemplos estão aí para quem quiser ver. Por isso vamos lutar por uma fábrica de celulose na região de Muriaé, em Minas ou no estado do Rio, mas que dê mercado e incentivo para o reflorestamento nestes três Estados: MG, RJ e ES, renovando e recuperando aquelas terras outrora férteis, tornando-as novamente produtivas para outras culturas posteriores, como por exemplo, uma fruticultura diversificada para a indústria de polpa, com fabuloso mercado interno e de exportação.

                                                                                  Engº Agrº Ruy Gripp –01/03/2004

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