Documento histórico de Ruy Gripp, assinado em 10/02/2004, que reapresenta o trabalho levado ao VIII Congresso Nacional de Agronomia, em Brasília, de 16 a 21/10/1973. O texto reúne observações de pecuaristas e transcrições de obras da época, registra orientações divergentes e pede estudos experimentais. Preservamos a redação, os créditos e a assinatura, com revisão de digitação e espaçamento. As afirmações sobre temperatura, água parada e purificação pertencem ao documento histórico e não constituem orientação veterinária ou sanitária atual.
Engº Agrº Ruy Gripp
Após o histórico encontro mundial sobre Meio Ambiente denominado Eco-92, do qual tivemos a oportunidade de participar, realizado no Rio de Janeiro – RJ, houve um intenso despertar dos cientistas de todos os continentes para o estudo da água, preocupados com o problema da preservação da sua qualidade e quantidade. Bem antes, no VIII Congresso Nacional de Agronomia realizado em Brasília – DF, nos dias 16 a 21 de Outubro de 1973 apresentamos o trabalho abaixo, com o título “Influência da Temperatura da Água na Criação dos Bovinos”. Assunto bastante divulgado em vários suplementos agrícolas de jornais e revistas nos Estados do Sul do país, na ocasião. Agora, após 30 anos, vamos reproduzi-lo, por considerá-lo ainda atual e oportuno, pois a preocupação com a água está maior, e mais intenso os problemas com sua poluição e com a escassez da água potável para uso doméstico, animal, industrial e irrigação.
“I – Introdução.
Raimundo Alves Costa em seu livro “GUIA DE BOI” relata um fato interessante sobre a temperatura de água para os bovinos. Homem prático, sem cultura científica, mas baseado em experiências vividas desde criança, lidando com bovinos, tendo sido guia de boi, carreiro, retireiro, fazendeiro em Minas e Goiás, boiadeiro e marchante, comprando gado naqueles dois estados, afirma que “ÁGUA FRIA É VENENO PARA O GADO BOVINO”.
Baseado em observações práticas, relata como chegou à conclusão de que o boi não gosta de água fria, bebendo apenas um quarto de que necessita, quando a água não está na temperatura de que gosta, em torno de 28º C, com variação de 4º C, para mais ou para menos.
Em 1968, estando na fazenda do Sr. Durval de tal para compra de bois, este elogiava a propriedade e a região como sendo muito boas. Havia água em abundância. Nascentes e córregos por todo lado. Isto em meados do inverno. Quando chegou o gado no curral, não comprou uma cabeça, pois o rebanho estava magro, feio e doente. Assim aconteceu em toda aquela região, onde existia fartura de água corrente.
Foi então para outra região. Lá os fazendeiros diziam ser a zona ruim, pois havia pouca água. Tinham que fazer açudes, construir poços, estancar a água para conseguir o suficiente para o gado beber. Todavia encontrou um gado gordo, bonito e sadio. Naquela noite não conseguiu dormir, enquanto não desvendou aquele mistério. Região elogiada pelos fazendeiros como muito boa por ter abundância de água, gado ruim e magro. Na outra, condenado pelos proprietários por ter pouca água, o gado se encontrava bonito, sadio e pesado. Por que? Seria apenas o capim seco e de baixo valor nutritivo? Em ambos os lugares o capim se encontrava seco. Condições idênticas nas duas regiões, a não ser nas relacionadas com a temperatura da água. Água corrente é sempre mais fria principalmente nos rios menores. Água parada é sempre mais quente, aquecida pelos raios solares.
Raimundo lembrou-se de quando era menino, guia de boi. Candeeiro, indo à frente dos bois que puxavam o carro. Depois carreiro. Nos meses de inverno, após horas de trabalho com os bois, levava-os para beber água em algum córrego próximo. Pouco bebiam. Muitas vezes enchiam a boca de água e devolviam-na sem beber. Mas logo após, passando por alguma poça de água de chuva ou alguma lagoa próxima, às vezes com águas sujas e barrentas, os bois bebiam para valer enchendo a barriga.
