Bíblia

Nomes das Árvores Citadas na Bíblia

Na “Chave Bíblica” de edições especiais da Bíblia Sagrada, encontramos a citação do nome, entre outras, das seguintes árvores: AMENDOEIRA, ALOÉS, ALFARROBA, ALGAROBA, ACÁCIAS, BUXO ,CARVALHOS, CEDRO, CEDROS DO LÍBANO, CIPRESTES, FIGUEIRA, MACIEIRA, MURTA, OLIVEIRAS, OLMEIROS, PALMEIRAS, PINHEIRO, PLÁTANOS, ROMEIRAS, SALGUEIROS, SÂNDALOS, SICÓMOROS, TEREBENTINA, VIDEIRA, ZIMBRO, etc.

Referências:

  • Árvores da vida: Gen.2:9; 28:12: Prov. 3:18; 11: 30; Apoc. 2:7; 22:2.
  • Árvores gerais: Gen- 1:11 e 12 ; 2: 9 ; Sal. 148: 9.

Diferentes espécies:

  • Do bosque: Ct.-2:3;
  • Da floresta – Is. 10:19;
  • Frutíferas: Ne- 9:25; Ecl- 2:5 : Ez. 47:12;
  • Perenemente verde-sal. 37:25; Jr. 17:2;
  • As que perdem as folhas: Is. 6:13;
  • De vários tamanhos: Ez: 17: 24;
  • Dados como alimento aos animais: Gen. 1:29; Deut. 20:19;
  • Designadas para embelezar a terra- Gen.2: 19;
  • Mencionadas suas partes: Raízes – Jr. 17:8;
  • Tronco- Is.11:1; 44:19;
  • Ramos -Lv.23:40; Dan.4:14;
  • Rebentos – Lc. 21:29,30;
  • Folhas: Is. 6:13; Dn. 4:12, Mt. 21: 19;
  • Frutos ou sementes: Lv. 27 :30, Ez. 36 :30;
  • Cada espécie: Própria semente que propaga – Gen.1: 11,12;
  • Propagação por aves que levam as sementes: Ez.17:35;
  • Plantadas pelo homem: Lv. 19:2;
  • Conhecida pelo fruto: Mt. 12: 33;
  • Nutridas: Pela terra – Gen. 1:12 ; 2:9.
  • Pela chuva: Is. 44:14.
  • Pela seiva: Sal. 104:16.
  • Florescem nas margens dos cursos d água: Ez.47: 12.
  • Quando cortadas, florescem novamente as raízes: Jó 14: 7.
  • Eram vendidas com o terreno em que se achavam: Gen. 23: 17.

Exemplificando, vamos transcrever algumas citações, como:

“1) Gênesis 1 : ll – E disse : Produza a terra relva, ervas que deem semente, e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele, sobre a terra. E assim se fez .

2) Gênesis 8: A tarde ela voltou a ele ; trazia no bico uma folha nova de oliveira; assim entendeu Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra.

3) Gênesis 2 : 9 – E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado . Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradável à vista e boa para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.

4) Isaías 2 : 13 – Contra todos os cedros do Líbano, altos, mui elevados; e contra todos os carvalhos de Basã.

5) Apocalipse 2 : 7- Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus.

6) Lucas 15 : 16 – Ali desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam ; mas ninguém lhe dava nada.

7) Levíticos 23 : 40 – No primeiro dia tomareis para vós outros frutos e árvores formosas, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas, e salgueiros de ribeiras; e por sete dias, vos alegrareis perante o Senhor vosso Deus.

8) Salmos 137 : 1, 2 e 3 -Às margens dos rios de Babilônia nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-os de Sião. Nos salgueiros que lá havia pendurávamos as nossas harpas, pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo : Entoai-nos algum dos cânticos de Sião.

9) I Reis, 4: 25 e 33- Judá e Israel habitavam confiados, cada um debaixo da sua videira, e debaixo da sua figueira, desde Dã até Berseba, todos os dias de Salomão. Discorreu sobre todas as plantas, desde o cedro que esta no Líbano até o isopor que brota no muro; também falou dos animais e das aves, dos répteis e dos peixes.”

Aqui temos um lindo discurso sobre a Biblia.

