Cafeicultura

  • Café com Pouca Carga: causas e como recuperar a lavoura

    Um café com pouca carga nem sempre está com problema. Depois de uma safra alta, o cafeeiro pode entrar naturalmente em um ano de baixa por causa da bienalidade. A diferença está no estado da planta: se ela está bem enfolhada, com ramos novos e crescimento vigoroso, o ano de baixa pode ser uma oportunidade de recuperação. Se está desfolhada, amarelada, com ramos curtos, raízes fracas ou falhas em reboleiras, há um problema de clima, solo, nutrição, sanidade ou estrutura produtiva. O caminho correto é diagnosticar por talhão, analisar solo e folhas, proteger o enfolhamento, manejar água e só podar quando a estrutura da planta realmente exigir.

  • Preço do Café Arábica: como acompanhar e vender melhor

    Para vender café arábica melhor, o produtor não deve olhar apenas a cotação do dia. O preço final depende de CEPEA/Esalq, B3, Bolsa de Nova York, dólar, qualidade da bebida, peneira, tipo, região, demanda, oferta, safra, estoques e custo de produção. A decisão mais segura começa com uma conta simples: saber o custo por saca e a margem desejada. Depois, o produtor compara o preço disponível, avalia a qualidade do lote e decide se vende tudo, vende em partes ou espera uma oportunidade melhor.

  • Fertirrigação no Café: quando vale a pena e como começar

    A fertirrigação no café pode aumentar a eficiência da adubação, melhorar o aproveitamento da água, reduzir perdas e dar mais estabilidade produtiva em regiões com déficit hídrico. Porém, não é solução mágica. O sistema só faz sentido quando há manejo correto, análise de solo, análise da água, filtragem, manutenção e planejamento econômico. Em muitas propriedades, começar com um talhão piloto antes de expandir é a decisão mais segura.

  • Nematoides no Café: como identificar, prevenir e manejar

    Nematoides no café são organismos microscópicos que atacam principalmente as raízes do cafeeiro. A lavoura pode apresentar reboleiras, plantas fracas, amarelecimento, queda de folhas, menor resposta à adubação e redução de produtividade. O diagnóstico deve ser confirmado por amostragem de solo e raízes enviada a laboratório. O manejo mais seguro combina prevenção, mudas sadias, escolha correta de área, cultivares ou porta-enxertos resistentes quando indicados, matéria orgânica, cobertura do solo, redução da erosão, limpeza de máquinas e produtos registrados apenas com recomendação técnica.

  • Cercosporiose no Café: Sintomas e Controle

    A cercosporiose no café, também chamada de mancha-de-olho-pardo ou olho-de-pomba, é uma doença causada pelo fungo Cercospora coffeicola. Ela aparece principalmente como manchas circulares nas folhas, geralmente com centro claro ou acinzentado e halo amarelado, além de lesões escuras nos frutos. O controle começa com diagnóstico correto, nutrição equilibrada, análise de solo e folha, boa formação de raízes, redução do estresse da planta e, quando necessário, fungicidas registrados e recomendados por engenheiro agrônomo.

  • Adubação do Café por Meta de Produtividade

    Para calcular a adubação do café por meta de produtividade, primeiro defina uma meta realista em sacas por hectare, converta essa meta para kg/ha, leia a análise de solo, confirme a resposta da planta pela análise foliar, escolha as doses de N, P₂O₅ e K₂O conforme a produtividade esperada, transforme os nutrientes em fertilizantes comerciais e parcele a aplicação de acordo com o ciclo da lavoura, chuva e tipo de solo.

  • Custo de Produção do Café por Hectare: Planilha e Margem

    O custo de produção do café por hectare deve ser calculado somando todos os gastos da lavoura — insumos, mão de obra, colheita, máquinas, secagem, beneficiamento, administração e depreciação — e dividindo esse valor pela produtividade em sacas por hectare. A conta mais importante é simples: custo por saca = custo total por hectare ÷ sacas produzidas por hectare. A partir daí, o produtor consegue saber o preço mínimo de venda, a margem por saca e se a lavoura está pagando o risco da atividade.

  • Bienalidade do Café: por que sobe e cai?

    A bienalidade do café é a alternância natural entre anos de maior e menor produção, especialmente no café arábica. Ela acontece porque a planta gasta muita energia para sustentar uma safra cheia e, no ano seguinte, pode ter menos vigor, menos crescimento de ramos produtivos e menor capacidade de florescer e segurar frutos. Não é possível eliminar totalmente esse comportamento, mas é possível reduzir o efeito com nutrição equilibrada, boa sanidade, poda bem planejada, conservação de solo e água, escolha correta de cultivar, colheita limpa e manejo por talhão.

  • Calendário do Café Arábica: manejo mês a mês

    O calendário do café arábica ajuda o produtor a organizar a lavoura conforme a fase da planta. De janeiro a março, a atenção maior fica na granação, nutrição, água e sanidade. De abril a julho, entram maturação, colheita, secagem e armazenamento. De agosto a setembro, é hora de corrigir solo, podar quando necessário e preparar a próxima florada. De outubro a dezembro, o foco volta para florada, pegamento, adubação, plantas daninhas, ferrugem, broca e vigor da lavoura.

  • Colheita e Pós-Colheita do Café: Ponto, Secagem e Armazenamento

    A qualidade do café não nasce apenas na lavoura. Ela pode ser preservada ou perdida na colheita e no pós-colheita. O ponto ideal é colher com predominância de frutos maduros, evitar excesso de verdes e passas, separar lotes, secar de forma lenta e uniforme, e armazenar o café com umidade segura, em local limpo, seco, arejado e sem odores.