Também lembrou-se da fazenda de seu avô, onde o gado atravessava um córrego de muita água corrente e limpa, indo beber de água parada numa lagoa próxima do curral. Assim, lembrando fatos relacionados com sua vida de pecuarista há 43 anos, sempre prático e observador, comparando regiões de pouca água com necessidade de poços para o gado beber, com gado sempre melhor do que em outras, com muita aguada corrente, mas onde o gado sempre emagrecia logo na entrada do frio, chegou a CONCLUSÃO de que: a) o gado não gosta de água fria; b) a natureza dos bovinos não se dá com água de baixa temperatura; c) a água fria é veneno para os bois; d) no inverno, nas regiões de água corrente e abundante, mas com água muito fria, o gado toma apenas um quarto de água de que necessita.
AFIRMA o Sr. Raimundo que: 1) a natureza do boi pede água morna; 2) o boi necessita de muita água; 3) no período quente, coincidindo com o das chuvas, os alimentos estão verdes, contendo muita água; 4) comendo capim verde, o boi já está ingerindo boa quantidade de água de que necessita; 5) no período de outubro a abril, o boi bebe água normalmente, segundo sua capacidade; 6) no inverno, de maio a setembro, o capim está seco, com pouca umidade; 7) o boi se alimenta de um capim seco, com pouca água; 8) não toma água suficiente, por encontrá-la fria, não combinando com sua natureza; 9) o boi se martiriza, não encontrando a água de que gosta – água morna.
O Sr. Raimundo, conclui AFIRMANDO que a maioria dos pecuaristas brasileiros assim como o Brasil, perde muito dinheiro com prejuízos enormes em seus rebanhos por não saber destes fatos; por pensar que o emagrecimento do gado é apenas devido à baixa qualidade do pasto; POR NÃO DAR IMPORTÂNCIA À ÁGUA QUE O BOI BEBE OU DEIXA DE BEBER; entretanto é necessário compreender a necessidade de aquecer a água para os bovinos beberem. ISTO, para evitar a perda de 3 a 4 arrobas por cabeça, no inverno; para evitar doenças e mortandade do gado; para gastar menos com remédios; para que o gado continue ganhando peso normal assim que retorne o verão com as chuvas e boas pastagens; para os pecuaristas terem mais sucesso com a pecuária e maior lucro líquido com criação.
Como aquecer a água para o boi? Simplesmente fazendo açudes, construindo lagos artificiais, tanques de cimento, etc, facilitando assim a água ser aquecida, pelo sol. Simplesmente o homem ajudando a natureza a resolver o problema.
Deixamos com você, técnico e pecuarista de nosso Brasil, estes conselhos do “Guia de Boi”, de Raimundo Alves Costa, editado em 1970 pela Minas Gráfica Editora – rua Timbiras, 2062 – Belo Horizonte – MG. E VAMOS AQUECER A ÁGUA PARA O NOSSO GADO.”
Continuando o assunto acima, que apresentamos no VIII Congresso Brasileiro de Agronomia, realizado em Brasília -DF nos dias 16 a 21 de Outubro de 1973, transcrevemos:
“II – Pesquisas:
1) “Água: Tratamento e qualidade” – A.W.W.ª Pág 81.“E a velha e errônea noção popular de que AS ÁGUAS CORRENTES PURIFICAM-SE POR SI MESMAS foi finalmente abandonada. Em 1901 o professor Sedgwick pode dizer: NÃO É CERTO QUE A ÁGUA CORRENTE OU A ÁGUA PARADA PURIFICAM-SE POR SI MESMAS. Indo mais longe, dizemos que o primeiro requisito de pureza nas águas de superfície é o repouso; mas o repouso nos rios é ordinariamente impossível.”
A principal vantagem da água armazenada é o fato de que, em geral, as bactérias produtoras de doenças, diminuem. A falta de alimento adequado, os efeitos da sedimentação, a ação desinfetante da luz solar, a desvitalização e o ataque de outros organismos agrupam-se todos nesta redução benéfica.
