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Efeito Estuda – 7 Projetos Para Diminuir a Emissão De CO2

Aquecimento Global

Segundo a Enciclopédia Barsa, edição 2004, o elemento químico denominado Carbono, conhecido pelo homem pré-histórico sob as formas de carvão vegetal e negro-de-fumo (material empregado em pinturas de cavernas), se apresenta também em dois estados elementares cristalinos: como diamante, sua forma mais preciosa, e como grafita, empregada desde a antiguidade na fabricação de lápis.

A grafita, um dos estados alotrópicos do carbono, é usada na fabricação de crisóis e eletrodos. A maior importância do carbono, no entanto, vem do fato de toda matéria viva ser formada de combinações desse elemento.

Carbono é um elemento não metálico, pertencente ao grupo IVÃ do sistema periódico, cujo símbolo químico é C e o número atômico, 6. Caracteriza-se por apresentar diferentes estados alotrópicos e participar de todas as substancias orgânicas.

Além das formas cristalinas – diamante e grafita – os carbonos fósseis de vegetais constituem outra forma de carbono elementar que aparece na natureza, mesclado com outros elementos.

Nesses casos, a proporção de carbono pode chegar a cerca de noventa por cento, como no antracito, o carvão fóssil de origem mais antiga. Os compostos minerais de carbono, como o calcário (carbonato de cálcio) e a magnesita (carbonato de magnésio), constituem cerca de 0,2% da crosta terrestre.

O petróleo e o gás natural são misturas de hidrocarbonetos – compostos orgânicos constituídos de carbono e hidrogênio – e formam grandes bolsas em alguns pontos do subsolo. Sua origem são os restos vegetais e animais de épocas geológicas remotas, que ficaram recobertos por estratos durante a evolução da crosta terrestre.

Propriedades físicas e químicas 

O diamante, incolor e transparente em estado puro, é o corpo natural mais duro que se conhece. Possui densidade de 3,5 g / ml, elevado índice de refração e não conduz eletricidade.

A grafita, negra e untuosa ao tato, apresenta uma estrutura em finas lâminas que se cristalizam segundo o sistema hexagonal (um dos sete modelos possíveis de formação de cristais), diferentemente do diamante, que se cristaliza no sistema cúbico.

Além disso, a grafita é boa condutora de calor e de eletricidade. As variedades amorfas de carbono são de cor negra intensa e não

As duas características químicas fundamentais do elemento são a tetra-valência, em virtude da qual cada um de seus átomos pode unir-se com outros quatro, e sua capacidade de estabelecer ligações covalentes – de elétrons partilhados – entre os próprios átomos de carbono.

Em consequência dessas propriedades, o número de compostos do carbono é vinte vezes superior ao das combinações que não contêm esse elemento.

Compostos Orgânicos 

A maior parte dos compostos de carbono conhecidos são substâncias orgânicas, isto é, compostos de carbono e hidrogênio, este chamado elemento organizador.

Na verdade, a criação desta disciplina, separada da química inorgânica, é anterior a 1.828, ano em que o alemão Friedrich Wohler sintetizou a ureia em laboratório, derrubando a convicção de que as substâncias orgânicas só podem ser produzidas por organismos

As substâncias orgânicas contêm poucos elementos, em geral de dois a cinco. Além de carbono e hidrogênio, integram os compostos orgânicos o oxigênio, o nitrogênio, os halógenos, o enxofre e o fósforo.

Outros elementos menos abundantes também fazem parte dos compostos orgânicos naturais ou preparados em laboratórios. Barsa, vol III, p. 425…

Ciclo do Carbono na Natureza 

Os ciclos do carbono e do oxigênio na natureza são processos fundamentais na transformação constante das substâncias orgânicas que constituem a biosfera, ou seja, o ambiente em que se desenvolvem os fenômenos biológicos.

Na primeira etapa do ciclo, a fotossíntese, as partes verdes das plantas absorvem o dióxido de carbono atmosférico e o fazem reagir com a água. Para isso, servem-se da luz solar e da presença de clorofila.