No mundo, as diversas espécies citadas na Bíblia ainda são muito cultivadas e exploradas economicamente. Muito importantes na antiguidade, que pelo seu valor, estão registradas no Antigo Testamento.

Continuam, na atualidade, exploradas naqueles países do mediterrâneo. Muitas delas hoje cultivadas na América do Norte, como a tâmara, uma palmeira de fruto comestível, de grande valor nutricional.

Acreditamos que o Brasil tem perdido muito tempo por não ter pesquisado estas árvores que tiveram destaque na antiguidade, mas que ainda permanecem úteis no dias atuais. Ainda é tempo de nossos técnicos e instituições de pesquisas (EPAMIG, EMBRAPA, Universidades, etc) se despertarem para esta visão econômico que poderá representar no futuro, com a introdução, em escala comercial, das varias espécies frutíferas ou de madeira nobre, para exploração em nosso pais.

Temos todos os tipos de clima e de solo neste vasto pais continental que é o Brasil. A seguir vamos transcrever algumas informações das seguintes espécies:

Algaroba

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Algaroba (Prosopis juliflora , P. preta). Planta da família das leguminosas, de clima quente e seco, de baixa precipitação. Resiste à seca, produzindo em regiões quase desertas. Segundo alguns autores, ela tem a capacidade de usar a água do ar, para se manter. Folhas bipinadas, semelhante do nosso jacaré ou angico.

Fruto vagem tipo legume, comestível, muito usado como ração animal. Folhas, também forrageira. Rica em proteína e amido. Madeira resistente. Conhecemos um bom plantio a cerca de 3 kms acima de Aimorés, na antiga fazenda do ex-governador mineiro Dr. Israel Pinheiro (hoje fazenda Santa Isabel, do Sr. Lacine Tapias).

Em Alto Jequitibá temos alguns pés. Esta espécie se confunde com a alfarroba, descrita abaixo, tendo semelhantes aplicações e usos idênticos de seus frutos na alimentação humana ou animal, distinguindo-se apenas pelo o tipo de folhagem e pelas exigências climáticas.

Alfarrobeira

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Alfarrobeira (Ceratonia siliqua) – Citado em Lucas l5: 16, na parábola do filho pródigo. Árvore frondosa, até 15 ms.de altura: caule tortuoso: folhas alternas, paripinadas, compostas de 6-10 folíolos ovados, obtusos, coriáceos, verde-escuros e luzidios na pagina superior; flores apétalas, pequenas, avermelhadas ou esverdeadas, dispostas em espigas curtas; fruto vage pendente, reta ou flexuosa, castanho-escura, de 25-33 cms, amarelo-esverdeada e sementes achatadas.

Fornece madeira de alburno branco-amarelado e cerne róseo homogêneo com veios vermelhos-escuro, compostos de fibras espessas e numerosas, duro, rachando com facilidade e recebendo bem o verniz, próprio para marcenaria de luxo, marchetaria, carpintaria, obras internas, lenha e carvão; peso especifico 0,860.

O maior valor desta planta reside, porém, em seus frutos, adstringentes e taníferos, enquanto novos, utilizados para curtir couros e peles finas (Algeria), mas cuja polpa, com a maturação, se torna adocicada, comestível, refrigerante, nutritiva e levemente laxativa, constituindo a alimentação principal das populações pobres do Mediterrâneo e, em época de escassez, também das do sul de Portugal, onde lhe dão o nome de Fava Rica. Comem aí as vagens cruas ou então reduzidas a pó grosseiro e este misturado com farinha de trigo (Tunísia), tudo utilizado em pães, doces, e diversos pratos locais.

Nas regiões de seu habitat ou de maior cultura e principalmente na Palestina o povo prepara com as vargens uma espécie de mel, que se supõe ser o “mel selvagem” de que se alimentava S. João Baptista; outrossim, submetendo-as à fermentação, obtêm-se bebidas fortes e licores, além de serem utilizadas na fabricação de álcool (2,3 a 3,4 litros por 10 quilos de frutos) por empresas de grande capital, as quais aproveitam, além da “palha” que lhes serve de combustível e das sementes, utilizadas em outras indústrias (extração de goma e substancias corantes, etc), quantidades apreciáveis de acido tánico e de anhydrido carbônico purificado.

