Frutas do Brasil de Eurico Teixeira da FonsecaArtigos de Livros

Frutas do Brasil de Eurico Teixeira da Fonseca

Obra antiga, de 1954 do Instituto Nacional do Livro do Ministério da Educação e Cultura possui informações importantes que não encontramos nos livros recentes sobre o assunto das nossas frutas brasileiras. Assim, depois da reprodução sobre o abacate, vamos transcrever partes interessantes já no inicio da obra, como introdução e primeiras páginas.

“As singelas e apoucadas notas que tenho posto em público sobre as frutas buscam a finalidade de difundir breves noticias acerca dos frutos ou das frutas do Brasil, não só indígena, como exóticas aclimatadas, tomando em devida consideração suas propriedades bromatológicas, visto constituírem uma ponderável parcela da riqueza da agricultura do país, capaz de oferecer resultados vantajosos, levada sua exploração industrial a cabo como em outras regiões do globo.

E, reunidas tais noticias, darem ideia, de um só golpe de vista, da quantidade de substâncias alimentares, agradáveis, salutíferas, que sob aquela forma distribuem os vegetais, concorrendo igualmente para animar os que se dedicam a ingrato , mas saudável mourejar no amanho da terra.P. 7

Há comumente dúvidas no emprego dos termos — fruto e fruta . Já por aqui surgem diversidades no modo de encarar e estudar esse produto das plantas. Na linguagem corrente em Res Herbaria fruto é todo produto resultante da fecundação vegetal, quer seja maçã que se come, quer o arrebenta-cavalo (Solanum aculeatissimum Jacq) que é venenoso. Fruta será, como querem uns, o produto vegetal que se come.

Em face desta discordância de entendimentos que os cientistas dão aos termos, inquire incerto, o leitor: amendoim é fruto ou fruta? O tomate, de que se faz doce delicioso e delicado, que se come cru ou cozido, é fruto ou fruta? E a fava-de-andiroba?

Os léxicos: Aulete diz: “fruta é o fruto das árvores ou plantas que é próprio para comer e especialmente que é mais para regalo do que sustento”. Fruto: a parte produtiva do vegetal que sai da flor; o ovário fecundado e maduro; a conversão dos óvulos em grãos.

“São de igual parecer Vieira e Castilho. O Dicionário Enciclopédico Ilustrado diz: Fruta – nome genérico de todas os frutos comestíveis; fruto – produção dos vegetais, que sucede á flor e contém semente.

Silva Bastos: fruta, fruto comestível (feminino de fruto); Diante das definições, pepino é fruta ou fruto? “ Fruto ou Frueto, diz Morais …ed.Lisboa, 1878: é o produto vegetal que sai da flor e se diz das árvores, das searas, etc .” São os frutos das árvores, pomos, abrunhos, e todos os que têm caroço ou pevide; por exemplo: limões, laranjas, etc

Cândido de Figueiredo diz: “Fruta – o fruto comestível; fruto – tudo o que a terra produz, para alimentação ou beneficio do homem: Produção vegetal, que sucede à flor e contem semente, etc. Logo, pepino e tomate são frutas, segundo C. Figueiredo. Poderia a ciência fazer distinção entre os dois termos?

Anatômica e fisiologicamente, o fruto ou a fruta têm a mesma origem e os mesmos fins. A organogenesia são varia. Empregado a palavra fruta para indicar o fruto que se come o pepino, o feijão, a pimenta são frutas. Tâmara é fruto ou fruta? A limitação, pois, dos termos tornaria a exposição do assunto, confundível e, por vezes hilariante.

Se o abacate, o melão, a melancia são frutos, são deliciosas frutas, não passando, porém, o abacate, entre outros povos, de legume, visto que o comem preparado com sal, pimenta, mostarda, etc, tal qual uma salada.

A fruta ou fruto é constituído por grãos repleto de féculas, proteínas e matérias graxas, de cominação com água que serve de veiculo a princípios ativos variáveis, como açucares, ácidos, sais, essências, resinas, tanino, substâncias entárticas.