Formam-se assim compostos de carbono complexos, que vão constituir a própria estrutura dos vegetais, com liberação de oxigênio. Esse gás, que passa ao ar, é utilizado na respiração das bactérias e animais, em que se registra o processo inverso – captação de oxigênio e desprendimento de dióxido de carbono (C 0 2) – com que se encerra o ciclo.

O ciclo do carbono, com seus elementos de transformação – vegetação em geral – é extremamente importante porque, graças a ele, assegura-se a continuidade do equilíbrio ecológico

O carbono tem aplicação fundamental na siderurgia. Nas fundições é empregado em forma de coque, produto da combustão limitada da hulha, ou de carvão vegetal, como redutor na obtenção de ferro no alto-forno.

Assim, o aço e ferro que contém proporções variáveis de carbono, capaz de endurecer ao resfriar-se rapidamente pelo processo conhecido como têmpera. Eliminam-se primeiro o excesso de carbono e outras impurezas do ferro de fundição, para depois acrescentar a proporção desejada de carbono e outros elementos. ”

Efeito Estufa

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A última revista ”Veja” de 2006 (30-12- 06) em reportagem de Okky de Souza e Leotell Camargo, trouxe importante Informações nas páginas 139 a 146 com o título: “Megas soluções para um Megaproblema”.

Descreve com ilustrações sete projetos que poderão amenizar o grave problema para a vida no planeta terra, ocasionada pelo Efeito Estufa. O Efeito Estufa é gerado pela poluição da atmosfera pelo acumulo de gases tóxicos, principalmente o gás carbônico – C02 – lançado no ar pela queima do carvão na geração de energia que movimenta as maquinas e as indústrias em geral.

Os resíduos da oxidação das substancias que contém o elemento CARBONO – lenha, carvão (mineral ou vegetal), petróleo (gasolina, óleo diesel, etc.) nas indústrias e fabricas, ou na produção de energia elétrica nas termoelétricas e no funcionamento dos motores de veículos e máquinas em geral, estes resíduos vão se acumulando em camadas de nuvens situadas até 1.000 metros ao redor da terra, impedindo o reflexo dos raios solares que atingem o solo se refletirem e espalharem na atmosfera.

O gás carbono (C 0 2) estacionada na camada de nuvem próximo do solo, prende o calor e impede que ele se dilua no universo das altas camadas atmosféricas, gerando um aumento gradativo da temperatura que tumultua, desorganiza e interfere no clima global.

Aí, um aumento médio estimado de apenas um grau (1 C º) poderá ao longo dos anos trazer as modificações previstas a alguns anos e já presente na realidade atual de seca e inundações que afetam a produção agrícola e causa prejuízos globais num continente e noutros.

Sentimos as irregularidades extremadas de chuva excessiva num local e seca excessiva em outros, na mesma época, fugindo da média anual verificada ao longo dos anos, nas diversas regiões do globo.

Um dos fatores previstos pelos cientistas ao longo dos anos, atualmente já real, e o derretimento das montanhas de gelo acumuladas nos extremos dos polos Norte e Sul do globo terrestre que abasteciam as nascentes e os cursos dos rios.

Com a alteração do clima, um degelo mais rápido é apontado como fator de alteração do nível das águas dos rios e até do mar, em determinado período do ano, gerando danos por excesso e por falta de água.

A água como fator de destruição em função da alteração do seu ciclo normal, que está sendo alterado pela mão insensata do homem, no seu progresso industrial. Um progresso que está conduzindo a humanidade a destruição de seu próprio habitat.

Mas quais as soluções previstas para evitar estas catástrofes originada pelo Efeito Estufa?

São Megassoluções para Megaproblemas, de longo prazo e de custos vultosos, mas que conjugados simultaneamente, poderão atenuar o efeito destruidor do aquecimento global:

a) diminuir o lançamento do gás carbônico para a atmosfera;

b) retirar parte do que for lançado, como a seguir:

1) Trocar o carvão pelo átomo; 2) Enterrar os gases tóxicos; 3) Colocar refletores de calor em órbita; 4) Pôr um guarda-chuva no espaço; 5) Espalhar enxofre na atmosfera; 6) Multiplicar o fitoplâncton; e 7) Colocar mais água nas nuvens.