Pág. 83… Em 1920 Sir Alexander Houston resumiu os efeitos benéficos do armazenamento da água nas seguintes vantagens:
a) O armazenamento reduz o número de bactérias de todas as espécies, daquelas capazes de medrarem na água à temperatura do sangue; das capazes de se desenvolverem num meio de bio-sal à temperatura do sangue; principalmente as bactérias de origem excrementicial;
b) O armazenamento reduz muito o número de eschocrichia coli; c) o armazenamento, quando suficientemente prolongado, desvitaliza os micróbios das doenças hídricas (p. ex., o bacilo tifodéico e o vibrião da cólera); d) O armazenamento reduz a quantidade de material em suspensão, a cor, o nitrogênio absorvido do permanganato; e) O armazenamento reduz (geralmente) a dureza e pode reduzir (ou alterar em qualidade) o nitrogênio albuminóide;
f) Resumindo todos os resultados anteriores, pode-se concluir que o armazenamento da água impura de um rio é o processo seguro e também o fator mais importante na desvitalização das bactérias indesejáveis, a água que as nutre torna-se um meio altamente inadequada à sua vitalidade.
Pág 84… Os protozoários, as algas e a luz solar têm, geralmente, efeitos benéficos sobre a qualidade sanitária dos mananciais. Conseqüentemente, todos se consideram agentes que participam da autopurificação das águas poluídas. Muitos protozoários alimentam-se de bactérias.
Pág. 87… A luz solar, fatal às bactérias, facilita o desenvolvimento das algas clorofiladas, estas últimas sintetizam o próprio alimento pela a fotossíntese: união do dióxido de carbono e da água, em presença da luz, para formar o formaldeído, amido e outros hidratos de carbono. As algas, por exemplo, não são de todo ofensivas, sinônimos de gostos e odores desagradáveis, mas também participam dos processos de auto-purificação.”
2)-Manual do criador de bovinos- N. Athanassof
Pág. 307… Água para o gado: A água preenche no organismo papel importante e mui complexo: a) facilita a mastigação e deglutição dos alimentos; b) é indispensável para a digestão e absorção das substâncias dissolvidas, servindo de veículo para o transporte dos princípios nutritivos nos vasos sanguíneos e linfáticos; c) serve de veículo para liberar o organismo dos diversos detritos da desassimilação orgânica e mineral; d) satisfaz as necessidades do regulador térmico do corpo pelo mecanismo da sudação.
A deficiência da água enfraquece: a digestão estomacal, a passagem das substâncias digeridas na circulação e a dos resíduos do organismo, determinando um estado febril com forte destruição da ALBUMINA e GORDURA CORPORAIS. São, geralmente, os bovinos novos e as vacas de leite que mais sofrem com a falta de água ou quando sua distribuição é irregular.
A ÁGUA PARA O GADO DEVE SER LIMPA, FRESCA, sem odor, de paladar agradável, bem arejada, não pesar no estômago, ser imputrescível e livre de germes patogênicos. A ÁGUA DOS RIBEIROS E RIOS É A MELHOR quando não for infestada ou alterada durante o seu percurso. E nas nossas fazendas, o que mais se aproveita para estabelecer bebedouros, são os córregos, ribeirões e diversos rios dividindo ou cortando as fazendas. AS ÁGUAS DAS FONTES E POÇOS, IGUALMENTE SÃO BOAS QUANDO FOREM DEMASIADAMENTE FRIAS, E NÃO PROVENHAM DE TERRENOS TURFOSOS, porque nesse último caso, são carregadas de materiais orgânicos e se tornam freqüentemente impróprias para o consumo.
AS ÁGUAS PARADAS DAS LAGOAS E PÂNTANOS, E ONDE DIVERSOS MATERIAIS ORGÂNICOS ESTÃO EM PUTREFAÇÃO SÃO DE MÁ QUALIDADE E POR ISSO DEVEM SER ELIMINADOS.