Emprego indiferentemente fruto ou fruta, pois que até o uso, o costume criaram identidade dos termos: fruta-de-conde, fruta-pão posto não passem de frutos de uma Anonacea, de uma Anacardíacea, e dei a estas notas o titulo que se lhe depara, por ser mais comum o emprego de fruta para indicar o fruto que se saboreia, como dessert ou sobremesa.

FRUTAS DO BRASIL, é um indicador de plantas que se cultivam entre nós, dando frutas ou frutos que se comem, que se apreciam, que se industrializam, que são medicinais, e que se exportam constituindo um comercio que é, ou deveria ser importante.

 “O VALOR NUTRIENTE DAS FRUTAS “ P. 9 o seguinte: Escrevendo sobre as frutas, não poderia fugir à obrigação de deixar bem patente seu poder nutricional, a fim de, não só demonstrar a necessidade que tem o homem de comer frutas, como também provar que os agricultores não se devem esquecer do cultivo econômico dessas fontes de vida, orientado pelos ensinamentos da ciência de modo que completem, elevando-o, o valor do produto vegetal frutícola.

A biologia nos ensina que todas as funções do corpo — as pulsações do coração, a respiração, a contração dos músculos nos movimentos – como também as funções intelectuais – precisão de uma certa soma de energia que ocasiona uma perda correspondente de material do corpo, que se deve compensar com uma quantidade proporcional de alimentos.

É assim sabido que os materiais necessários a esta formação de órgãos e à sua manutenção consistem em quatro elemento, além de alguns minerais e que são: carbono (C), hidrogênio (H), oxigênio (O), nitrogênio ou azoto (N ou Az), e que a proporção de cada organismo precisa deles é bastante fixa.

Esses quatro elementos encontram-se sob a forma de proteína, carboidratos, gorduras, sais e água. As proteínas, os albuminoides, restaurando as perdas celulares, os termodinamogênios, como os hidrocarbonados e as gorduras, produzindo o trabalho mecânico e calor, são alimentos que, em geral, se encontram nas frutas.

Do mesmo modo, os compostos inorgânicos alimentícios sofrem as transformações, tornando-se solúveis e assimiláveis; a água, e os sais, a primeira como veículo das trocas orgânicas; os segundo regulando a osmose orgânica “fenômeno capital da matéria viva” (Chimie biologique, Bugen).

Tomando-se em consideração que a presença de sais minerais nas frutas recomenda o seu imprescindível consumo pela economia humana, para aqui trasladamos um quadro de resultados de análises em algumas frutas de mesa estampado no Boletim Agrícola do Departamento de Produção Vegetal da Secretaria da Agricultura de Minas Gerais, Ano 2, n. 6, junho de 1940. … Chenais , no 3 V Congresso de Fisioterapia, 1910, tendo em vista o teor das frutas em silício, lhes reconheceu “uma ação hipotensiva e diurética”.

“A alimentação com frutas oferece a vantagem da ingestão de elementos nutritivos em estado líquido, solúvel sob a forma de suco, que é portador de sais solúveis e fermentos, que ajudam a digestão de outros alimentos.

Os albuminoides levados pelas frutas restauram as perdas celulares, juntando o concurso, embora fraco, de energia e calor, e isto é de verificação, sabendo-se que uma grama de albuminoides produz, em média, 4,1 calorias, além de ser difícil e penosa sua digestão.

Essas substâncias, passando sob a ação de reagentes gastrintestinal e pancreático no aparelho digestivo, se vão decompondo em suas fórmula químicas, e que, depois de se apresentarem sob a forma de um bloco de corpos cristalizáveis vão até a ureia, resultado final da decomposição dos albuminoides excretados pelo rim.

A concorrência da produção de calorias pelos albuminoides e hidrocarbonados indica esses elementos como primordiais na produção do trabalho mecânico e calor, sendo fácil sua assimilação, pelo que possuem um alto potencial termodinâmico.

Oferecendo a experiência essas noções, se conclui que 625 gramas de albuminoides são suficientes para 2.500 calorias que, em 24 horas requer nosso organismo para funções vitais. Os hidratos de carbono, os açúcares, a sacarina que conduzem quase todas as frutas representam uma boa fonte de energia, facilitando assimilação.