Devido o calor, a cobertura gelada do Ártico perdeu uma área equivalente de Alagoas em 2006. Se o degelo continuar, como se prevê, o urso-polar pode desaparecer de seu habitat.

Projeto 1

Trocar o carvão pelo átomo. A proposta é substituir 300 usinas termelétricas atualmente planejadas no mundo por usinas nucleares. Para gerar energia elétrica para uma cidade de 8 milhões de habitantes, uma termelétrica produz, por ano, 3,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono, o principal gás do efeito estufa.

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Uma usina nuclear produz a mesma quantidade de energia sem contribuir para o efeito estufa. Ainda não se descobriu uma forma totalmente segura de descartar lixo radioativo. Diante da crise de aquecimento global, cada vez mais cientistas acham melhor optar pelo lixo nuclear e pesquisar formas de processar seus resíduos.

Resultado final: Numa cidade de 5 milhões de habitantes, substituir energia de termelétricas por energia nuclear representa uma diminuição de 22% nas emissões de C 0 2, O lixo radioativo, por sua vez, não afeta o clima do planeta. Grau de viabilidade: 00; Custo: 480 bilhões de dólares; em quanto tempo ficaria pronto: 50 anos.

Projeto 2

Enterrar os gases tóxicos. A proposta é armazenar sob o solo o dióxido de carbono (C 0 2) – o gás que gera o efeito estufa – produzido por indústrias e usinas termelétricas.

Numa metrópole como Nova York, isso significa deixar de lançar na atmosfera 32 milhões de tonelada de C 0 2, ou 36% das emissões anuais na cidade. O aterramento de C 0 2 já está em fase de testes nos Estados Unidos e na Noruega.

O C 0 2 é comprimido e levado por canalizações até um local de estocagem. O gás é injetado a 2 quilômetros de profundidade, em formações geológicas, poços de petróleo ou de gás natural já esgotados.

Resultado final: A capacidade da crosta terrestre de armazenar C 0 2 é de 10 trilhões de toneladas, o equivalente a 400 anos de emissões nos níveis atuais.

Grau de viabilidade: 000; Custo – Entre 900 bilhões e 1,8 trilhão de dólares. Em quanto tempo ficaria pronto: Já em fase de testes.

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Armazenar C 0 2 sob o solo, longe do efeito estufa. Por esse projeto, atualmente em fase de testes na Noruega e nos Estados Unido, a fumaça produzida por indústrias e usinas termelétricas é filtrada por um equipamento que separa o C 0 2 dos outros gases.

A seguir, o dióxido de carbono é comprimido e levado em tanques, ou por um sistema de canalização, até um local de armazenamento. Finalmente, o gás é injetado no sol, a 2 quilômetros de profundidade, ou depositado em antigos poços de petróleo ou gás natural já esgotados.

Projeto 3

Colocar refletores de calor em órbita. Patrocinado em parte pela NASA, a agência espacial americana, o astrônomo Roger Angel concebeu o projeto de colocar no espaço trilhões de pequenos discos espelhados de 60 centímetros de diâmetro cada um, para desviar parte dos raios solares que atingem a terra.

Os discos, equipados com painéis solares, seriam transportados por 20 milhões de pequenas espaçonaves. As naves seriam lançadas de pontos elevados da Terra e levariam 1 milhão de discos em cada viagem.

No espaço, os discos formariam uma nuvem de 100.000 quilômetros de extensão e permaneceriam em órbita no ponto conhecido pelos astrônomos com L 1, em que a gravidade do Sol e da Terra se encontram equilibradas.

Resultado Final – A nuvem de discos reduziria em 2% a quantidade de raios solares que incidem sobre a Terra. Isso deteria o avanço de C 0 2 do efeito estufa mesmo que a quantidade de C 0 2 produzida no planeta dobre nas próximas décadas.

Graus de viabilidade – Positivo; Custo – 3 trilhões de dólares; em quanto tempo ficaria pronto – 25 anos.

Projeto 4

Pôr um guarda-sol no espaço. Físicos americanos propõem colocar em órbita um gigantesco escudo redondo para bloquear parte dos raios solares que chegam à Terra.