Tais frutos são, porém, principalmente forrageiros do maior valor e assim aproveitados nos países acima referidos e mesmo ali exportados para outros, onde os distribuem às vacas leiteiras par aumentar-lhes a secreção láctea, bem como aos cavalos de raça e também aos porcos, pois que à carne estes animais dá especial e agradável sabor.

As sementes, que representam uns 10 % do peso das vagens e oferecem a singularidade de quase não conter amido, encerram, em média, na matéria seca, 2,50 de substancias graxas, 7.50 de celulose bruta, l6.46 de proteína e 58.61 % de extratos não azotados; depois de moídas e torradas, dão uma espécie de “café ” muito em voga na Argélia.

A árvore é dioica, raras vezes monoica, de crescimento moroso, adaptável a qualquer terrenos, desde que não sejam pantanosos ou duros; sua longevidade é tão extraordinária que aos 100 anos está ainda em pleno vigor, apesar de sua frutificação haver começado aos 7 ou aos 12 anos (conforme provenha de mudas ou de sementes), sendo maior a produção dos 18 aos 40, quando chega a dar 500 quilos de vagens.

Há diversas variedades (latissima, siccata, etc). Em alguns lugares plantam-na para quebra-vento. Introduzida da Europa e já bastante disseminada, sobretudo em S. Paulo, onde frutifica perfeitamente. Hospeda o fungo Pestalozzia Ceratoniae Maublanc. Sinônimos: Figueira de Pythagoras, F. do Egypto. Sinônimos estrangeiros: Algarroba e Algarrobo, dos Hispano-americanos; Carobean, Lacustra-tree e St. John”s -Bread, dos Ingleses; Caroubier,dos Franceses.

Tâmara

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A tâmara, no “Novo Manual de Agricultura Prática “ de Paulo de Morais. Lisboa- 1900 encontramos: “A tamareira pertence ao gênero Phoemix, da família das Palmeiras. O seu tronco direito como um fuso eleva-se entre 10-25 metros.

Todos os anos despega-se o espique (tronco), a ordem mais inferior das frondes (conjunto de folhas), de maneira que por esse fato se torna fácil saber a idade da árvore. Esta palmeira lança muito filhos das raízes. O espique termina com uma coroa de 40 a 60 e mesmo 80 frondes peniformes, tendo de comprimentos 3 a 4 metros com rama de 20 a 40 cm de comprimento ordenada com pouca regularidade.

As flores masculinas e as flores femininas nascem em indivíduos diferentes; sendo necessários que uns e outros vegetem próximos para que a fecundação se realize por intermédio do vento e dos insetos.

As inflorescências masculinas formam panículas de 15 a 30 cm de comprimento, cobertas de pequenas flores aromáticas; as inflorescências femininas formam panículas muito maiores: constam de cordões tendo de comprimento 30 a 60 cm que sustentam as flores arredondadas nelas distribuídas.

Os frutos que em cada panículas chegam à maduração regulam de 80 a 200: são entre ovais e alongados, muitas vezes cilíndricos, do tamanho de ameixas e de todos os matizes, mas principalmente desde amarelos a avermelhados escuros. A epiderme oculta uma polpa doce e sumarenta, sucedendo-lhe uma película (endocarpo) que envolve a semente.

A semente pétrea é alongada, com um sulco fundo longitudinal; consta na maior parte de um albúmen córneo em que se acha encerrado o embrião. A analise do fruto com semente oferece os seguintes dados: água – 20%; albumina- 6,6%; açúcar – 54,0%; pectina e goma – 11,2 %; óleo – 0,2 % fibra – 5,5 %; cinzas – 1,6 %; Total = 100,0%.

Os naturais dividem as tâmaras em três grupos: as que podem conservar; as que depois de completamente maduras são consumidas; e em terceiro lugar, as que mesmo antes de completamente maduras são consumidas. As variedades de tamareiras orçam por ordem de 100.