Vem a pelo lembrar que os corpos gordurosos, ou melhor, as frutas portadoras de gordura (óleo) não se prestam tão facilmente aos fins de assimilação, embora possuam um alto poder energético, porque uma parte é saponificada pelos sucos lipolíticos do fígado e do pâncreas (bílis, lípase); uma parte se perde e apenas uma parte é assimilada.

Contudo, os corpos gordurosos são também necessários à vida, posto que na relação do meio, quanto mais próximo ao equador, tanto menos substâncias graxas requer o trabalho do corpo; quanto mais se aproxima dos pólos, mais elementos gordurosos exige a máquina humana.

Um homem normal, em condições normais assimila cerca de 60 gramas de gordura em 24 horas. Ao trabalho mecânico do organismo são indispensáveis, a fim de produzirem as calorias necessárias á vida do homem: 60 gramas de albuminoides, 350 gramas de hidratos de carbono, 60 de hidratos gordurosos.

Ora, as frutas, contendo esses elementos tornam-se de importância capital para a alimentação. Nas frutas se reúnem em síntese absoluta as reservas vitais sob várias formulas orgânicas e inorgânicas, além dos fermentos orgânicos dotados de valiosas propriedades operando desdobramentos, oxidações e reduções pelo amadurecimento.

Entretanto, o dr. John Harvey Kellog declara que raramente as frutas contém quantia apreciável de gordura, fazendo exceção a azeitona. Daí resulta que as frutas exigem muito pouco trabalho do estomago, nele permanecendo diminuto tempo, quando ingeridas sós.

Com raras exceções, o numero de unidades alimentares encontradas em determinado peso de alimento é relativamente pequeno. Os alimentos são recomendados como nutritivos importantes em virtude de seu teor em minerais e vitaminas, bem como hidratos de carbono pré-digeridos, prontos para a assimilação imediata, o que os torna capazes de produzir efeitos refrescantes também imediatos.

Por tais causas, diz o dr. Kellog que as frutas podem ser comidas a qualquer hora, mesmo entre as refeições, por haver sempre nesse intervalo lugar para elas.

É fora de dúvida que a frutas teria sido o primeiro alimento do homem, e ela já nos surge na fase inicial da vida e da sociedade – se atentarmos para a lenda prosaica do “paraíso terrestre”, como causa relevante da primeira revolução no ciclo histórico da vida em comum.

 E se fruta, assim, no começo escuro da humanidade, é motivo de transformação social, tempos incontáveis depois, é ainda ela que vem trazer indiretamente à humanidade a revelação sensacional de um fato desconhecido e de alta monta para o reconhecimento geral da marcha do mundo.

A fruta, em sua queda da árvore no chão, á vista e ao lado de Newton, foi a perturbadora da calma psíquica em que estava mergulhado o distraído sábio, levando-o a tirar conclusões da queda e da trajetória da fruta. Do desprendimento dela resultou a lei da gravidade universal, que imortalizaria seu autor.

Por outro lado, a paleontologia nos leva ao conhecimento do uso das frutas pelos mais remotos antepassados da geração humana: a exploração das cidades lacustres ou palafitas fez ver aos arqueofitologistas, a existência de restos de nozes, de frutas inteiras etc., demonstrativos do uso que os povos primitivos delas faziam .

Não sem razão diz Ramón y Cajal: “Enquanto a célula vegetal é um laboratório de síntese, a célula animal é um laboratório de análise”. P. 13.

Teor de vitamina “C” contidas em algumas frutas, em unidades internacionais por 100 gramas: Caju – 3.680; Abacaxi – 250; , Banana-prata – 180; Banana-nanica – 60 ; Goiaba – 910; Laranja – 500 ; Limão – 650; Manga – 1.350 ; Pêssego – 90 ; Pêra – 70; Ameixa – 100. (Do Boletim n. 3 , maio , 1945, do Ep. De Produção Vegetal da Sec. De Agric., de Minas Gerais).

Valor Alimentício – Pela análise de uma fruta se vê nos seus elementos componentes o valor alimentício dela. Em água, Mat. Azotadas; Mat. gorda; Mat. Amilacas; Celulose; Ciinzas.

