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Agricultura Sem Fronteiras – Exportação de Mel

De literatura e comunicado do Sebrae retiramos as informações abaixo sobre uma atividade importante, qual seja a Apicultura e produção do mel, que atualmente ganha mercado na exportação. Com o titulo Agricultura sem Fronteiras, encontramos:

“Produtores investem na rastreabilidade e certificação de seus produtos para conquistar o mercado externo. Quem visita a região de Picos, no norte do Piauí, logo se impressiona com a ampla mata nativa preservada do lugar, onde vivem algumas das plantas mais propícias para a produção do mel. Um aspecto que fez do local um verdadeiro pólo de extração do produto. Uma qualidade que não se refletia no bolso das centenas de apicultores que até então vendiam o mel bruto para intermediários concluírem a venda. Um sistema que já faz parte do passado.

Em 2005, os cerca de 150 apicultores daquela região resolveram se unir e fundar a casa Apis, uma cooperativa que une não só os produtores do ceará, mas também do Piauí. Juntos eles passaram a beneficiar o produto e buscar certificações. Os resultados começaram a aparecer em 2008, quando a cooperativa enviou seu primeiro lote com destino aos Estados Unidos.

O doce sabor do produto logo conquistou os consumidores estrangeiros e hoje, das 350 toneladas de mel produzidas pela Casa Apis, cerca de 35% têm como destino as prateleiras espalhadas pelo mundo afora. “Esse tipo de venda traz vantagens no preço, que chega a ser 40% superior, além de ampliar a atuação. Agora nossa meta é entrar na União européia, que é mais exigente, mas paga um valor muito melhor”, ressalta o diretor financeiro da Casa Apis, Edmilson Nunes da Costa.

A história dos apicultores do Nordeste brasileiro ilustra bem a história de produtores que resolveram ampliar seu mercado de atuação e acabaram aumentando seus lucros ao levar seus produtos para fora do país. Uma alternativa rentável, mas que precisa ser muito bem planejada, como revela o gerente da Unidade de Agronegócios do Sebrae Nacional, Paulo Alvim.

“Os produtores precisam estar atentos a exigências quanto á rastreabilidade. Isto envolve criar procedimentos internos, controles e fluxos de informação. Além disso, é preciso ter qualidade para garantir a oferta dentro do padrão solicitado,” explica.

A instituição criou o programa de internacionalização de micro e pequenas empresas, que oferece orientações de como acessar os mercados externos e adequar o produto ou serviço às exigências de cada país. “Quem consegue colocar produtos no mercado internacional tem padrão internacional e demonstra sua capacidade competitiva.” Revela Alvim. Uma das mais bem sucedidas iniciativas voltadas à exportação é o projeto de internacionalização do café do Cerrado mineiro. No início do ano de 1990, cafeicultores daquela região sofriam com os preços baixos pagos no mercado interno.

A solução encontrada foi explorar as características naturais do local, mostrar que esses aspectos davam origem a um café diferenciado e a partir disso buscar preços melhores. Assim nasceu a federação dos Cafeicultores do Cerrado. Hoje o projeto responde por uma área de 170 mil hectares de café, espalhados por 55 municípios, que produz cinco milhões de sacas. Desse total, 435 mil sacas são exportadas por ano para países como Japão, EUA, Espanha, Itália e Coréia do Sul, entre outros. “De 2008 para 2009 aumentamos 140,6% o volume de comercialização”, explica o superintendente do Café do Cerrado, José Augusto Rizental.

Outro produto que faz sucesso nos bares e restaurantes estrangeiros é a cachaça brasileira. Um mercado que atrai produtores tradicionais como o empresário João Luiz Coutinho, dono da cachaça Magnífica, produzida a 15 anos em sua fazenda no município de Vassouras; no Rio de Janeiro. Ele é um dos 15 produtores de cachaça participantes do projeto Certificação de Cachaça no estado do Rio de Janeiro, promovido pela SEBRAE. Um projeto que promove consultorias e cursos de orientação e capacitação para que sejam feitas as adequações

Necessárias para exportar os produtos. Com uma produção de 180 mil litros por ano, ele já exporta 16 mil litros para Alemanha, EUA e Inglaterra. “Para exportar tivemos que fazer algumas alterações quanto ao rótulo e teor alcoólico, pois cada mercado tem sua preferência”, diz Coutinho, que afirma que a mudança foi vantajosa. “O benefício principal foi o aumento no volume de vendas”.

De olho na boa fama da cachaça brasileira, a Cachaça da Quinta também prepara sua entrada no mercado externo. ”Recebemos sondagens de uma rede de hotéis de luxo da Ásia e já negociamos os primeiros embarques do nosso produto,” afirma a proprietária do alambique, Kátia Espírito Santo. A cachaçaria existe desde 1923, localizada no município de Carmo, na região serrana do Rio de Janeiro, e produziu 30 mil litros de bebida. “Estamos participando do programa de certificação, pois é um trabalho extremamente importante que o Sebrae faz. Não basta dizer que é boa, precisa ter um controle de qualidade,”diz.

Nota – da revista Empreendedor – Sebrae, dezembro 2010.

                                                                                               Ruy Gripp-08-03-2011

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