A maior produção é consumida pelos árabes indígenas, ou serve-lhes como objeto de troca por outros artigos do que necessitam. Na vasta região do Dijerid , as tâmaras são alimento único da maioria da população; e as classes abastadas comem-nas com leite, tido pelo melhor dos condimentos para esse fim. Sem este fruto e o camelo, diz um ditado árabe, o deserto seria inacessível e inabitável. No Saara, a tamareira é quase a única planta cultivada.

A raiz da tamareira não é superficial como a do coqueiro; forma um cone comprido, do qual saem muitas radículas ramificada, tão tênues, que penetram à profundidade de muitos metros através de interstícios de terrenos schistosos ou terrenos argilosos compactos que se negariam às raízes de outras plantas.

Multiplicação

A tamareira lança rebentões do pé, os quais são aproveitados nas melhores espécies para a reprodução. A reprodução não se deve nunca ser feita de semente, que quase sempre dá origem a plantas bravas e não fecundas, muito vigorosas, podendo viver séculos; mas só dão frutos pouco carnudos, sem gosto e sem valor.

Além disso, há tanto maior vantagem em fazer a reprodução por rebentões, por ser a única maneira certa de se obter palmeiras fêmeas, (e produtivas) que são as que se deve multiplicar; porque não ha necessidade de plantar mais de um indivíduo masculino por 100 tamareiras fêmeas.

A cultura desta palmeira resume-se na seguinte frase: cabeça no fogo, pé na água. Por isso, a canalização de água é condição inseparável de um palmar; assim como se deve amontoar bem cada pé com a terra para poupar as raízes superficiais. A tamareira cultivada não vive mais de 80 anos; a palmeira brava (de semente) dura mais de dois séculos.

A tamareira começa a produzir dos 5 a 6 anos, mas só atinge a plena produção aos 30 anos. Produz em média l2 cachos maduros, pesando, termo médio, 4 quilos cada. Há exemplo de tamareiras produzirem 178 quilos de tâmaras. As mais ordinárias dão um mínimo de 40 quilos. São conhecidas muitas variedades de tamareiras. Só o Djerid, a Argélia e o Egito contam mais de 220 variedades. (Novo Manual de Agricultura Prática Luso Colonial – 1.900). ”

Salgueiro

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Salseiro, Chorão, Salgueiro-do-rio (Salyx sp)– a) Em “Arvores Brasileira” de Harri Lorenzi encontramos: “ Altura de 12-20 metros, com tronco de 40-60 cm de diâmetro. Ramos pendentes.

Folhas simples, glabras, de 8 a 12 cm de comprimento por 4- cm de largura. A foto da inflorescência mostra no lado esquerdo um ramo da planta masculina e no direito da feminina. Ocorrência: De Minas Gerais até Rio Grande do Sul, em matas ciliares . É particularmente frequente na área de ocorrência da floresta semidecídua de altitude e, da mata pluvial atlântica dos três estados sulinos.

Madeira leve (densidade 0,49 g / cm3), macia, de baixa resistência ao apodrecimento quando exposta, com albuno indistinto. Utilidade: A madeira é empregada para obras internas, caixotaria, construções rurais, e pasta celulósica. A árvore é extremamente ornamental, principalmente por sua copa com ramos pendentes; pode ser empregada com sucesso no paisagismo em geral.

Planta pioneira adaptada à terrenos muito úmidos, é indispensável para reflorestamentos mistos destinados à recomposição de áreas ciliares degradadas. Floresce durante os meses de setembro-outubro. A maturação de seus frutos verifica-se em fevereiro-abril. Reproduz-se tanto por meios vegetativos (estaquia), como por sementes .

Em Madeiras do Brasil, de Raulino Reitz, p. 83 transcrevemos: Salseiro ou salgueiro – Saliz chilensis da família Salicáceas. Características e potencialidade – Árvore de 10 a 20 metros de altura e 20 – 40 cm de diâmetro; ocorre quase exclusivamente ao longo das margens de rios, principalmente na zona da mata pluvial atlântica.

Como sua multiplicação pode ser vegetativa através de estacas, isto facilita enormemente seu reflorestamento e como se desenvolve bem em terrenos úmidos ou muito úmidos, poderia ser recomendado para as várzeas e as planícies litorâneas.

