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O Perigo dos Raios

Estamos reproduzindo o artigo que publicamos em 1997, com informações retiradas de: “Previsão do tempo e do clima”, Ed. Melhoramento, 1969; Jornal do Brasil de 01-02-1994 e da Enciclopédia BARSA, conforme abaixo:

“Em geral, não se tem ideia do perigo a que estamos sujeitos durante uma tempestade com relâmpados e trovoadas. Ocorrem por dia cerca de 40 mil tempestades em todo o planeta, uma média aproximada de 100 raios por segundo.

Quando as nuvens responsáveis pelas tempestades se formam, estabelecem-se campos elétricos entre outras nuvens ou entre partes de uma mesma nuvem ou ainda entre uma nuvem e o solo.

Ao se tornarem intensos, esses campos ionizam o ar, e então ocorre uma descarga elétrica. Essa gigantesca faísca – o raio – efeito luminoso das correntes elétricas nos meios gasosos do ar – constitui o relâmpago.

O raio é, na realidade, constituído por cargas elétricas em movimento, ou seja uma corrente elétrica invisível. A luz que surge associada ao raio resulta da ionização. (Ionização – processo pelo qual um átomo ou grupo de átomos ganha carga negativa ou positiva, pela captação ou cessão de elétrons).

A descarga elétrica inicia-se por uma descarga líder que surge de uma nuvem e pode atingir uma outra nuvem ou o solo. Ela descreve trajetórias sinuosas através de zona da atmosfera de maior condutividade.

Em geral, sua forma é de uma árvore invertida, quando o raio atinge o solo. A descarga líder, quase sempre pouco visível provoca a ionização ao longo do seu percurso. Em consequência, essa região entre a nuvem e o solo funciona com um condutor.

Esses permitirão o escoamento da carga elétrica negativa de uma parte da nuvem. Ao longo destes ramos ou condutores, produz-se, em uma segunda etapa, uma descarga do solo para a nuvem, designada de descarga principal. Esta apresenta-se sob a forma de uma intensa luminosidade.

Durante a tempestade, o grande risco que ocorre as pessoas situadas nas proximidades de uma região atingida por um raio são as ramificações deste, que poderão atingir uma grande superfície.

Durante as tempestades, as pessoas devem sair da água onde estiverem se banhando ou se afastarem das praias.

Convém também evitar locais descampados onde as pessoas podem funcionar com as pontas de um para-raios. Mesmo, no caso de procurar o abrigo das árvores isoladas e das partes elevadas dos terrenos.

Numa região descampada o melhor é permanecer deitado. Se estiver dentro da água, numa piscina ou mar, sair imediatamente ao escutar o primeiro trovão. Quem estiver num carro não deve descer imediatamente, pois ao encostar a mão na lataria e o pé no solo, estabelece-se uma ligação com a terra e a descarga elétrica do raio: em consequência, a carga elétrica vai escoar para o solo através do corpo da pessoa, eletrocutando-a.

Devemos lembrar que permanecendo ao interior do carro não corre nenhum risco, pois se o mesmo for atingido por uma descarga, ela vai escoar muito lentamente para o solo através dos pneus. (Transcrito de artigo do Jornal do Brasil, 01-02-94).

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Também sobre os RAIOS a enciclopédia BARSA traz:

Raio

Na mitologia indo-europeias, o raio era um atributo divino, com o qual os deuses poderosos, como o grego Zeus, manifestavam sua ira e fulminavam heróis e humanos que se opunham a seus desígnios. Hoje a ciência estuda os raios para proteger de seus efeitos as aeronaves e construções.

Raio é uma descarga elétrica luminosa visível que se produz entre uma nuvem e a superfície terrestre. Atualmente sabe-se que os raios são fenômenos elétricos produzidos por diferenças de potencial na atmosfera, com energia suficiente para superar a resistência do ar.

Na atmosfera da terra e de outros planetas, como Júpiter, os raios restabelecem o equilíbrio elétrico entre as nuvens e o solo., transmitindo de modo explosivo as cargas elétricas acumuladas num determinado ponto.

Desde a antiguidade os efeitos devastadores dos raios sobre a terra deram-lhes um aspecto mágico e ameaçador, que transparece em lendas e mitos de sociedades primitivas. Foram provavelmente os incêndios provocados por raios que deram ao homem o conhecimento e a posse do fogo.

Os raios são manifestações típicas das tempestades elétricas e podem ocorrer na ausência ou presença de chuvas, mas quase sempre associados a nuvens do tipo cúmulo-nimbo.

Durante uma tempestade, a descarga elétrica pode ocorrer no interior de uma nuvem, entre nuvens, entre uma nuvem e o ar, ou entre uma nuvem e o solo. Só ao último fenômeno dá-se o nome de raio; todos eles, porém, são chamados de relâmpagos.

Trovão 

A passagem da descarga elétrica pelo ar provoca grandes estrondos, os trovões. Como as ondas luminosas se propagam com velocidade muito maior que as ondas sonoras, os raios sempre são vistos antes que se ouça o estrondo do trovão.

O intervalo de tempo decorrido entre o raio e o trovão varia em relação direta com a distância que separa o observador do fenômeno”. Transcrito das fontes citadas. Assim, reproduzimos estas explicações curiosas e úteis sobre estes fenômenos atmosféricos, tão comuns, mas de difícil compreensão por serem pouco explicados em nossas leituras diárias.

Engº Agrº Ruy Gripp

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