O escudo teria de ser montado no espaço, talvez no laboratório que a Nasa planeja instalar na Lua, em 2020. (…) Grau de viabilidade – Positivo; Custo- 5,5 trilhões de dólares; em quanto tempo ficaria pronto- 30 anos.

Projeto 5

Espalhar enxofre na atmosfera. O meteorologista holandês Paul Crutzen, vencedor do Prêmio Nobel em 1995 por demonstrar como a camada de ozônio vinha sendo destruída pela ação humana, defende a ideia de bloquear parte dos raios solares que chegam à Terra espalhando dióxido de enxofre (S 0 2) na atmosfera.

O S 0 2, em forma de gás, seria levado por balões até uma altitude de 25 quilômetros do solo terrestre. Na sequência, o gás se oxidaria, gerando ácido sulfúrico, que se agruparia em partículas. Estas desceriam até a altitude de 11 quilômetros e se espalhariam pelas nuvens com ajuda do vento. As particular refletiriam parte da luz solar de volta aos espaço.

Resultado final – A temperatura média da Terra pode cair meio grau. Como o efeito estufa tornou o planeta 1 grau mais quente no último século, teoricamente suas consequências – como secas, enchentes e furacões – se fariam sentir em menor escala. Grau de viabilidade: 00; Custo – Entre 25 bilhões e 50 bilhões de dólares. Em quanto tempo ficaria pronto – 20 anos.

Projeto 6

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Multiplicar o fitoplâncton: A estratégia idealizada pelo centro Americano de pesquisas marinhas já testadas com sucesso em pequena escala – é adicionar ferro aos oceanos para “fertiliza-los e estimular o crescimento do fitoplâncton, conjunto de algas microscópicas que vivem na água. Essas algas absorveriam parte do C 0 2 – o gás causador do efeito estufa.

Centenas de embarcações espalhariam ferro, em forma granulada, por vastas áreas dos oceanos. O fitoplâncton, assim como as plantas, usa a luz solar, o C 0 2 e a água para processar a fotossíntese e se desenvolver. Ao morrer, afunda até o solo do oceano, levando junto parte desse C 0 2, que permanece submerso por séculos.

Resultado final: Nos testes realizados pelo centro Moss Landing Marine, em 2002, o ferro foi espalhado próximo ao Polo Sul e depois se dispersou com as correntes marítimas.

Estudos posteriores mostraram que o fitoplâncton resultante da experiência proliferou por milhares de quilômetros e consumiu 30.000 toneladas de C 0 2– o equivalente à emissão de 6.000 automóveis em um ano.

Para realizar o procedimento em escala global, bastaria espalhar o ferro por mais pontos do oceano. Grau de viabilidade:000; Custo- Entre 10 bilhões e 100 bilhões de dólares; em quanto tempo ficaria pronto – 3 anos.

Projeto 7

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Colocar mais água nas nuvens. Projeto em parceria com a Universidade de Edimburgo, na Escócia, consiste em pulverizar as nuvens sobre o oceano com gotículas de água salgada para aumentar sua capacidade de refletir os raios solares. Dessa forma, menos calor do sol alcançaria a Terra, atenuando o efeito estufa.

Cerca de 500 embarcações se encarregariam da pulverização continua das gotas de água salgada em nuvens do tipo estrato-cúmulo, que cobrem quase um terço da superfície dos oceanos. Para localizar as nuvens mais adequadas, as embarcações contariam com a ajuda de satélites. O sistema de pulverização ainda não está definido, mas provavelmente seria semelhante ao dos nebulizadores usados em medicamentos.

Resultado final – A capacidade das nuvens de refletir a luz do sol de volta para o espaço seria aumentada em 1,5%. Isso provocaria um resfriamento na Terra suficiente para anular o efeito estufa mesmo que as emissões de C 0 2 continuem crescendo nas próximas décadas. Grau de viabilidade: 000; Custo – 1 bilhão de dólares; em quanto tempo ficaria pronto – 4 anos. ”

Nota – Assim concluímos a transcrição de parte desta brilhante reportagem de Okky de Souza e Leotell Camargo publicado pela “Veja” de 30-12-06, sugerindo aos interessados buscar diretamente na revista a totalidade das informações sobre o Aquecimento Global e o Efeito Estufa.

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