TAMBÉM A ÁGUA MUITO FRIA PELA AÇÃO REFRIGERANTE QUE EXERCE SOBRE OS ÓRGÃOS INTERNOS, PODE SER NOCIVA. PORÉM ISTO SERÁ CASO RARÍSSIMO UMA VEZ QUE ENTRE NÓS NÃO CHEGAMOS A CONHECER O INVERNO RIGOROSO COMO ACONTECE NO SUL.
3) – Alimentos e Alimentação dos Animais – Morrison
Pág. 154… Os animais expostos à temperaturas frias tem as perdas de calor aumentadas pela irradiação, principalmente quando possuem pouco pelo. Se seus pelos forem molhados por chuva fria deverá ser aquecida e evaporada pelo calor produzido pela oxidação dos alimentos… Por outro lado, os animais mantidos com rações de inverno ou escassas não recebem tal excesso de calor e por isso muito alimento poderá ser economizado protegendo esses animais dos ventos frios e das intempéries.
Pág. 158… Para evitar doenças, a água deve ser de boa qualidade. Quando a água possuir algum sabor desagradável os animais poderão não beber as quantidades suficientes para resultados melhores.
Pág. 532… Os bezerros com mais de 8 semanas de idade devem receber ÁGUA FRESCA pelo menos duas vezes por dia, mesmo que estejam sendo alimentados com quantidades normais de leite. A falta de água pode reduzir seriamente o seu crescimento.
Pág 533… É muito importante que o gado de corte tenha constantemente abundante suprimento de água. No inverno, não se deve permitir que essa água, nos tanques ou nos depósitos venha a se congelar. Para isso empregam-se aquecedores mas não há necessidade de fornecer água MORNA”.
4)- Introdução à Zootecnia – Ottavio Domingues
Pág. 277… Com referência ao consumo da água em relação a regulação do calor corporal SÃO POUCAS AS OBSERVAÇÕES. Sabe-se, porém, que quanto maior o consumo de água, menor a elevação de temperatura retal, menor a diminuição da lactação e do consumo de alimentos. Das pesquisas realizadas a campo, com bovinos e búfalos, conclui-se que a provisão da ÁGUA FRIA será favorável no mitigar os efeitos das altas temperaturas. Sua ação se faz sentir até sobre o peso vivos dos animais, sendo este bem maior nas aqueles que recebem água fria, em comparação com os que não a receberam. O consumo de água deve ser considerado, então, como um processo vital de regulação do calor, o QUE A PROVISÃO DE ÁGUA FRIA É ESSENCIAL para um Máximo de produtividade nos trópicos.
Pág. 342… Os animais, nas condições tropicais, precisam, pois, de maior provisão da água. Variando o consumo desta, o animal está em processo de regulação do calor: qualquer coisa que provoque a perda de água, pela respiração ou pela pele, haverá uma tendência para maior consumo de água; e quanto maior o consumo de água, menor será, provavelmente, a elevação da corporal. E a água, para exercer seus efeitos favoráveis à dissipação do calor excessivo, é óbvio, deve ser fria.
III – Conclusões ou questões diversas.
1- A natureza é sábia; é a melhor escola. O boi erra em procurar água parada e quente para beber?
2- Se realmente o boi não gosta de água fria; ou se água fria no inverno faz mal ao boi, qual seria a razão? É indigesta? Provoca reação no rúmen? Seria uma reação ao frio, na boca? Alergia a água corrente devida a areia em suspensão? Qual a temperatura ideal? A água aquecida ao sol é melhor? Melhor a aquecida em contato com o solo? As ALGAS das águas em repouso terão alguma influência benéfica? Fator sais minerais nas lagos das regiões quentes? OU CONSUMO DE ENERGIA E DE ALIMENTO PARA AQUECER O FRIO DA BAIXA TEMPERATURA DA ÁGUA?
3- Atestado do Sr. Gilberto Alves Domingos, e de vários pecuaristas experimentados da região.
4- Temperatura média em Agosto / Setembro na região de Manhumirim e Presidente Soares: 15º a 20º C.
5- Será que as observações existentes não se basearam apenas na ORLA marítima, com inverno menos rigoroso? Será que existe estudos e experimentos sérios e profundos nas regiões de abundantes águas correntes e frias?