Entretanto, é verdade que a alimentação exclusivamente com frutas muito deixaria a desejar. Linoissier declara: “seriam necessários 25 kg de peras para darem a a ração diária de um organismo”. Além disso nem todos poderiam possuir tantas frutas quanto bastassem para o sustento, e a aquisição seria a custa de tais somas que por vezes não haveria fortuna capaz de fazer face às despesas necessárias a tal propósito.

As frutas concorrem com outros alimentos, e sua ação sobre o organismo ainda se desenvolve por fenômenos físicos-químicos auxiliares da marcha dos elementos assimilados. As aquosas e acídulas exercem uma influência notável na secreção dos rim por causa de sua riqueza em sais de potássio e uma ação alcalinizante do sangue e dos humores.

Os açucares e sais minerais, de alto valor alimentar, são acompanhados de outros corpos de ação tônica, como ferro, etc. Além das vantagens nutrientes, oferecem as higiênicas, contendo princípios e substancias de efeito terapêutico: a abundancia de glicose, sacarose e dextrose facilita os resultados laxativos; a presença de certos elementos concorre na ação digestiva, como a pepsina do mamão, etc. Se por “ação”, as frutas exercem efeito vital ao organismo, como no caso de conterem certos fermentos oxidantes, que aceleram as combustões internas, veremos que por “omissão” são ainda um alimento imprescindível: pobres, em geral em cloretos, as frutas tornam-se desejáveis nas curas renais de descloração.

“Demonstrando a influência salutar das frutas sobre o organismo, A. Brissemoret declara que o consumo de frutas tem “como conseqüência diminuir consideravelmente a acidez da urina, que uma alimentação de matérias proteicas e fosfóreas tende sem cessar a aumentar, e evitar indiretamente o depósito de ácido úrico nos tecidos”.

“Nas inflamações catarrais do intestino (Cramer) e nas fermentações gasógenas (Mathieu) prescrevem-se as albuminas vegetais, especialmente as das frutas por serem em geral menos ricas em celuloses que os legumes”.

Não se deve desprezar o emprego que Jardet e Niviêre fazem das frutas ao natural no regime dos diabéticos, aconselhando-lhes o consumo de 300 a 700 gramas de cerejas, morangos, ameixas, pêssegos, uvas, melão, laranjas e desse uso não notaram esses autores que elas impedissem a diminuição ou o desaparecimento da glicosúria, e admitiram que para o diabético o suco das frutas frescas é um verdadeiro sérum alcalino nutritivo, ativo e perfeitamente apto à assimilação “.

Também colhem vantagens do uso de frutas as funções digestivas, como verificou George Herschell que a alguns doentes de gastrite crônica aconselhou que não almoçarem senão frutas frescas. Conclui Herschell que esse regime desembaraça “ estomago de suas secreções patológicas e de suas fermentações anormais, exercendo ainda sobre o órgão uma ação tônica “ (1905).

A par do papel desinfetante que as frutas desempenham no intestino por seus ácidos, são também calmante e refrigerante com a propriedade de, além disso, aumentarem a atividade dos centros nervosos.

Verificado que a fruta é uma substância alimentícia, seu valor nutritivo depende do grau de amadurecimento, da suas frescura e do modo por que se mastiga. Nas frutas imaturas são muito poucas as substâncias nitrogenadas que se assimilam; nas secas, a digestibilidade dos elementos nutritivos diminui notavelmente; assim também, tomando, por ex.,as nozes, as substâncias componentes nutritivas nitrogenadas não são bem assimiladas, se elas não forem trituradas, moídas entre os dentes e assaz misturadas com o suco gástrico.

Ùltimamente, Gallot e Coubard (Paris, 1922) concluíram que o uso de frutas frescas convém “ao grande grupo dos esfalfados e astênicos que, por esta ou aquela insuficiência orgânica, esta ou aquela carência, balançam-se entre o estado nosológico e o de saúde, aos que sofrem de prisão de ventre por fraqueza ou inércia peristáltica e aos doentes renais”.

Substâncias outras contidas nas fruas e que são chamadas estomacais facilitam a digestão,excitam as secreções do aparelho digestivo, tornando, por outro lado, a fruta mais agradável. São os açúcares, os ácidos e os éteres. Em geral, as peles e as sementes das frutas são indigestas, pelo que convém não as comer.