Na província de Buenos Aires há grandes reflorestamento com esta essência. Tradicionalmente é plantado nos barrancos dos rios para evitar a erosão. Usado como infusão na medicina popular, onde tem largo emprego no combate a cálculos renais.

No Dicionário das Plantas Úteis do Brasil, vol. VI, p. 17 encontramos: Salgueiro – Nome comum a diversas plantas da família das Salicáceas: Salix alba L -Árvore de 6 a 25 m, de ramos eretos, flexíveis, pubescentes, assim como as folhas quando novas; folhas adultas, curto pecioladas, lanceoladas, acuminadas, dentículos pontiagudos, sedoso-brancacentos nas duas faces ou pelo menos na inferior; amentos contemporâneos, cilíndricos, pendunculados e folhosos, os masculinos laxos, os femininos muito densos; escamas ciliadas, amareladas; estilo curto; cápsula glabra, subséssil. Europa, Ásia temperada e África setentrional.

A casca tem importantes aplicações medicinais; dela se extrai o alcalóide “salicina”, que oxidado, serve para a fabricação de perfumes artificiais, e foi mesmo o primeiro perfume artificial que se descobriu. A salicina servia também para falsificação do sulfato de quinina e já foi muito empregada no tratamento do reumatismo e de outras doenças febris. Tem a reputação de cardíaca e sudorífica. A madeira serve para confecção de obras trançadas.” (Reproduzido das obras citadas acima).

Em Manhumirim temos uns dez exemplares da espécie de ramos verticais, na residência do Sr. Paulo Augusto Corrêa (em frente a fabrica de velas, sito a rua J.J. Duayar, 114 ) e outros dois lindos e frondosos pés já com 120 cm de circunferência, no quintal do Sr. José Jarbas Franco (rua 7 de Setembro, nº 387 ), com possibilidade de fornecer milhares de mudas, pois a ponta de qualquer ramo delgado facilmente enraíza em terreno úmido.

Todas as variedades são indicadas para o aproveitamento de áreas úmidas, lugares alagados, matas ciliares . Crescimento rápido. Em reportagem na Gazeta Mercantil de 22/08/97, p.5, com o titulo “Atualidades, Medicina, encontramos: “A aspirina nossa de cada dia”.

O remédio sintetizado a partir das folhas do salgueiro comemora seu centenário com novos tratamentos, The Economist – Em 10 de gosto de 1897, Felix Hoffmann, químico empregado por uma empresa alemã de corantes denominada Bayer, conseguiu acetilar o grupo fenol de um composto denominado ácido salicilico. Aparentemente, não era coisa para as manchetes de jornais.

Mas o ácido acetil salicílico tem duas reivindicações à fama. Em primeiro lugar, como o primeiro medicamento verdadeiramente sintético do mundo (isto é, não apenas uma cópia artificial de um composto que ocorre na natureza), abriu caminho para a moderna indústria farmacêutica. Segundo, provavelmente é o remédio de maior sucesso na história .O ácido acetil salicílico é mais conhecido como aspirina.”

Citado também recentemente pelo jornalista Cyro Siqueira, em sua brilhante, tradicional, instrutiva e polêmica página dos sábados, que semanalmente analisa, discute e esclarece fatos históricos do Brasil e do mundo. Assim , no Estado de Minas de 20/02/99, no caderno Espetáculo p. 8 Dr Cyro comenta, descreve e analisa sobre o salgueiro e a origem do nome ASPIRINA.

Antes, o remédio obtido desta árvore histórica e bíblica, um principio ativo extraído por infusão das folhas ou cascas, usado para dores em geral , há 100 anos deu origem à descoberta do remédio que mais tem aliviado o sofrimento de milhões de pessoas, diariamente.

Pela sua beleza e pelo seu valor medicinal, cada proprietário rural deve plantar esta árvore histórica, aproveitando os locais mais úmidos, para ornamentação embelezando os imóveis, servindo de mata ciliar para proteger os corpos de água das nascentes, córregos e rios, usando como moirão verde e vivo, para obter madeira para diversos usos e quem sabe, substituindo a aspirina com o chá de suas folhas quando um mal súbito de dores reumáticas ou renais atacar um membro da família, estando longe dos recursos imediatos da farmácia.

     Ruy Gripp- 14/06/99

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