6- Informações de pecuaristas afirmam que os bois procuram até mesmo as águas empoçadas nos seus rastros, confirmando a predileção pela a água mais quente e parada.
7- Muitas as vezes as conclusões escritas até agora generalizaram em termos de verão dentro de regiões tropicais, esquecendo do inverno nestes mesmos países tropicais
8- Às vezes não existem restrições nas regiões abaixo de 300 metros, esquecendo que boa parte de nosso território está acima de 400 metros de altitude, com inverno esfriando as águas corrente além do limite tolerado ou exigido pelo gado.
Apresentamos ao Dr. Roberto Lamonier que disse ser palpitante; ao Dr. Ivens Satlher, da BLENCO; ao Dr. Joaquim C. Werner da Sec. da agricultura de São Paulo, em Nova Odessa; a veterinários da região, etc. Todos acharam que merecem atenção e estudos experimentais.
10- Sr. Mauricio Thomé: e na Europa? Mandou–me dizer que lá a água é aquecida.
11- Instinto de Conservação, tão desenvolvidos nos seres animais rudimentares: ou boi evita água fria está fugindo desta regra
IV – Depoimentos:
a) Atestado – Como pecuarista, dedicado a exploração do gado leiteiro e de corte, com aproximadamente 600 alqueires de terrenos, e umas 1.600 rezes, confirmo e atesto que por experiência e observações próprias o gado prefere e se desenvolve melhor quando bebe água parada e mais quente, sendo a água fria prejudicial aos bovinos. Manhumirim – MG, 23 de setembro de 1973. Ass. Juventino de Paula Gomes; b) Atestado – Atesto que, como pecuarista há longos anos dedicado a criação de gado nelore para venda de produtores com aproximadamente 500 alqueires de terrenos nos municípios de Iriri e Anchieta, no Estado do Espírito Santo com umas 2.400 rezes, tenho observado e afirmo que o gado bovino prefere as águas paradas e quentes, se desenvolvendo melhor quando possui água mais morna para beber. Também, que em minhas propriedades tenho observado que nas pastagens com água de lagoa, o gado ali melhora e desenvolve mais rapidamente que nas outras áreas.
Manhumirim, 15 de Setembro de 1973. Ass- Gilberto Domingos
V – CONCLUSÃO.
O presente trabalho afirma que o gado não gosta de água fria, bebendo 1/4 do que necessita no período da seca e inverno, nas regiões de abundante água corrente e fria. Que a água fria é prejudicial ao bom desenvolvimento dos bovinos, sendo que até hoje não se deu a devida IMPORTÂNCIA A ÁGUA QUE O BOI BEBE OU DEIXA DE BEBER. O oposto é que os bovinos preferem as águas paradas e mais quentes, sendo a temperatura ideal de 28º C. Com as águas mais quentes o gado bebe o necessário, se desenvolvendo melhor, não emagrecendo tanto no período da seca que coincide com o inverno.
Apresenta literatura que não é certo que as águas correntes sejam mais puras: e que o repouso é o melhor processo prático de purificação das águas de superfície; com o repouso são eliminados a maior parte de bactérias indesejáveis, com substituição da flora por protozoários e posteriormente por algas, sendo que atualmente as algas são empregadas na alimentação humana e animal. Afirma que pouco existe sobre o assunto nos compêndios sobre pecuária e muitos autores inclusive aconselhavam água fresca ao rebanho. Que o assunto parece desconhecido do meio técnico, embora do conhecimento prático dos pecuaristas mais observadores. O trabalho apresenta dados empíricos, que estão a exigir esquemas EXPERIMENTAIS que esclareçam a realidade afirmada pelos fazendeiros, cujos fatos não devem ser desprezados pelos técnicos. Engº Agroº Ruy Gripp – Banco do Brasil – Manhumirim – MG (Trabalho apresentado no VIII Congresso Nacional de Agronomia, realizado em Brasília – DF, nos dias 16 a 21 de outubro de 1973).
Ruy Gripp – 10/02/2004
