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O Mistério do Milho – Uma Das Culturas Mais Importantes Dos Estados Unidos

No livro “A VIDA MARAVILHOSA DAS PLANTAS” de SCIENTIFIC AMERICAN, tradução de Ecléa Jurist pela Ibrasa – Instituição Brasileira de Difusão Cultural S.A. em 1961, publicado Edição de Simon and Schhusster, em N.Y. desde 1949 a 1957 encontramos com o titulo “O Mistério do Milho” na página 203 o seguinte:

milho

O Milho é a mais importante planta americana. Cultivado em todos os estados e em três quartas partes das fazendas norte-americanas, é a coluna mestra da agricultura estadunidense.

É a planta mais eficaz que se dispõem os americanos, para captar a energia solar e transformá-la em alimento. Na realidade, consumimos uma porção mínima de milho, diretamente; transformados indiretamente em carne, leite e ovos, além de outros produtos animais, constitui o alimento vegetal básico de nossa civilização.

É, no entanto, o milho é um mistério – um mistério botânico tão inquietante e espantoso quanto uma boa página de ficção. A planta tornou-se a tal ponto domesticada, que não é mais capaz de reproduzir sem a intervenção do homem. Uma gramínea, que pela natureza de seus órgãos portadores de semente — a espiga – difere de todas as outras gramíneas cultivadas ou selvagens.

A espiga do milho é uma inflorescência altamente especializada que fica envolvida por brácteas e que, quando madura, forma centenas de sementes nuas sobre um cilindro espessado e rígido. A inflorescência portadora de polem, o pendão, ocorre na mesma planta, mas em ponto distinto.

A espiga do milho não tem correspondente em qualquer grupo do reino vegetal. Foi soberbamente delineado para produzir grãos sob o cuidado do homem; na natureza, seu valor de sobrevivência é baixíssimo, uma vez que não possui mecanismos de dispersão da semente.

Quando uma espiga de milho cai no chão, surge um número tão grande de plantinhas das sementes recém germinadas, que se estabelece entre elas forte competição pela umidade do solo e nutrientes; geralmente acabam todas morrendo sem que nenhuma atinja a fase reprodutora.

Ruy Gripp

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