A ESTRUTURA DAS FRUTAS – (P 17) As frutas compõem-se de: I) pericárpio, que dá a forma definitiva do fruto; II) semente. O pericárpio divide-se histogicamente em três partes:

a) epicárpio e pele, película ou casca exterior, que pode ser lisa, enrugada, aveludada, manchado, de cores várias ou misturadas, grosso, fino, ligado ou não á polpa;

b) mesocarpo ou sarcocárpio, que é a polpa ou parte carnosa , nas frutas carnosas, e que é a parte comível;

c) endocárpio ou parte interna do pericárpio, que geralmente é uma membrana dura, pergaminhada ou cartilaginosa, como nas peras, maças; ou de consistência lenhosa (caroço), como nos damascos, amêndoas, etc.

Em algumas espécies, como as amêndoas e as nozes, drupas cuja parte comível é a semente, o estudo do endocárpio resulta mui interessante, não só por seu tamanho, porosidade, etc., como também por sua consistência.

Deve-se notar ainda nas frutas o pedúnculo ou cabo que as liga nos ramos, galhos ou mesmo tronco. Uns são extremamente curtos; outros ao contrário; finos uns grossos outros; aderidos fortemente as frutas, outros dela desprendendo–se com facilidade e muitas vezes em prejuízo da própria fruta. Mais interessante ainda é que certas pedúnculos são partes comíveis, como no caju, na Hovenia dulcis, et.

CLASSIFICAÇÃO — POR SEU CONSUMO: As frutas, em geral, quanto ao seu consumo, podem ser incluídas em uma ou outra das seguintes categorias:

1) Variedades que se consomem ao natural (fruta de mesa), no estado fresco e logo depois de sazonadas e colhidas.;

2) frutas que se consomem ao natural, algum tempo depois de colhidas (amadurecem e conservam-se em depósito ou estufa);

3) variedades próprias para serem consumidas sêcas (nozes, castanhas, avelãs, etc );

4) variedades para conservas em doces ou cristalizadas de diferentes classes;

5) variedades fornecedor de matérias–primas para indústrias extrativas.

Deriva-se esta classificação, do ponto de vista geral e amplo, do fato de haver plantas que dão frutas mais adequadas à mesa com consumo imediato, como uva, jabuticabas, etc; outras que se consomem alguns dias depois de colhidas, isto é, as que se tiram de vez, como a fruta-de-conde e suas afins, banana, .o abacaxi, o sapoti, etc; outras que se comem quando secas, como o pinhão, a noz, a castanha, etc; outras que se prestam para conservas de melhor modo que ao natural.

CLASSIFICAÇÃO POR SUA CONSTITUIÇÃO — (P.19) Estabelecida a classificação das frutas do ponto de vista de sua utilização, vejamos como poderão ser relativamente à sua constituição encarada fitonomicamente:

a) frutos carnosos, que compreendem: a) as drupas, cuja parte comível é o mesocarpo, sendo lenhoso o endocárpio;

b) melonídeas (peras, maçãs, etc.) , cujo endocárpio é cartilaginoso ou membranosos, por alguns chamadas drupas de endocarpo cartilaginoso;

c) bagas (uvas, groselhas, caqui, granada, etc.) , cuja parte comível nas três primeiras é o mesocarpo e o endocárpio; e na última, a “testa” carnosa da semente (testa –envoltório ou tegumento externo da semente);

d) hesperídias (laranja, limão, cidra, lima, etc.), tidas como variedades de bagas;

II) frutos compostos, que compreendem:

a) sicônio, como figo, cuja parte comível é o conjunto de frutos reunidos no interior do receptáculo da flor que se desenvolve muito, formando uma cavidade quase fechada;

b) sorose, formado por uma reunião de frutas como a framboesa, o abacaxi, o ananás;

III) frutos secos, cuja parte comível é a semente e compreendem:

a) aquênio (avelãs, castanhas, etc.);

b) cônico ou estróbilo, como os frutos compostos do pinheiro;

c) drupas semicarnosas que, quando maduras perdem o mesocarpo, restando só o caroço ou endocárpio com a semente que é a parte comível (amêndoa, noz, etc.) Por este motivo se incluem na classe dos frutos secos.

Engº Agrº Ruy Gripp- 01 12-2017

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