Mastigação e Saliva: Chaves da Saúde na Dieta Macrobiótica
A mastigação e a saliva são chaves da saúde na dieta macrobiótica — a digestão começa na boca, e mastigar bem é essencial para absorver nutrientes. A mastigação e a saliva são pilares fundamentais para o sucesso de qualquer abordagem macrobiótica, desempenhando papéis cruciais na digestão e no equilíbrio do organismo. Este artigo explora os aspectos essenciais da mastigação consciente e a importância da saliva no contexto da dieta macrobiótica.
A Importância da Mastigação
A mastigação é o processo inicial da digestão, fundamental para quebrar mecanicamente os alimentos e misturá-los à saliva. Este ato simples, mas essencial, permite:
- Unificação e lubrificação dos alimentos, facilitando a digestão;
- Ativação enzimática pela mistura com a saliva, que contém enzimas como a ptialina, responsável por iniciar a digestão de carboidratos.
Dica prática: Mastigue os alimentos até que atinjam uma consistência líquida ou semi-líquida. Como dizia Buda: “Coma os líquidos e beba os sólidos”. O objetivo é que o alimento deslize pela garganta sem esforço perceptível.
Mastigação na Perspectiva Macrobiótica
Segundo George Ohsawa, fundador da macrobiótica moderna, uma mastigação inadequada reduz drasticamente o valor nutritivo dos alimentos. Arroz integral, por exemplo, se não triturado corretamente, será eliminado sem que o corpo absorva seus nutrientes essenciais.
Estudos como os do Prof. Luiz Kervran reforçam que uma mastigação eficiente facilita o trabalho celular e otimiza o transporte de energia pelo trifosfato de adenosina (ATP), crucial para o funcionamento orgânico.
Saliva: O Ouro Líquido da Digestão
A saliva é uma secreção vital produzida pelas glândulas salivares, que desempenha funções como:
- Lubrificação e umidificação dos alimentos;
- Ação enzimática, especialmente na digestão de amidos em maltose;
- Proteção antimicrobiana por meio de substâncias como a lisozima, que combate microorganismos nocivos.
A quantidade média diária de saliva varia entre 500 e 1.000 ml. Sua composição inclui:
- Sais minerais (como bicarbonato de sódio e cloreto de potássio);
- Enzimas digestivas (amilase, maltase, entre outras);
- Gases (dióxido de carbono, oxigênio e nitrogênio).
Práticas para Melhorar a Secreção Salivar
Durante a dieta macrobiótica, é comum restringir a ingestão de líquidos a aproximadamente 600 ml por dia, substituindo água por chás específicos. Para aumentar a produção de saliva e reeducar as glândulas salivares, seguem algumas orientações:
- Mastigue arroz tostado com uma pitada de sal para estimular a saliva.
- Ameixa umeboshi: mantenha o caroço na boca por um tempo e mastigue a amêndoa.
- Coloque uma pedrinha de sal marinho na boca para estimular as glândulas.
- Mastigue cada porção de alimento de 70 a 100 vezes.
Essas práticas não só aumentam a produção salivar, mas também ajudam na reeducação do paladar e na saúde bucal.
A Saliva e a Cura na Macrobiótica
Um caso impressionante relatado por Ohsawa foi a cura de 17 pacientes com Mal de Hansen, atribuída ao uso rigoroso da mastigação e ao estímulo salivar. Um 18º paciente, sem saliva, conseguiu resultados apenas após três anos de dieta disciplinada, reforçando a importância deste elemento no processo de recuperação biológica.
Conclusão: Mastigação e Saliva na Busca pela Saúde Integral
Na macrobiótica, a mastigação consciente e a produção adequada de saliva transcendem a nutrição física. Elas refletem a conexão entre corpo, mente e espírito, promovendo não apenas saúde física, mas também equilíbrio mental e emocional.
Adotar essas práticas pode ser desafiador no início, mas os benefícios a longo prazo, incluindo maior vitalidade e bem-estar, compensam amplamente o esforço. Experimente e sinta a diferença na sua jornada para uma vida mais saudável e consciente. Conheça mais sobre saúde digestiva em SBAD — Sociedade Brasileira de Aparelho Digestivo.
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